Sunday, July 01, 2007

Song, Lyrics and a blank page.

Fica combinado.
Fica combinado que eu ficarei aqui, desse lado, enquanto a história é lida. Fica combinado que eu coloquei um véu nos seus olhos. Fui além e voltei outrem. Fica combinado que por dias seus cheiro estará guardado na minha pele que o furtou só como lembrança. Minha velha mania de mascar cicletes. Você ai e eu aqui. Fica combinado que faltou uma faísca, uma bituca em brasa para acender esse algo que está apagado. Fica combinado um nada, um antes e sem depois.
Desejos, asas, pecados e a velha história. Astrologias virtuais; caimos no consenso. Eu tive duas. Duas vezes me deixei pelo sentimento e deixei a razão no banco. E foi assim mesmo que tudo aconteceu.
Me disseram uma vez que cada um teve ter a força para arcar com as consequencias das escolhas. E cada dia é uma escolha nova. Agora, escolhi escrever esse texto. Escolhi combinar, por uma escolha sua, o que combinamos. Pode ser uma karma, pode ser simplesmente um momento de troca de olhares um pouco, um pouco, mais profundo do que deveria ter sido. Uma dança de violinos sonoros e desfinados. Fica combinado que eu ainda montarei quebra-cabeças pensando do "se" e no "é". Eu combino muito e não encaixo. Ser diferente do que foi. O que fazer com tudo isso agora?
Fica combinado que para mim restou ainda muito carinho. Seu cheiro eu roubei. Restaram as horas daquele dia. Tão rápido. Tudo se passou. Fica combinado que eu vou para lá, tentar, esforçar-me para lavar as mãos e tirar o cheiro.
A borboleta volta para o casulo. Criança brincando com fogo se queima. É isso.

Saturday, June 30, 2007

Alarm Call

Borboletas.
Asas de cores certas, propostas nos ares, coloridas. Paixão pelo que é sempre, sempre, inesquecível. Da casca às cores. Um dia de sol, uma noite bem dormida, uma serena serenata de silêncios noturnos.
Dormi doze horas. Doze sonhos, multiplicados e vividos intensamente. Doze horas de serenidade que aprendi ou deveria ter aprendido. Relaxar a volta. Deixar cairem os prédios tortos e reconstruir outros mais. Por que precisamos de problemas? Por que deixamos velocidades onde não se precisa? E para que tantas perguntas? Somos enciclopédias. Sim, veramente!
E, voa borboleta. Perto daqui. Na janela de frente a quem escreve. O barulhinho das asas. Dentro e fora do estômago. Precisamos de tanto e no fundo seria tão pouco.
Borboletas. Sem perguntas. Sem excesso de velocidade.

Friday, June 29, 2007

Take a deep breath...

Ares. Ares de vagos ventos. Ventos frios, um pouco apressados. E acabam viram, sempre, naquela esquina entre esquecer, permancer e voar.
Novos ares. Ares de cores implícitas, um pouco cinzas, cobreadas e reluzentes.
Ares de vaidade. Pura e simples. Vaidade luxuosa.
Um espelho na mão.
Ares. Solto na ilusão. A cada arcamos com a escolha. Espadas e lanças. Uma escolha e uma diferença. Por que? Volta tudo à estaca zero. Cai a máscara. Tudo é proporcional.
Novos ares.
Ares.

Thursday, June 28, 2007

Batuque

...no primeiro momento, mitos e aventuras. A Batucada dos dentes. Sim, risos. Espelhos de intenção. Somos assim.
E a mãe disse: "Vá, filho, e crie, da corrente. Qubre a corrente. Crie no novo. Forma de açi fundido, arado e aresto para que não se rompa no futuro tênue e frágil, que é o mundo".
Nasça, nasceu, assim a cor daquela batucada. Sentimentos vivivos e vívidos entre o calor do conhecimento e a combustão de uma novidade.
A mãe disse: "vá e faça. Aquilo que te coloco em caminho reto, aqueles que conduzem minha vontade". Nada se perca. Nada se possua. Tudo em pedra, gema e brilho reluzente da paz oculta e da sinceridade brilhante.Festa de confetes, abre alas e prepara aquela avenida; algo de novo vai passar. É assim que a vida faz. A mãe dizendo "em ti, reze àqueles que estão erguendo os cantos do lábio. Transforma-te sorriso".

O batuque dos dentes. Lágrimas à quiza do feliz. Vamos ao café, confeitarias e padarias. Um happy hour. Quero prestar-te atenção. A mesma que dedico aos mitos gregos, apolos e Zeus. Desça raios e germine carinhos; afagos no telefone e assim, amores serão, sempre, amáveis. A mãe disse: "ergua-te corrente fundida, enlace a benção e doe o valor".Não quero luxo. Nem lixo. Quero gozar no final. Meu sonho é ser, simplesmente, imortal.

Me acompanhem. Batuque dos dentes. Sim, risos.
Para Rafa (meu personal laugher) e Mari (à quem eu pediria a mão, se tivesse um anel à altura)

Conflagração. Do it.

A urgência de um texto; das palavras incertas, pouco tolas, que se expressam, vazam liquidas em tudo aquilo que se pede à margem de uma espera. De fato, tais palavras, urgentes de um texto, fazem parte da etimologia em existir; escrito e inscrito, dentro de um mundo inovador – pequeno príncipe. Descubra-se no dicionário perpétuo de buscar na palavra aquilo que se quer da vida. Sem, a vida!

Mesmo pouca, mas inscrita.
Verso de palavra. Meandros ou qualquer coisa como conflagrada. Tudo que se possa valer de uma verdade incontestável – verdade do texto.
Quantos mais posso escrever, além da forma-física presa ainda a um cheiro, um gosto, um prazer ainda vivido. Marcas, apertos, enrosco de cabelo (paro). Orgasmos e tramitação. Etimologia, pouco, somente um pouco explicativa.
É uma doação. Órgãos a solta. Na busca do tempo/palavra perdida. Concomitante ao espaço, à cama, não esquecida e a vontade de sentir um pedaço, um centímetro da pele e fragmentos do tempo.

Conflagração.

Urgência do texto.
Inscrever-se nas linhas certas, esparsas e brancas da falha.
Inscrever-se em pedra moldada, dentro de ti, quente, como eterno. Frágil, e você, em mim, combustão, sonolento e acesso.

Curta memória. Vivo.

Criança ainda, brincando de texto.

Tuesday, June 26, 2007

Wait in the Storm. The rain will stop...

Questão de vida. Ou morte.
Querer aquilo que se pode ter. Vontades de um sentimento maior. Letras e canção. Tudo romantico e etéreo. Sentimentos. Difícil, bem difícil. Questão de vida. Ou morte.
Namorar, talvez seja um dos atos mais complicados da vida. Complicado por ser subjetivo. Sim, subjetivo. Namorar envolve sentimento que são, por natureza, subjetivos e indefiníveis. Podemos sentir, mas não definir. Estranho. Sim, mas real. E a ânsia de se querer alguém? O que é esse limite de sentir que não bastamos por si só? Não deveria ser exatamente ao contrário, quer dizer, deveríamos nos bastar nas noites de sábado, no cinema sozinho aos domingos, no banho, no dia dos namorados e no ano novo com a família? A realidade nunca será perfeita.
Em verdade, a questão nem se trata de aceitar ou recusar. É importante. Pensar a respeito.
Querer alguém? Muito genérico. Pode até ser uma vontade. Quanto a isso nem é necessário levantar discussão. O problema, ao que me parece, é ser o tal do genérico. Querer um namorado significa, a priori, se dispor a aceitar, mas essa aceitação é fruto de um certo "desespero"; a vontade é só carência. Agora, me parece estranho querer alguém somente pela carência, já que esse sentimento deveria ser preenchido não por um namorado, mas pelas coisas da vida que estão faltando. Estranho. Deveras estranho.
O namorado(a) deverá ser produto de vontade, ao meu ver, quando encontramos esse certo "alguém". "Quero namorar ele". "Quero casar com ela". Essa vontade me parece sempre mais genuína e saudável. Existem muitos limites. Todos tênues e frágeis. Não quero o genérico.
O namorado genérico virá, com certeza, mas não será o que se espera e não conseguirá preencher a lacuna. Talvez por um tempo consiga, mas como tudo que é frágil, logo ele poderá quebrar-se.
Devemos saber valores de si mesmos. Devemos esperar? Esperar não. Devemos saber, em primeiro lugar, se sabemos viver sozinhos e quando digo sozinho não me refiro a solidão melancólica, mas ao simples, e piegas, fato de sabermos passar um sábado a noite em casa.
Eu, e não é segredo, estou disposto a ter um relacionamento, mas não é genérico. Ao contrário, eu sei bem quem eu quero. E tudo se encarrega. Procura? Não, eu achei, se não funcionou paciência. O importante para mim é saber que antes de querer um "namorado" eu quero deitar, ler um livro e ficar deitado em uma tarde de sol em casa, sozinho ou acompanhado.
Enfim. Sem moralismo. Só reflexão.

Para Maria, Fabi, Mario e Tato (o menino do robozinho).

Monday, June 25, 2007

Seu pai disse. Sua mãe ordenou.

