Saturday, July 07, 2007

Dream a little dream of you and me

Eu tenho um sonho. Eu tenho sonhos intermináveis. Alguns já mais do que reais. Outros, quero-os sonhar eternamente. Nada é proibido. A busca daquilo que falta; um pedaço, uma canção, um livro, um beijo e um outro sonho: aquele de sonhar.
Verdade, admito, que sonhar é pouco. Realizar é tarefa romana. Luta, muita luta braçal. Planejamento do futuro, se houver futuro para se planejar. A vida pede por um plano. Uma meta. Mas sonhar é também acreditar. Filosofia de porta de bar. Na infância temos os primeiros planos e sonhos. Depois tudo se transforma. Eu sempre quis ser médico, biólogo, ter uma casa no campo, ser uma pessoa melhor. Quando criança eu sonhei que eu poderia ser tudo isso. Hoje em dia, ser médico não é mais sonho nem plano. Serei professor. POssivelmente terei a casa no campo e nela, novos sonhos entraram: meus filhos, meus netos, minhas amigas. Construir uma família. Estudar muito. Ter uma biblioteca. Muitos sonhos.
E também acreditar naqueles que temos afeição. Por que eu acredito? Será causa do meu sentimento perverso que não me deixa ver além do não existe? Ah, mas eu sonho que aquilo que não deu certo ainda possa ter um novo novelo para tricotar um novo enredo. Mas eu acredito nas pessoas. Acredito nos sonhos de cada um. Sim, acredito que eu ainda tenho muito do que eu perdi. Aquela criança está, viva, aqui, na pele ainda infantil, nas bobeiras que digo, no cabelo quase loiro, no meu jeito de sorrir e correr. E mesmo depois de tantos anos, eu ainda me deito do mesmo jeito: esfregando os pés uns nos outros; sentimento de criança. Faço cachos no cabelo para dormir e me balanço, como fazia minha mãe comigo.
Vamos sonhar. Sem perder o despertar para tudo aquilo que há lá fora. Acreditar pode ser um começo, o inicio de uma era.
Vamos?
Bom feriado!

1 comment:

F. said...

Melhor do que sonharmos juntos, é vivermos juntos. o concreto, o palpável o possível.
e isso fazemos, diariamente.