Como diz a letra "não quero luxo, nem lixo. Meu sonho é ser imortal".
Um dia, naquela semana ainda criança, seus pais disseram brevemente:
- Filho, cuidado!
- Sim, cuidado!
- É uma pena que eu não estarei mais aqui para deixar você brincar no quintal...
- Eu quero ver você se dar bem na vida.
- A mãe sabe que é difícil e ninguém disse que seria fácil. Amar é simples, bem simples.
- E não complique nada. Eu sei que você não vai complicar.
- Amar é fácil.
Disse a mãe.
Encontros, reencontros escondidos em cartas, espelhos quebrados e aquela antiga sensação de que não deu certo. Certo? Subjetividade. Oriundo de vontades, quem somos para querer o certo. Imaginar o certo pensando no errado. Quantos filósofos´já disseram que a dialética entre o certo e o errado é errônea? Sim, mas não acreditamos.
Acreditar é o começo de qualquer coisa. Querer, disposição, aventura e quantos mais etc que existem. Acreditar. Parece-me algo sempre muito delicado. O perigo nos percorre entre as palavras, entre o querer, poder e não-querer. Seremos uma eterna história do vaivém: coração, mente, coração. Chegadas e partidas, estamos em busca.
A mãe disse que amar é simples. Nunca ouvimos nossos pais. Eles são e serão sempre aquela voz da consciência que não ouvimos.
Para o bom e para o mau. Paciência? Temos, claro. Hoje no frio eu queria só aquela coisa. Menino de vila. E a mãe disse, o pai alertou, os amigos, preocupados disseram e aconselharam. Enfim, quem disse realmente que seria tudo tão fácil e simples?
Surpresas que não se acabam.
Hoje é só segunda-feira.

Saturday, June 23, 2007

Título

Para o bom e para o mau. Todas as antíteses do viver-à-espera. Risos. Deve-se risos àquilo que se procura. E por que o riso é antigo, cínico, mas pode ser também algo a mais.
Quem procura. Uma música ou algo mais. Seria isso uma pergunta. Viver não basta. Tudo às ordens com o enigma da interrogação. É, a exclamação (?) poderia ser mais um marca texto. Coloca-se em riso uma exclamação.
Para o bom e para o mau. Vontade de reler "Amar Verbo Intransitivo", meu livro favorito do Mario de Andrade. Vontade de subir a serra e ver a família. Vontades para o bom e para o mau. Razões daquilo que se espera. Quem vive, espera. Uma lógica. Dois ou três beijos no mês e assim vai. Para o bom e para o mau.
Vontade de assistir filmes antigos. Vontade de ouvir música deitado, no silêncio, no escuro e na calma. Tudo às ordens de quem esperou pelo caos. Sons e letras.
Para o bom e para o mau final de semana.
Bom final de semana!

Friday, June 22, 2007

Vicious

Está virando vício, essa coisa de escrever todos os dias de manhã.
Está se tornando necessário acordar de manhã e sentir aquele primeiro friozinho. Tudo é uma primeira vez. Andar no trânsito tornou-se algo indiferente. Ressentimentos diluídos em essência musical. Depeche, Amy, Regina, Strokes, Mary etc.
Fica combinado que estamos só começando. Um passo de cada vez. Marcas de passado vão ficando na poeira da memória, e a memória cada vez mais arquivando eventos desnecessário e prolixos. As vozes também podem ser prolixas. Logo, ela as arquiva.
Mas está virando mania essa coisa de se sentir; eu, passo a régua. Se antes não dormia por culpa quase, quase religiosa, hoje é por pura vontade de prazer e desgaste das mãos.
- É hoje eu descobri que uma moeda é só uma moeda.
- Eu lembro que uma vez eu caí da árvore tentando salvar um gato malhado.
- Todas as vezes que chove fica assim; meio azulado. Deve ser reflexo da janela.
- Eu espero. Eu espero que passe essa vontade.
- Desejo é isso! Pare e respire. Amanhã ele ainda estará ai...
Em verdade é bastante divertida essa coisa de antes e depois. Bem divertido é lembrar que antes era ruim e agora está bom. Exatamente aquela coisa da criança "beija eu", "casa com eu", "qué come". Enfim, as crianças. Tudo é primeira vez. Apaga o resto e deixa o próximo vir. Deixa entrar aquela sensação de que não é o último, mas sim o primeiro. A primeira vontade, o primeiro beijo, a primeira transa, o primeiro orgasmo, a primeira vista. Tudo pode ser em primeiro. Como uma criança. Já chegamos? O tempo não existe. Ele é o agora. Real e paupável. Imperador, meio pragmático, é o tempo do agora. Antes?
Não! Agora!
Para crianças.

Thursday, June 21, 2007

Hugs

Fica combinado que abrir os olhos para a flor é essencialmente um trato nosso.
Não esqueci, essa manhã, de perceber que uma derrota, a menor delas, pode ser fortuita. Na lousa, as lições estão postas. Eu queria ter aprendido mais cedo. Se tivesse encontrado as formas, eu teria, sim, aprendido como aprendem aqueles que ensinam. Mas eu descobri, por fim, a misteriosa forma de se aprender aquilo que não se sabe.
- É verdade. Eu fui lá, mas eu não achei.
- Você sabe! Quantas e quantas maneiras de se pentear o cabelo eu te ensinei...
- Não obstante, eu encarei aquela estátua, imóvel e fria.
- Tenho certeza que não. Eu digo sempre que sim.
- Eu vi aquela estátua como anéis de um planeta distante. Disse algumas palavras e ela guardou em pedra!
- É, isso é assim mesmo, mas passa viu? Eu sei que passa.
E sim, erguer voo é sempre dificil. Um ou dois parabéns e a gente vai dançando rumo ao asfalto quente. E hoje começa o inverno.
Hoje começa o inverno. Uma nova temporada. Um tempo em que Eu não sou mais aquilo, mas o outrem; outrar-se. É, pode ser o frio que esquentará tudo aquilo. Geleiras derretendo. Vamos lá!
Hoje começa o inverno.
Não, sem folhas caindo ou calor de muitos graus. Hoje começa o inverno. Um novo tempo que se renova nas cabeças encolhidas dentro da blusa. Luvas de lã e calçados quentes. Cabeças cobertas, sem cabelo. Hoje começa o inverno. Tempo de aquecer os pés, uns nos outros.
Hoje começa o inverno. Sair de casa só para o necessário e aquela xícara na mão fumegando e formando gotículas de suor na ponta do nariz. Hoje começa o inverno dos chocolates e dos filmes da seção de drama.
Vamos lá! O inverno com aquela luz seca, sem borboletas, sem folhas verdíssimas e sem aquele sol estranho. Hoje começa o inverno das flores. Uma temporada.

Para Fabi

Tuesday, June 19, 2007

Enjoy

Acordei cedo hoje. Domir cedo e acordei cedo.
Manhã ambiguamente fria. Estou a mercê dessas manhãs. Entre o frio e o calor. Me altero no humor do dia.
Queria estar naquelas manhãs frias em que eu contraio o pescoço para dentro da blusa, fecho um pouco os olhos, ando encolhido e com a cabeça levemente inclinada para baixo. Andar assim pelas ruas. Devagar, me segurando, como se o frio pudesse me levar embora com aqueles ventos fortes e gélidos.
Questões? Nenhum. Quase final de expediente e eu já me felicitando em ir para casa, ver televisão e dormir.
E o cotidiano me faz bem. Tem gente que diz que não sou assim.

Monday, June 18, 2007

To strong, for to long...

Gosto das manhãs. O primeiro contato com a brisa, ainda fria, estimulante. As nuvens pouco a pouco se afastam. Naqueles fiapos, os raios de sol perfuram o céu, um pouco escuro, e adentram pelas árvores, janelas e provocam aquela sensação de abertura. Nas manhãs, todos andando com o rosto ainda adormecido, os pensamentos presos as noites bem ou mal dormidas.
Gosto do cheiro das manhãs que despertam vapores, cafés, fumaças. Manhã de sol, pouco fria, e aquela sensação de caminhar. O rumo dessas manhãs que me caminham para um lugar não muito distante. Àquele lugar que não tem ainda um teto, mas uma cama e um lençol marcado. Acordei em meio essa manhã, ao calor pouco intenso, e com a imensa vontade...

(Ah, não sei...e se eu te perguntasse? era assim mesmo...mas você disse que eu queria apenas ter dormido! sabe lá o que acontece enquanto a janela ainda está aberta...eu apertei aquele botão, sabe onde foi? sim, aquele gozo...é porque eu estou quente ainda de você!)

Essas manhãs. Hoje, gosto das manhãs. Gosto mais do que antes e nunca gostei. A cor mudou. Só daqui pra frente passarei a ver melhor as manhãs. E ainda com você, como se fosse ainda tempo parado. Fatos da memória: as marcas do dentes cravadas nas costas e nos braços; aquele calor e a vontade disparada de sentir o gosto/gozo.


Soundtrack: Depeche Mode - Enjoy the Silence

Words like violence
Break the silence
Come crashing in
Into my little world
Painful to me
Pierce right through me
Cant you understand
Oh my little girl
All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm
Vows are spoken
To be broken
Feelings are intense
Words are trivial
Pleasures remain
So does the pain
Words are meaningless
And forgettable
All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm
Enjoy the silence



Wednesday, June 13, 2007

Dedos e cordas. Uma só melodia.

Estamos à espera. De quem e quando virá?
Talvez dois ou três vontades de escrever sentimentalidades que poderiam ser ditas dentro daquele pequeno canal do ouvido que, certamente, levaria doçuras românticas até onde se deve ir. Quanta coisa pode acontecer dentro de um pensamento. Agora mesmo, nesse teclado e nessas palavras que vão se formando rapidamente, algo já mudou; algo se desfez e virou outra coisa.
Quanta coisa. Estamos à espera. Sempre à espera da campainha do toque do telefone e das vontades-realizadas-e-desejos à espreita da vontade.

Enfim, vai se indo na semana quente com friozinhos esporádicos e passageiros nas manhãs um pouco, somente um pouco, opacas. Mas ainda, com as borboletas ziguezagueando. Vaivém daquilo lá dentro.

Playing: Marisa Monte - Universo ao meu redor.

Para mais ninguém - Paulinho da viola.

Entre nós deve haver sinceridade
Eu não sei o que é que você tem
Que não me beija nem me procura
Eu tenho medo de perder alguém
De quem espero que aquela jura
Não tenha ido para mais ninguém

O silêncio é uma tortura
Alguma coisa se perdeu
Você já não me olha como antes com ternura
Só falta me dizer adeus

Monday, June 11, 2007

Bang. Bang. Clap, Clap and Clap

Soprar as velas do bolo. Comemore-se tudo àquilo que deu certo e o erros cometidos. A seta lançada ao alvo. Direto e sem rodeios. As pessoas cometem erros. Ouvi essa frase do meu seriado favorito. As pessoas cometem erros. Mas as pessoas acertam também. É um grande gráfico, no final. Altos e baixos. Alegre e triste. Ainda somos no fundo o homem barroco, antitético. Somos a antítese do que queremos. Cumprir promessa ao travesseiro. Nada a cumprir. Manter uma palavra de honra e ser fiel às decisões.
Sim, acertamos as vezes mesmo sendo o acerto no erro. Certo? Pode ser.
E estou só falando dos acertos reais, da vida racional que temos, em alguns casos. E quanto ao que existe de sentimento. Existe algo de certo e errado? Podemos ser uma antítese e quebrar uma promessa? Aquele desejo. Sim, o desejo é a reação que pode mover muitas, muitas decisões. O desejo, o prazer, o tesão. Não sabemos lidar com isso. Promiscuo, sem vergonha, vadio (a). Enfim, o desejo é aquilo que ser aos homens de matéria prima para erros, livros, poesias, músicas, pinturas. Freud poderia estar certo. Somos movidos pelo desejo. Ao adentra-lo tudo se passa rapidamente. O racional desvanece e dá lugar a uma esfera particularmente deliciosa: o momento em que a adrelina atinge a corrente sanguinea; o prazer, quero dizer.
É. Sempre perigoso. Escorregadio. Sim. Tudo isso.
Mas como diria a Barbra Straisand naquele filme gracioso, O Espelho tem duas Faces, "it´s fucking good".

Saturday, June 09, 2007

Hopes, fear and a big, big jouney

Essa semana eu estive ouvindo Anthony and the Johnsons. Indicação da Fabi e essencial no meu Ipod.
Penso que vários momentos, eu estive à procura de uma trilha sonora, ou várias. Que sentido teria a vida, sem uma trilha original, pulsante e marcante? A música, ao que me parece, vem como o cheiro e tem o mesmo efeito. Os momentos podem ser rememorados pela música. É a nossa trilha. Quantas canções nos perpassaram sem sabermos, mas que ao ouvi-la algo se reconstrói por alguns segundos, como uma montagem; peça a peça, aquele momento se edifica a volta e tudo parece ter voltada ao passado. As badaladas do BigBen em Mrs Dolloway. Eu sinto falta ainda desses momentos quando ouço alguns acordes inesquecíveis. Não posso mais, por exemplo, ouvir Caras e Bocas, um disco impressionante de 1979 da Gal. Ele inteiro é estupendo. Mas não posso ouvi-lo; tem histórias demais dentro dele. E sem falar, é claro, de algumas canções muito particulares que somadas aos seis anos me fazem um tanto melancólico.
Se tenho ao menos uma certa idade para já ter ouvido um certo, e considerável, número de músicas, quantas mais ainda ouvirei? Em verdade, alguns artistas me fazem repelir o presente. Eles me fecham em um mundo tão particular que posso, por vezes, esquecer onde estou. É o caso de Anthony and the Johnsons. Com arranjos frágeis - no sentido de serem ternos - com a voz de Anthony aguda, forte, bruta e suave, esse é um artista que me fez criar um mundo particular. Essa semana, nas manhãs ora frias de outono, ora quentes de outono-verão, fiz meus percusos com essa voz ao meu redor.
Não posso deixar de imaginar que estamos sempre em busca de um momento. Queremos ser um personagem de um filme. Seja qualquer genero, tipo etc. Personagens. Queremos estar naquela Paris de Jules et Jim; queremos a Roma de A Doce Vida e queremos ter os olhos semi-cerrados com inpafia marcante de Bette Davis. E, claro, nas comédias românticas sempre queremos ter o final feliz da mocinha e do mocinho. Somos, ao final de tudo, um filme, bom ou ruim, com direito a trilha sonora, sonoplastia, erros de roteiro, má direção e muitos figurantes, coadjuvantes, protagonistas etc etc etc.
Agora sobem os créditos. Ao final, como trilha Anthony and the Johnsons.

Monday, June 04, 2007

Where?

Para começar a semana:

- os fatos devem ser encarados?
- negar.
- existir as datas.
- comparar.
- descansar.

Então, no final da semana tenho que encarar alguns fatos. Privar? De que? De quem? Para que? Assim é o movimento. Sete anos se passaram e lá vão mais alguns bons anos.
Chega de tentar dissimular. O que é, é e assim são as coisas da vida.

Saturday, June 02, 2007

So many things

Que necessidade de escrever.
Nos ultimos tempos, tenho escrito bastante. Escritos esparsos. Escritos escondidos, porém revelados, como segredos mesmos. Velhas histórias, antigos caminhos e tudo aquilo que pode haver de novo em se reinventar. É uma necessidade.
E, aos poucos, vou voltando com antigos hábitos. Sentir-me aquile novamente. Ficar fora do gesso. Leva tempo? Sim, leva muito tempo. Agora, refazer-me verdadeiramente.
Necessidade.
Vou deixar um conto meu aqui:
Começou com um desejo de sinfonia. Era aquela vontade de saber com quantas notas se compõe um poema musical. Poderia estar sentado nas teclas de um piano, naquele vaivém dos acordes. Aquele momento que já havia passado rapidamente pelos olhos, como se viver fosse somente a soma de todas as vezes que piscou os olhos e por breves momentos tivesse perdido a chance de ver o mundo entre o piscar e abrir os olhos. Tardes inteiras, noites longe do fim e o fim como algo palpável. Amar era assim. Algo como se perder entre os dedos e ranger os dentes na doçura dos vestígios. Tudo era um simples desejo. Queria somente ter sentido mais o corpo, o cheiro, o gosto da boca, as carícias e o colo. Tudo era simples. Somente um desejo de querer o que está ao alcance das mãos. E tudo apartado por um vidro grosso que não tinha reflexos, mas somente uma divisão, como a janela e o fora. Tudo aquilo que estava por vir perdeu-se em um caminho estranho de encontrar e desencontrar o objeto do desejo. Porque queria ser mais, ser algo grandioso para outro algo igualmente grandioso, como escrever sem precisar da caneta e das mãos. Ver o sol nascer pelas notas. Isso também poderia ser um desejo, simples como o desejo.

Thursday, May 31, 2007

the age of the inocence

O fim de uma era. Aquelas cartas, papéis rasgados a força bruta. Tudo posto ao fim. As prateleiras vazias. E agora? Sem resposta. Não vou perguntar aquilo que meus dedos tanto sabem a resposta. De colocar aqui e ali, na alta vista de todos aquela resposta para uma antiga pergunta. Já é tudo rarefeito. Cores e tons pastéis. Volta tudo à estaca zero. Começa um novo tempo. Um novo tic-tac do relógio que, ainda, não funciona.
Serei eternamente grato às lágrimas e ao brutal sonho de palmeira, ser o que sou. Vice-versa. Escolhe e embaralha as cartas. O que sair primeiro, escolho. Vida longa ao rei distante, distante de tudo, mais um pouco à frente vem a rainha.
Passar noites e noites em claro. Só isso posso fazer. O resto é sono pequeno. Café pequeno mesmo.
Chega de perguntas. O programa acabou.
Penso que o fim desse blog se aproximou demais. E assim, breve, terei que deixá-lo, como se ele tivesse sido um jornal, algo inesperado de um inconstante, porém, persistente menino de vinte e poucos anos. Nele, deixei uma história. Um rastro. Uma verdade que será, muitas vezes, contestada. Na imagem, vou levar aquilo que não pude ser.
Enfim, o blog chegará, como um livro, ao seu final.
Feliz?
Que importa? O que importa foi a caminhada e os tropeços. Contar uma história já é em si ser feliz dentro daquilo que se pode.
Feliz? Importa? São momentos e como extrair mel do favo.

Tuesday, May 29, 2007

he had a stroke at the age of 25´s

Tanto estranho, como em qualquer lugar. Cheguei até aqui, perdendo a ponta dos dedos. Drama, puro drama. Derrelição de alguém que faz dramas, quase como um teatro. Eu sou o apogeu do sorriso escondido na máscara, essa mesma que uso todos os dias. Um dia, assim comum, eu atingi uma certa altitude. Coisas de quem faz drama a céu aberto. Em breve, morar no caixote usando roupas finas e um pouco, um pouco de cultura falida e desnecessária. Olhos nos olhos, como diria Chico. Inútil, cultura inútil, porque da vida nada sei e não consigo aprender com isso. Excessivamente sentimental, tenho algo que me deixa inerte; negligente mesmo, como costumeiramente me dizem. Uma negligência típíca dos preguiçosos que dormem à beira da palmeira em plena segunda-feira.
É, sou feito de dramas teatrais, como já disse. Tão simples seria. Tão verdadeiro, mas não consigo. Sinto aos poucos um certo desaparecimento. Desvanecendo pouco a pouco, como se a seta tivesse, enfim, acertado o alvo. Chega! Dramas à parte. Eu vou assim. Acordo atrasado porque prefiro sonhar do que...drama. Daqui vinte anos, um tubo na garganta e um pouco, um pouco de cultura. Pode não parecer, mas não é fácil. Sentir que tudo a volta desapareceu tão rápido que nem os olhos conseguiram captar o exato momento em que tudo foi embora. Mais rápido do que uma piscada. Entrar dentro do buraco, na relva que perdem-se os fracos e os oprimidos. Que adiantou tantas palavras? É só um teatro. Eu sonho e sonho e só redescubro uma fauna de folhas mortas e algo, algo desaparecendo sem deixar rastros. Confinar-se dentro da folha mais seca e perder-se ao vento. Leve, mas esquecível. E vou assim para a posteridade. Sem o filho que tanto quis, sem as flores e as roseiras na varanda e aqueles tão ingenuos, porem velhos, sonhos intermináveis. Sentido? Não há sentido. Só a fórmula de estabelecer um vínculo com a mediocridade de se ter vivido mais de 20 anos à sombra de uma palmeira.
É mesmo um drama. Por isso não conto nada. Se é drama, deve-se esperar o fechamento da cortina. Porque no fundo, não sei nada, é só um drama esperado de algo que não cresceu; uma planta.
À sombra da palmeira. Levo somento galhos e poucos, poucos frutos que não nascem dessa.
Em breve, somente em breve como trailler de cinema e sinopse de livro barato, estarei eu na estante daqueles que não foram, além daquilo que eram.

Saturday, May 26, 2007

Eu acho que esqueci

Eu tive um sonho. Esqueci dele no instante em que abri meus olhos. Eu esqueci quem estava e porque estava lá. Estou viciado nas palavras do teclado. E esqueci que da caneta também sai tinta.

There are times when I look above and beyond
There are times when I feel your love around me baby
I'll never forget my baby
I'll never forget you
There are times when I look above and beyond
There are times when I feel your love around me baby I'll never forget my baby
When I feel that I don't belong
Draw my strength
From the words when you said
Hey it's about you baby
Look deeper inside you baby
Dream about us together again
What I want us together again I know we'll be together again 'cause
Everywhere I go
Every smile I see I know you are there Smilin' back at me Dancin' in moonlight I know you are free
'Cause I can see your star
Shinin' down on me
Good times we'll share again
Makes me wanna dance
Say it loud and proud
All my love's for you Always been a true angel to me
Now above I can't wait for you to wrap your wings around me baby
Wrap them around me baby
Sometimes hear you whisperin' No more pain
No worries will you ever see now baby I'm so happy for my baby
Dream about us together again
What I want us together again I know we'll be together again 'cause
Everywhere I go
Every smile I see I know you are there Smilin' back at me
Dancin' in moonlight I know you are free 'Cause I can see your star Shinin' down on me
Good times we'll share again
Makes me wanna dance Say it loud and proud
All my love's for you There are times when I look above and beyond
There are times when I feel you smile upon me baby I'll never forget my baby
What I'd give just to hold you close
As on earth In heaven we will be together baby
Together again my baby
Everywhere I go
Every smile I see I know you are there Smilin' back at me Dancin' in moonlight I know you are free

Wednesday, May 23, 2007

Some of this.

Tenho lido pouco. A razão escapa-me. Tenho colocado em meus olhos uma venda, quase um disfarce semi autoritário de ver, ou querer ver, apenas o que me convém. Eu escuto sempre a mesma voz e aquela antiga sensação de, sim, estar desaparecendo entre aquilo que me fez crescer. Se eu pudesse, apenas se eu pudesse escapar de sentimentos avessos aos meus desejos, eu conseguiria, por fim, deitar a cabeça e dormir por uma noite inteira. Quero mostrar às minhas mãos que ainda é possível. Boca e olhos vendados. Uma colisão entre a realidade e aquele estado de querer o que não se tem. Em tantas vezes eu zelei por isso, pela leitura e agradecido eu deixava meu espirito sonhar por entre linhas e decisões. As prateleiras que ficam acima da minha cabeça parecem abandonadas na poeira e no próprio esquecimento dos meus pequenos tesouros. Eu percorro os olhos nas bordas e não me atraio.
De que adiantou? Como diz aquela letra bonita "acender cigarros"? Eu pergunto, mas não respondo. Hoje, pensei nos meus tesouros. Tenho-os aqui dentro pela vontade de tornar-me apenas aquilo que eles são: palavra marcada. Dentro do meu silêncio, eu ouço pequenas vozes como se fossem crianças querendo brincar, querendo apenas existir. Esqueci de me selecionar e, assim, tornei-me uma fração de segundo. Aos poucos desaparecendo entre cartas, e-mails, notícias online e um novo hábito de ler telas de computador. Desaparecer. Missing. O que isso significa?
Tornar-me o que não serei e que não poderei ser. Ontem, amanhã e hoje. Quero apenas ter o tempo lento de deitar, abrir um livro, e deixar meus olhos sentirem que tudo em volta some, dando lugar ao mundo que me criou, desde o primeiro instante, um leitor que hoje tornous-e avulso, mas que ainda consome palavras como alimento para crescer.

Sunday, May 20, 2007

Find me gone

O tempo pode ser um jogo, surto de não saber como contar as horas. E quantas horas restam em um dia? A vida, sim a vida. Não essa que costumeiramente se traduz em banal, mas a vida como forma inevitável de transformação. O que aprendi ao longo desse caminho. Aqueles exatos momentos em que tudo se transformou e, por fim, comecei a crescer como uma muda de grama, me alastrando sobre a planice e me formando em cor, o verde primeiro. Segui num caminho forçado; perdi o rumo tantas, tantas vezes e senti que poderia ser podado em qualquer momento. E tudo seguiu para um destinho incerto. Acho que por isso gosto tanto de Oz. Aqueles tijolinhos-amarelados e todos os percussos que se deve seguir para achar a cidade Esmeralda.
Cantei muito. Cantei para ser ouvido dentro das noites profundas. Deixei de limpar o vidro da janela para não ver a paisagem, que nem é paisagem; é só uma palmeira seca e um asfalto antigo. Escondi fotos, aquele anel de memórias, uns presentes e tomei inteira a garrafa de vinho que estava guardado para aquele momento que não veio. Correr para trás, eu corri. De frente o tempo me veio e forçou-me no aprendizado infeliz que se faz necessário. Crescer para todos os lados, para cima e para baixo. Explosão daquilo que se é. Não me movi de mim, Hilda. Permaneci de pé, diante daquilo que já tinha me formado um tempo atrás de outro. Re-ouvi minhas músicas favoritas, reli Breve Romance de Sonho e escolhi algumas roupas para à doação. Cortei e pintei o cabelo. Roí ainda mais as unhas e quebrei um pedaço do meu dente. Ainda tive tempo de re-sonhar tudo aquilo que era poesia e não esquecer de deitar para, novamente, sonhar os sonhos.
Onde cheguei? O tempo é só uma brincadeira para viver. Algo que seja de criança. Disfarce mesmo. Eu andei tanto parado e hoje corro para chegar até o que eu quero. Sim, a vida pode mesmo ser outra coisa. Escolher as paisagens, os contos, as poesias e os romances escondidos nas estantes. Alguns momentos cresceram e tiveram importância de gigante. Como eu mesmo escrevi linhas e laços em uma página já ocupada por muitos silêncios. Esse jogo, esse jogo de mestre que se entrelaça num infinito, numa parte fracionada de palavras, sonhos e sorrisos. Andar por entre tristezas, alegrias, mortes e aquela velha fama de ser querido. Como faço para reatar-me?
O tempo pode ser um jogo sujo. Por vezes, ele é só um truque, mas àlguns dias atrás ele foi jogo sujo. Quando se reconstrói um teto para esperar a chuva, um pássaro sem nome e sem penas me roubou, telha por telha. Ó, não fique assim. Mas é para esperar ventânias e outros pássaros. Maldita ave! Ele é meu fantasma, porque sou assombrado por aquilo que deixei para trás sem um fim, como se eu tivesse inacabado uma malha; sem as mangas. Ainda tive tempo para jogar migalhas, sempre. É o velho de barba clara e escura, mista, que me traz um trono feito de madeira antiga, quando o que eu quero é só entender porque o relógio do meu quarto não funciona mais.
Tempo de reviver, ressonhar, ressonar, repensar. Tempo de divisões e tempo de lembrar antigos sentimentos enterrados, uns sobre os outros. Tempo de limpar aquilo que não serve e contar; brincar de amarelinha. Tempo de sentir que algo pode ser maior sem ter tamanho certo. Quanto tempo não penso nas ondas e não vejo o mar. Próxima parada. Sim, ver o mar e sentir a areia quente. Tempo de sentir-se no ninho, esquecido no galho, na felicidade do sublime. Ser apenas esquecido no galho e protegido por folhas e vento.
É só um tempo. Outra vez, perco a hora e me atraso para me ver dentro do ovo. Quebrar a casca e ser apenas o novo, alguém esquecido entre os galhos e folhas, no ninho, no eterno sublime. A maravilha de estar sendo e ter sido.

Saturday, May 19, 2007

Now, is the time.

A vontade de te dizer aquelas mesmas palavras tortas, cheias de graça, com um certo ar de coisa bem pensada, talvez, agora seja maior que grandes monumentos que erguemos diante do inevitável. Depois de tantos lábios, tantos olhares, pequenas paixões, e sentimentos avulsos me vem você para dar-me a sensação de que ainda temos um longo caminho. Por que? Por que?
Por que estou aqui escrevendo e não te falando tudo isso? Onde fomos parar naquele instante, naqueles minutos de um domingo frio e ainda mais confuso.
Você me deu um ar de eterninada. Somos cúmplices dentro de um limite infinito. Naquelas praias, na areia e naquele dia chuvoso em que você segurava apenas um singelo botão de rosa vermelha. Estamos nesses lugares. Na simplicidade da minha cama, a janela do quarto fechado, nas brincadeiras lambidas, nas canções e nas discussões sobre o imposto de renda. Será que somos apenas uma linda história de amor ou podemos, ainda, ser maiores que isso? Eu e você. Isso ainda existe? Isso ainda existe.
Eu queria te dizer que muito se passou entre a gente. E eu lhe disse "tu não te moves de ti" pelo simples fato de sermos, ainda, aqueles dois meninos que se conheceram e travaram um pacto. Se eu acredito em amor eterno? Acreditei e ainda acredito. E nossas brigas foram e são frutos do fato de não estarmos juntos. Eu vi no seu olhar no domingo. Sempre o domingo.
Por que você não responde a minha pergunta?

Thursday, May 17, 2007

Spark, Spark, Sparks in the eyes

Nem sempre a música é a mesma. Pode-se ouvir outras além daquelas que ouvíamos juntos. "meu bem, meu bem, você tem que acreditar em mim", e quando você disse "você me tem fácil demais, mas não parece ser capaz". E eu repeti tantas vezes algumas outras e você dizia "before this river becames an ocean" e ai eu senti que era pra valer.
Quem mais pode dizer pra você as músicas como se fosse uma fala, uma conversa.
Ainda é tempo.
Você que ainda não esqueceu a letra das canções e que ainda guarda dentro de você, como um segredo, aquele brilho. Enfim, os caminhos que se desviam não são à toa. Largue as curvas porque aqui a estrada é longa e segura.
Não se esqueça que o brilho pode apagar.
Pra quem digo isso?
Quantas questões.
"que esse cara tem me consumido. A mim e a tudo!"

Tuesday, May 15, 2007

look all the yellow stars

É só uma questão de hábito ou simplesmente um puro chichê que sou.
Esvaziado, sempre à espreita de armadilhas e nuvens esparsas. Já estava predestinado acontecer as reviravoltas. Peripécias. Epopéias e uma eterna vontade de ser ar ou ter asas.
Aquela velha infância sem nome, cuja memória é só cena como se fosse um filme.
Projetos e dança. Movimento da fortuna e da luxúria. Algo que inspira e transpira suaves palavras - como uma criança jogada no chão.
Algo que ilumina os contornos, mas que se perde nas curvas tortas dos "as" e "bs". Um vocabulário sem vontade de ser palavra marcada na página branca.
Escuto,
simplesmente uma inspiração:

Sourcream

Eu queria uma resposta para perguntas insolúveis. Queria adoçar o café às 7 com uma ou duas gotas de questões resolvidas. Uma garrafa, uma garfo e um copo postos à mesa de um jeito organizado. Na fila de espera, onde guardo o lugar para alguém, uma moça me perguntou se ali era um campo de centeio. Longe, longe demais! Eu tinha pensado muito em fabricar lágriamas. Desisti de mergulhar o olho dentro de águas escuras e pouco, pouco saudáveis. E onde foram parar os sonhos? A veia pulsa como se quisesse saltar forte para fora do corpo e formar um círculo incondicional para sonhos futuros. O momento que não chega; a hora ultrapassa os limites inaudíveis. Semana sem precedentes.
Tu não te moves te ti!
Abdicar sem vontade àlguma força que me faça sentir que o verdadeiro diamante é só uma pedra com bilho seco. E nem sei mais. Eu disse que choraria por imortais; eu disse que o arrependimento é só uma vontade de perdão. Eu perdoei tantas falhas, tantos caminhos estranhos e pedrejados. Perdoei quando, do seu olho vermelho, escorreu uma lágrima. Eu só fui alguns anos e poucos momentos.
É...

Monday, May 14, 2007

Anos dourados

Ainda é tempo. Rememorar aqueles dias. Ainda é tempo. Como se eu fosse retalho, ontem você me costurou novamente. Por tudo na vida tem que ser assim? Se eu gosto de você e você gosta de mim. Aquilo que separou, um retrato que restou dentro da gaveta e um cheiro que não sai do lençol. Aqueles sonhos re-sonhados nas noites solitárias e todas as palavras duras se desvafazem dentro do meu coração. Batidas rápidas e minhas mãos tremendo. Meu olhar encontrou o seu e assim se refez um selo; aquele pacto mitologico que ficou preso em um instante, naquele domingo.
Ainda é tempo.
Ainda é tempo?
Será que é tudo dessa forma? Minhas roupas e meu corpo ainda marcados pelo seu cheiro, pelo seu suor e pelo gosto de leite da sua boca. A lembrança forte, não vaga, de um sentimento podereso, maior e incapaz de se reconstruir. Vaidade, lembrança, vida e sonhos. Eu subi as escadas para te encontrar no caminho inverso. Você ouviu tudo, mas não teve tempo de me ver subindo, de ter cortado o cabelo e nem sequer soube o quanto eu comecei a gostar de outras músicas. Sim, o tempo passou rápido entre a gente e rápido foram os dias em que não pensamos um no outro. Mas, de repente, ver-te me fez calor e eu subtraí e subverti tudo aquilo que disse. Naquele seu olhar molhado, ainda estão à deriva tudo aquilo que se fez e quer fazer.
Ainda é tempo?
O meu e o seu olhar dentro de lágrimas infundadas na amargura e no perdão. Eternamente seremos assim: um filme sem fim ou um poema sem desfecho. Começo, meio e...
Esqueço e te lembro dentro de um vidro, uma nuvem e uma cor.

Parece que dizes
Te amo, Maria
Na fotografia
Estamos felizes
Te ligo afobada
E deixo confissões
No gravador
Vai ser engraçado
Se tens um novo amor
Me vejo a teu lado
Te amo?
Não lembro
Parece dezembro
De um ano dourado
Parece bolero
Te quero, te quero
Dizer que não quero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais
Não sei se eu ainda
Te esqueço de fato
No nosso retrato
Pareço tão linda
Te ligo ofegante
E digo confusões no gravador
E desconcertante
Rever o grande amor
Meus olhos molhados
Insanos, dezembros
Mas quando me lembro
São anos dourados
Ainda te quero
Bolero, nossos versos são banais
Mas como eu espero
Teus beijos nunca mais
Teus beijos nunca mais

Você tinha razão. Vai ser estranho rever um grande amor.

Thursday, May 10, 2007

I hear in my mind, all of this voices

Sou pedra. Queria ser pedra e primeiro. Entregar segredos ao muro de lamúrias e dramas mal-resolvidos. Queria ser pedra sem vontade de existir dentro de si. Mais uma ou duas cores sem reflexo e brilho.
Queria ser brilho e natural, como uma pedra. Deitar no colo e machucar solados. Queria ser terra, misturado ao brilho de uma pedra sem vontade. Que terra!

Queria ser pedra-poema
o verde primeiro
sem saber, existindo dentro - quente e frio.
Queria ser bilho de pedra
pedregulho e faísca
dentro dos seus olhos estáticos e sem movimentação, pedra.
Vontades, de muros, choros, lágrimas de pedras.
Cores rodopiantes
ondas circulantes, quem sou, além de pedra pura?

Saturday, May 05, 2007

Cintilante

A verdade sabe-tudo.
Linhas e linhas de textos lidos, poesias consumidas, ficção mal compreendida. Montagem de cores em papéis de lavanda azul. As sobras de um jantar sem velas ou copos de vinhos e o lençol manchado ainda não lavado.
A verdade sabe-tudo.
Abdicar a vontade para dar-lhe força de querer novamente. Issi me parece ser um truque daqueles ardilosos. Necessário, de suma importância; recortar, uma linha e uma agulha. Colar tudo novamente sem perfeição, uma grande colcha colorida que, por vezes, pode ter tons de cinza e algo roxeado.
Dar sentido àquilo que não teve sentido. Como uma dança, apaixonar-se é dar movimento à muitos sentidos obscuros. Sem razão ou questionamento. Símbolo do fogo e como fogo, símbolo do começo primitivo. Erguer a bandeira de batalhas, vencidas ou não, em nome de momentos cintilantes. E se é algo que brilha, porque não cintilar exatos segundos de um sorriso. Essa tarefa, quase masculina de forças e braço. A verdade sabe-tudo. Quem sabe mais do que o próprio ato. Desconhecido-estranhos, perto do limite entre a dor e o prazer. Quando se perde a virgindade de todos os momentos, existe algo ainda a ser descoberto? Simplesmente não estamos revivendo momentos e por isso o masoquismo de sempre querer mais?
A verdade sabe-tudo.
Cintiliar jóias que ofuscaram seu brilho.
Um, apenas um, momento cintilante.

Saturday, April 28, 2007

After tomorrow

Isso é um segredo:
será que somos assim? vivemos confinados dentro de segredos indescritíveis. Mas e se tudo isso for apenas o medo do coração parar por segundos? Um vontade incontrolável e fomentando as maravilhas de sonhos hospitalizados. É um segredo tudo isso. Não conte a ninguém.
Difícil a arte de se apaixonar. Difícil é querer perder a sensação de adrenalina e pernas trêmulas. Talvez por isso sempre estamos a procura de uma paixão; no fundo queremos perder o controle, enlouquecer todas as células do nosso corpo à procura de um sentido para a vida. Eu quero sentidos demais. Quero entender o caminho pela emoção. Pelas paixões que falharam e muitas outras que virão. Essa é minha única forma de não ser tão instável. Me apaixono e pronto. Começo a funcionar como um relógio - tic tac tic tac - com pressa de ponteiros. Em sim, me apaixono, como fiz agora. De repente, tudo ficou assim em nuvens carregadas e no calor do inverno. Não tenho limites. Quero fundir meu corpo no seu e todas as sentimentalidades que possam sair da minha boca e das minhas mãos. Mas tenho uma maldição que distrai meu objeto e o leva para longe. É assim. Acostumar-se é só uma questão de tempo.
Se eu quero ainda? Segredo...Claro que sim. Mais do que sempre, nunca, quero o que comecei a querer e agora sou um veículo sem freio. Detalhes que me assombram nos sonhos, na hora do café e nos encontros.
É um segredo. Posso contar?

Thursday, April 26, 2007

Breve romance de sonho

Segundo Nietzsche:
"o grau de verdade que um espírito suporta, a dose de verdade que um espírito pode ousar, foi o que me serviu cada vez mais para dar a verdadeira medida do valor. O erro (quer dizer, a fé no ideal) não é a cegueira, o erro é a covardia. Qualquer conquista, cada passo em frente no domínio do conhecimento tem a sua origem na coragem, na dureza face a si mesmo" (Ecce Homo. p. 2-3)
Nesse caminho, deve-se entender muita coisa. O jogo de máscaras principalmente, quer dizer, estamos frente a uma fala que quebra com conceitos fundamentais da construção da moral - moral está disfarçada por meio de jogos sociais. Uma vez que o indivíduo se utiliza da moral, tal como ela foi germinada na sociedade ocidental, ele se torna em sua pior essência: o covarde. A covardia aqui, para Nietzsche, se trata de não saber , ou melhor, transverter os conceitos de bem e mal para uma filosofia de vida banal e do senso comum.
Essa fala do filósofo remete a tantas característica que não há meios de enumerá-las. Sim, Nietzsche pode ser pedante, mas há que se entender sua filosofia por um prisma, digamos, mais real. Em quantos casos já não ouvimos alguém dizer "não faça isso, é feio", ou então, "mas ela(e) não teve culpa, coitado"? Tais discursos são provenientes da fraqueza diante de si mesmo; a falta de coragem em resgatar valores morais fora do senso comum. A falta de coragem de vencer tais valores e entregar-se fora das regras do "bom convívio" é, em suma, o que Nietzsche chamará de covardia. Tal sociedade, constituida na base do moralismo religioso e da pieguece da bondade cristã, arquitetou as formas banais e frageis daquilo que deveria ser o espírito primitivo do homem.
Em resumo, a bondade na verdade é um grande jogo de máscara. Tudo em nome do bom convívio.
"Aquilo que vem ao mundo para não perturbar não merece respeito nem paciência" (René Char)

Monday, April 23, 2007

Pointless

Por que nada faz sentido? É como um estado de insônia. Será que somos todos assim? É verdade aquilo que disseram quando éramos apenas crianças: ?
Verdade ou mentira. Deve ser a gripe que me atacou. Corpo cansado. Olhos inchados. Deve ser a gripe.

Sunday, April 22, 2007

No Doubt

Sombra. Eu sou uma sombra. Uma sombra de dúvidas, de questionamentos. Eu sou o será. O Talvez que possivelmente poderá ser, mas é a dúvida. Sou uma interrogação. Sem força ou vontade. A maior sombra de dúvida. E nada disso queria ser. Onde estão mesmo as exclamações? Onde eu fui parar quando o tempo me traiu e me fez cansar de esquecer? Engraçado como sem mesmo pestanejar eu nunca consigo me desvenciliar. Será porque eu nunca me contento com pouco e muito menos com qualquer um? Será que sou persistente porque sei o que quero e por isso sobra-me paciência para esperar? Mais uma vez a resposta: não sei, talvez, quem sabe...
Tudo isso pode ser que no fundo eu simplesmente não consiga as conquistas e me máscaro com forças que não tenho. Não sou forte como gostaria de saber e muito menos sábio para entender meus próprios problemas. Queria saber, mas não sei. Quase esqueço o quão pouco li em minha vida. Sobra-me imaginações e poucas realizações. Eventos? This is the best time.
Sem a menor sombra de dúvida não sei o que estou escrevendo. Para que? Para quem? Time after time. Evidentemente, eu sou assim e acredito que sempre tenha sido. A opção, aquilo que se tem guardado em casos de emergência. E sempre penso que não sou. Mas, enfim, a verdade é aquela mais próxima do real e o real é isso. Tenho sempre a mão estendida para meus sonhos que nunca cessam de não se realizarem. Talvez eu hoje eu esteja só melancólico e amanhã isso já tenha passado. É um desabafo. O quanto tempo esperei para encontrar... É, a vida pode ser engraçada. Esperamos tanto por algo que quando aparece não dá certo. Sem a menor sombra de dúvidas.

Saturday, April 21, 2007

Wheres is the winter? I only see the leafs falling down

Eu queria poder escrever em parágrafos obscuros, entrelinhas explícitas, tudo aquilo que disse a vontade de saber. Cada vez mais, o inverno que é um consolo para meu corpo, se afasta e dá lugar as folhas leves e secas. Já era tempo de se ter um filho e quem sabe até dois. Era tempo já de colher frutas vermelhas e pecar sob os longos galhos das árvores. E o inverno não chega. Essa vontade de escrever ultrapassa aqueles limites da consciência; cria um estado de epifania pura, como se a paixão fosse feita duma magia negra e de feitiços pagãos promovendo alucinações intermináveis e um breve, porém permanente, estado febril. Corra para trás, alguém diz. Mas não há realmente para onde fugir, como dizem mesmo aquelas tão adoráveis poesias. São fases, acredito. Eu queria mesmo poder escrever sem vírgulas e acentuações na velocidade de tudo aquilo que penso e possuo em mim. E nem sequer me conheço por inteiro para que pudesse, sem vontade, deixar de lado todos os sonhos. As horas se vão, liquefeitas dentro sangue, borbulhando.
Ah que os textos possam ser apenas uma máscara de tudo aquilo que desejo. E isso é só mais um pecado sem vontade de se realizar. Só o pecado, como mesmo o diabo gosta. Um braço ou até mesmo uma perna é o que basta para que o tridente posso perfurar minha pele - indolor. Um braço, uma perna ou um gesto.
Como o diabo gosta!

Thursday, April 19, 2007

To the lighthouse

Realmente alguns sonhos devem ser ressonhados. É como um traço da eternidade, daquilo que pode ser a construção...Eu re-sonho, eu, destemido, não canso e alguns dizem que isso pode ser falta de orgulho ou de amor próprio. Ao contrário, o meu amor próprio me permite lutar por aquilo - aquele - que eu tenho certeza que só me faria bem. Não ter amor próprio é aceitar qualquer coisa, e isso não faço, nunca fiz e nunca farei. Será? Pode ser. Deve ser verdade. Não desisti, só recuei!

Enquanto isso, vou deixar aqui um pequeno texto que fiz essa semana:

Começou com um desejo de sinfonia. Era aquela vontade de saber com quantas notas se compõe um poema musical. Poderia estar sentado nas teclas de um piano, naquele vaivém dos acordes. Aquele momento que já havia passado rapidamente pelos olhos, como se viver fosse somente a soma de todas as vezes que piscou os olhos e por breves momentos tivesse perdido a chance de ver o mundo entre o piscar e abrir os olhos. Tardes inteiras, noites longe do fim e o fim como algo palpável. Amar era assim. Algo como se perder entre os dedos e ranger os dentes na doçura dos vestígios. Tudo era um simples desejo. Queria somente ter sentido mais o corpo, o cheiro, o gosto da boca, as carícias e o colo. Tudo era simples. Somente um desejo de querer o que está ao alcance das mãos. E tudo apartado por um vidro grosso que não tinha reflexos, mas somente uma divisão, como a janela e o fora. Tudo aquilo que estava por vir perdeu-se em um caminho estranho de encontrar e desencontrar o objeto do desejo. Porque queria ser mais, ser algo grandioso para outro algo igualmente grandioso, como escrever sem precisar da caneta e das mãos. Ver o sol nascer pelas notas. Isso também poderia ser um desejo, simples como o desejo.

Tuesday, April 17, 2007

Help! I need somebody, help! Not just anybody...

Semana de boas notícias. Lembranças de um passado enterrado e memórias de construção de um futuro interrompido. Engrenagens e um caminho ainda a ser trilhado.
Não posso esquecer simplesmente, mas posso dar ênfase ao silêncio, ao direito de não vasculhar destroços de guerra. É um direito, mas também quase uma condição de sobrevivência. Dar um novo foco aquilo que se procura, àquilo que está tão perto e ao mesmo tempo distante. O pior dos sonhos é aquele em que despertamos. Sim, despertar de um sonho é como deixar cair o algodão doce na areia. Ainda pior são aqueles sonhos que sabemos realizáveis, mas que dependem de outros fatores. Novela, capítulo, introdução e epifania. Revisar os erros e os acertos. Não se trata de fracasso, talvez seja mais uma falha, um desvio errado no caminho. Quero escolher melhor as palavras para que elas acertem os meus erros. Sentir tudo de todas as formas. É, a poesia talvez me iluda. Um caminho à Oz com sapatos-brilhantes-vermelhos. Quem quer saber? A descida, o horror, mas também a felicidade de ter aberto o coração...
Quero ler mais. Ouvir mais e saber mais. Enquanto não engulo o destino, reservo-me ao silêncio de meus pensamentos, como uma fugo por um túnel escuro e desconhecido. Conto então as moedas, guardo-as no bolso, dou uma risada falsa e choro com o rosto virado para o outro lado. E se meu desejo não se realizou não significa que ele morreu, pois ele pode esperar em silêncio, no fundo de armário, na posta da estante, milênios, milênios no ar.

Sunday, April 15, 2007

door, window and the rest of the room

Tudo parece mais calmo agora. Não sei o que é. Aquela sensação do vazio novamente, da não-perspectiva-de-pensar-no-travesseiro-naquele-sorriso. Porque as vezes eu posso ser uma sentença que precisa de um ponto final, exclamação, mas as interrogações parecem não ser um elemento gramatical do meu coração. Hoje, depois de tanta coisa acontecido, pareço ter ficado mais racional. As possibilidades são meticulasamente analisadas como uma perícia. Eu reajo bem aos problemas emocionais: 2 lexotan, 1 de coca e 2 maços de Marlboro Light. Hummm. Mentira. Não é assim. Já foi, hoje em dia não mais. Acho que hoje seria algo como: exquisito, o Marlboro Lights, 1, 2 ou 3 chops...é, bem, a bebida parece ter ficado. Enfim, temos que ter algum vicio, certo?
E agora consigo pensar mais na minha vida. Estranho falar isso. Ter a sensação de posso sobre si mesmo; depois de tantos anos planejando a vida a dois e entrando em duas furadas, agora posso pensar mais no que eu quero, como será minha vida e se eu realmente serei um velhinho com alguns livros mais ou menos publicados, um sobrado na Pompéia com um gato preto de olhos verdes, um cachorro temperamental, dois filhos - a Luiza e o Pedro Richner - talvez um neto, meu irmão e minha sobrinha, meus amigos, e por último lembro de colocar alguém.Deve ser porque estou me planejando e não planejando-nos como fiz muito.
Calma, logo meu coração, meu selvagem coração esquenta novamente. É só dar um tempo até eu encontrar um rosto que queira estar nesse quadro acima...
De resto, vou pensando e arquitetando meu futuro.
Trilha Sonora: Marie Antoinette

Saturday, April 14, 2007

god save the queens

O que me assusta é a nossa fragilidade. É como se fôssemos uma sinfonia de notas graves, agudas, tempos e tudo sincronizado no mistério, como um jogo de xadrez. Ontem, voltando pela Marginal me deparo com um leve trânsito, policiais, guardas da CET e dois corpos estirados no chão. Um deles, virado para cima e o outro - mais impressionante - com a cara no chão e um pedaço de metal enfiado na cabeça. E essa cena provocou-me sensações estranhas. Medo. Acho que medo o que eu senti vendo aquilo. De repente a noite tornou-se solitária, perigosa e tudo era frágil demais.
Me assusta. Somos frágeis. Algo que pode nos matar rapidamente, como somos capazes de chorarmos por alguém.
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É, minhas pernas tremeram. Fiquei trêmulo, uma sensação estranha. Nem sei o que dizer. Saber o que sentir é um dom, será a arma contra todos os males do coração. Um outro assunto que corta precisamente dois mundos. Um depois do outro. Porque estou, estive e sempre estarei, perto do coração selvagem.

Friday, April 13, 2007

strangers when we meet

Pois então. Como diz aquela música, fica o dito pelo não dito.
Se eu fracassei?
Ñão. Penso que não. Talvez tenha excedido meus limites. Ou tenha sido eu mesmo. Alguém capacitado para querer coisas impossíveis.

Tuesday, April 10, 2007

So, so sweet...

Tenho escrito pouco. Atribuo isso a uma certa falta, ou uma excessiva fonte de inspiração. Pois é. O maldito cheiro que vem sem pedir licença. Essa é a fonte. O problema é que já não quero mais escrever sobre isso. Os assuntos tão antigos e todos mortos. Preciso achar uma outra inspiração; algo que seja mais forte que eu, que minhas palavras...
Cansado de tantos desencontros no caminho. Cansados de mentiras, verdades, honestidades e desonestidades. Tudo muito a flor da pele.
As coisas que devem mudar começam a tomar um rumo, algo novo e algo ainda encoberto de dúvidas e medos. Eu, sonhador como sou, espero que as coisas mudem rapidamente, sem dar chance ao tempo e às resoluções.
Mas a calma é um presente.

Wednesday, April 04, 2007

What ever happend

(Conversa fictícia)

"- Eu queria uma noite. Só uma noite.
Queria sonhar seus sonhos, ser um calor, mesmo que pouco, mas suficiente. Pudesse meu corpo ser apenas uma noite com mãos de estrelas e olhares lunares, para desejar em seus cabelos o sonho terno de termos só uma noite. Fosse uma luz, daquelas que faíscam em seus pés, fosse uma cor, eu seria apenas uma noite. Entregue a escuridão.
Queria ser uma palavra. Sair de sua boca com o hálito, como as ondas saem do oceano para alegrar o mar. Palavra que fosse, estaria eu em seu gosto, em sua saliva e por dentro da sua boca. Insanidades de apenas uma noite.
Queria ser o ar para tocar suas mãos e sentir que não são mãos nem toques, mas a aspiração leve e carinhosa daquilo que se conquista. Ah, as conquistas! Serão sempre lembradas no futuro por áqueles que lutaram seja por noites, palavras, boca ou sonhos.
Queria ser um sonho de apenas uma noite. "

Monday, April 02, 2007

The place that we belong. The Place!

Encontro naquele escuro, um lugar menos silencioso. Estou somente a espera daquilo que se espera dentro do esperado. É quando abdico do barulho, da sinestria e daqueles laços tão soltos pelo ar. Inspiro; encho os pulmões de ar para não pensar em como tudo seria diferente. Aquela avenida, aquelas ruas, o mesmo solo que você pisou por um instante, eu também, com meus pés atravessei o limite tênue do seu andar com o meu desejo de andar por você. Há tempos que esquecemos que a morte é uma linha, e não um estado. Os trotes, os galopes e as faces foram devoradas por aquele monstro infantil. E quando criança, tudo era apenas uma cor: branco e preto. Hoje, todas misturadas, dão uma ótica menos sintetizada. Queria por instantes ser sua pele, mas o limite de nossas vidas já é o instante, as horas, em que atravessaram-nos e esqueceram o aviso na porta. Sou um relógio que conta horas ao contrário. Em você me projetei, me deleitei, me fiz como um sexo selvagem. Selvagem coração. De manias em manias, deixei-me levar pelas ondas do meu calor, da minha ilusão, do meu sabor em querer o amargo e nunca o doce.
Selvagem Coração!
Aquelas notas que musiquei pelas palavras e tudo o mais que fiz em teus dedos, foram somente demonstrações do que se pode ser. Aquilo que poderá tornar-se um dia, pela fenda da porta, pelo escuro do quarto, pelos lençóis ansiosos. De terras míticas que, de fato, são somente minhas ilusões, eu vi nossos corpos estirados como se fossem apenas um só, algo de profundo e receoso, assim como quebram as ondas na beira da praia sem licença, devorando a areia e faiscando diamantes no ar. Aquele sol, perdido entre as nuvens, simulava um calor que não era calor, mas um sentimento desesperado de querer. Arriscaria ser fotossíntese da própria pele para achar-me na natureza do que não pode ser. Uma nota bate, uma música a dois ouvidos. No escuro encontro-me com você por debaixo do lençol, com a cabeça no travesseiro, o suor escorrendo pela testa enquanto outros se formam sobre o lábio e na ponta do nariz. A água apaziguadora. A água bentificada em desejos ocultos e solitários; típicos da noite e do inferno que é ser aquilo que não se alcança na realidade.
Selvagem coração.
Assim, no escuro, ouço sua voz, seu silêncio e a dureza firme, mais que firme, dizendo-me: vá e faça-se feliz.
Selvagem coração!

Thursday, March 29, 2007

Call it again...the phone it´s not ringing

Passei o dia andando pelo parque do Ibirapuera. Pensando na vida, nos caminhos e encontros. Refleti muito...e sem perceber as coisas começaram a vir. Algumas respostas, algumas interrogações, anseios e medos. Pensei em como tudo mudou rapidamente, e certos medos são, na verdade, proteções. E ainda ficou muita coisa presa no vazio, no limbo dos pensamentos.
Encontrar a saída é algo vagaroso. As vezes sinto que estou em um labirinto; algo me prende e não consigo sair nem achar a saída. Perdido. E hoje veio aquela sensação de solidão, de apertar as mãos só para lembrar como é ter as mãos seguradas. É também um efeito da carência, da falta de palavras doces e de afagos na cabeça. Tomar rumos é algo difícil. Saber trilhar o próprio caminho, com as próprias pernas, sem encostar naqueles muros com pontas grossas. Talvez hoje eu tenha escolhido um caminho, o mais leve possível. Chorei bastante. Saudade de muita coisa. Medo de outras, falta de muitas. Um telefonema que sempre me ergue a cabeça e saúda meu coração. Depois outro telefonema...Fiz algumas promessas, algumas juras para o nada. Só para eu mesmo. Tudo isso para ver se consigo decidir aquilo que não tem decisão...
É...vou seguindo, caminhando, trilhando, desenhando com aquarela esses rumos que é para depois a chuva apagar e não deixar meus rastros soltos pelo mundo.

Wednesday, March 28, 2007

I hope you had the time of your life

Quando é momento de parar?
Paciência. João me disse para ter paciência. Concordo. Sou impaciente. Realmente. Não sei, ou bem sei.
Barroquismo à parte. Alguém me responde: quando é hora de parar?

Tuesday, March 27, 2007

Good night, and good luck

Eu me inspiro em pequenos gestos.
Acredito em pequenas coisas. Ainda acredito em todo o futuro como se ele fosse feito de açucar. Deito, esqueço, acordo com o calor dos meus sonhos. Aprendi a controlar a intensidade dos meus desejos e deixar leve minhas vontades. Aquilo que me faz feliz. Aquele sorriso luminoso. Lumineux.
Eu me inspiro no detalhe de olhares; na solidão do meu querer e na presença do meu desejo. Isso é só um sonho de amanhã que acordo sempre com o sabor de um atraso. Querer nem sempre pode ser o poder, mas há sempre o poder de construir aquilo que se quer. E assim faço minhas noites na cama fingindo presença com o travesseiro. E controlo, controlo essas emoções para que o doce seja um presente embrulhado em papel laminado. Entreguei-me ao júbilo, à doçura do sentimento, e fui atraído como a abelha ao mel. E por que não deixaria meu coração sentir-se útil novamente? Ele me move, me faz crer e me inspira nas palavras, nos gestos e na parte boa que há em mim. Sem o meu coração, me tornaria um ser oco, sem intenções, sem sonhos e sem inspiração.
Sou movido pelo sangue e pela minha vontade de sempre sentir tudo ao mesmo tempo. Errado e certo não se confundem mais. Estou próximo àquilo que sou. Movimento meus pés em uma caminhada sem direção, sem rumo, com um destino incerto, pois é isso que me pede o coração nesse momento. A razão fica de lado, como se estivesse a espreita.
Por isso. Me inspiro em pequenas coisas, pequenos gestos, fragmentos...

Friday, March 23, 2007

Last Romance

Hoje me veio um pensamento. Algo estranho e inquietante. Em verdade, me veio tal pensamento por uma voz familiar. Todas aquelas histórias de filmes e livros românticos fazem sentido. É experiência. E hoje percebi o quanto me têm como uma pessoa "estranha". Sim, estranha porque nunca fui levado a sério em todos os sentidos. Isso incomoda, dói e magoa. Essa história de não ser levado a sério e talvez por este motivo eu tenha tido minha auto estima tão baixa e por isso eu compen(sava)so esse buraco com outras coisas que não eram necessárias. Vai saber...
Mas essa história de não ser levado a sério é séria, porque penso todas as vezes em que quis ou fiz alguma coisa do meu agrado e não teve importância. Como a minha pesquisa, as minhas leituras, os meus estudos, meus trabalhos, minhas palavras e discursos. Estranha essa sensação. Demasiadamente estranha. Depois de tantos anos, eu agora sou revelado como algo a não ser levado a sério. Imagine: é como se eu tivesse sido uma brincadeira, algo passageiro e sem motivo. Se não fosse a minha confiança no que eu sei e se não fosse minha crença, eu realmente ficaria abatido. É psicologia. Espelha-se no outro aquilo que se tem dentro si próprio: a insegurança, as incertezas, a fraqueza e a falta de seriedade. Simples, mas é algo incomodo...de verdade.
Certo que pelo menos uma pessoa no mundo pensa isso de mim, o que de certa forma é confortante, pois sei que para o resto, para as pessoas que me conhecem (mesmo há pouco tempo) eu sou isso que sou!
É...o tempo passa e o futuro se revela. O tempo passa e as certezas se solidificam. Sempre assim.

Monday, March 19, 2007

Something to remember

18/03/2007. Este dia está marcado como um dos mais inesquecíveis de todos os tempos. Foi um dia lindo, de sol e chuva e de alegrias, muitas alegrias. Aniversário de uma das pessoas mais incríveis que já conheci e que me disse palavras que eu jamais esquecerei, jamais - além é claro daquele mural precioso (carinhoso) que ele aprontou para a gente e que eu nem esperava me ver nele, mas lá estava eu para deixar o meu coração batendo mais forte o resto do dia!
E tem outros motivos para esse dia ter sido tão especial e só de lembrar me vem aquela vontade de chorar. Não é choro de tristeza não! São lágrimas de felicidade, de alegria verdadeira. Eu não tenho nem como expressar a emoção que eu sinto quando me lembro do nosso abraço (Lu, Fabi e eu) e de como ali, naquele momento, eu senti que nossa amizade se imortalizou, assim como meu carinho e amor por vocês...
Somos uma família, unidos todos de mãos dadas. Uma grande família. Este dia já está na minha história, na minha vida e no meu coração!
A grande família.

Thursday, March 15, 2007

Only Wishes

Faz tempo que não escrevo. Faz tempo que não deito a cabeça sem preocupações, faz tempo que achei que a vida poderia ser diferente, faz tempo que sinto saudade de um tempo que não pode ser mais vivido, faz tempo que muita coisa aconteceu, faz tempo em que tomei uma decisão e me desviei do caminho por alguém. São aqueles planos que a gente não planejou. Quando criança não imaginava que pudesse ser assim, e ninguém nunca me disse que seria tão difícil.
Faz tempo que meus amigos me fazem sorrir, faz tempo que eles me dão a alegria de estarmos juntos, faz tempo somente um tempo que tudo aconteceu e eles hoje são parte de mim, como um órgão vital. E por que será que com todos os problemas a minha volta, meu coração sente saudade? Saudade de beijo, de carinho, de corpo e pele e mão na nuca. Tudo o que circunda, todos os problemas que são obstáculos é fonte para o crescimento, para outrar-se em um novo que não possa mais aceitar as decisões de antigamente. E crescer nunca é fácil, nem pode, como deve.
Agora só me entrego onde sou bem vindo. Agora só beijo o rosto de quem dá valor, porque agora eu sou isso: ainda capaz de amar novamente sem rancores, ser mais livre, não ter condições, sou o que sou, sem pretensões, sem categorias. Porque agora, meu coração está aberto...e preenchendo aos poucos as direções e os rumos.

Saturday, March 10, 2007

Discovery Channel

Essa semana descobri muitas coisas. Descobri, graças a indicação e o gosto ímpar da Fabi, uma cantora chamada Amy Winehouse e fiquei viciado nela. Um cd inteiro de música interessantes, ritmos que vão do reggae, passando pelo folk, misturados a black music dos anos 40 e uma voz portentosa. Sim, essa é a Amy Winehouse.
Outras descobertas vieram e como sempre, descobertas vêm acompanhadas de surpresas que são, como diria, combústivel para a vida. É a descoberta foi o destino. Nada é por acaso, e isso não é nome de livro da Zibia. Realmente nada é por acaso. É como um grande quebra cabeças e, assim, deve-se, aos poucos, montar peça por peça. Como todo quebra cabeça a pressa nunca é convidade; deve-se manter a calma e fé, muita fé!
E depois da noite de ontem, incrível e maravilhosa, hoje assisti Contato. Meu deus! Como pode um filme ser tão científico e ao mesmo tempo religioso e sensível. A ciência não deveria ser o pilar do empirísmo? Mas é assim mesmo, se a ciência é empírica, porque não fazer dela um tema pela subjetiva arte do cinema?

Thursday, March 08, 2007

Alice in the wonderland...fuck it off


Eu não entendo Alice. Não entendo. Aquela lógica, aquela matemática. Talvez eu entenda mais do que desejaria entender. Sabe-se lá o que é realmente o país das maravilhas.

O importante é que hoje descobri uma voz, uma música, uma batida, um algo epifânico chamado Amy Winehouse. Estou surtanto! Louco, louco. Tem esses dias mesmo em que uma simples descoberta pode ser algo importante.

Ah, quanto a Alice. Fuck it!!!

Tuesday, March 06, 2007

Carefull

Há momentos em que se deve ter cuidado, mesmo que pareça não ser um momento para tanto. Mas há! É aquele cuidado de si, quase como uma precaução. Chega momentos na vida em que não se pode mais viver à beira dos limites, dos perigos e das emoções. Pode ser racional, e até certo ponto incrédulo, mas digo que é preciso. Talvez esse cuidado possa ser algo de maturidade, de saber onde se pisa ou até mesmo uma forma de manter-se com a cabeça no travesseiro e ter um sono tranquilo.
Nem sempre, o esperado é o conseguido. Ah! Quantos provérbios (parece até coisa de Sidarta). Na vida, temos sempre aquele desejo - a luxúria - de querer o que não está fácil. São obstáculos que fazem o movimento da vida, mas ainda assim os obstáculos devem ser postos à luz clara, nunca deve-se deixá-los no escuro. E por que será que o coração é sempre o que nos move e o sempre é esquecido e não cuidado? Talvez seja porque estamos acostumados, desde criança, a fazer sofrer certos sentimentos e a reprimir as vontades com medo de se machucar e, assim, quando crescemos e achamos que na vida adulta sabemos lidar com problemas emocionais, esquecemos que o coração é o mais frágil que temos dentro de cada um e por isso não cuidamos dele. Interessante que é exatamente o coração e os sentimentos os causadores dos maiores problemas da vida adulta. Incrível como quanto mais achamos ter aprendido, mais estamos errados.
Mas é preciso ter cuidado. Vide a bula. Não sabemos ler as instruções, ou não sabemos segui-las. E fico pensando: será que são as emoções que causam o movimento da vida, ou a dor que ela nos causa?
Eu fico com a teoria de Zaratustra. O movimento da vida é a dança, como diz aquele ditado popular "quem dança, seus males espanta". Bem, acho que não é exatamente isso, mas serve. Quando digo cuidado, digo no sentido de ser preciso, em certos momentos, ter aquela cautela e ouvir os medos. Por enquanto eu vou dançando, seguindo assim, do jeito que estou: sentado, escrevendo, lendo, procurando achar sentido - já achando - querendo as coisas para o meu futuro, para a minha vida. Será que depois de tudo, eu sei ter cuidado comigo?
Let´s face the music and dance, because, before this river becames an ocean!

Monday, February 26, 2007

Labirintos, sorrisos e café

A vida tem caminhos, muitos caminhos. Podem ser misteriosos, manipuladores, felizes, tristes, longos, bifurcados, cintilantes, doces, lúgubres, funestos...Muitos caminhos por onde andam nossos pés. Por onde deixamos cair lágrimas e sorrisos.
Esses caminhos devem ser trilhados com cautela e com a cabeça erguida sempre. Mas existem aqueles momentos em que uma reviravolta torna-se no mínimo cômica. São as surpresas que nos prendem em momentos ímpares. Uma paixão inesperada, uma briga, um susto ou até mesmo uma doença pode ser um fragmento de algo que se tornará a felicidade do futuro, e ai vem o riso póstumo.
Porque no fundo os acasos não são acasos. São os caminhos que se apresentam para que a vida nos leve a algum lugar que, sozinhos, não conseguiríamos.

Wednesday, February 21, 2007

Sonhos

Esse foi o sonho que tive essa noite:
Era uma igreja. Pelos menos parecia ser o símbolo de uma. Eu caminhei lentamente pela entrada lateral. O interior era grande, amarelado por luzes que vinham do chão. O espanto foi perceber que no meio do templo não havia bancos para sentar-se, mas terra.
A primeira imagem com a qual me deparei foi a de um casal enterrado até o pescoço na terra - um homem e uma mulher - como se aquilo fosse uma pintura da Frida Kahlo. Outros, velhos e crianças estavam imóveis, com olhares estáticos.
Caminhei pela lateral e uma súbita vontade me alcançou os olhos e comecei a chorar. Chorei sem parar. O estranho foi que aquele choro foi real; era uma vontade quase incontrolável de chorar. Deitei no chão, fechei os olhos e continuei chorando.
No dia seguinte, voltei a ingreja com uma pessoa (que não posso revelar a identidade) e logo na entrada comecei a chorar.
- o que foi? porque você está chorando? - perguntou ele.
- não sei. não sei.
Nos abraçamos e continuei caminhando pela igreja no parapeito, equilibrando-me, eu, ele, e mais outros pessoas.
Depois acordei. Esse foi o sonho.

Tuesday, February 20, 2007

The Hours...each time

Ouvindo Philip Glass. Trilha sonora de As Horas. Eu funciono pela emoção e por isso sempre que vejo esse filme, leio o livro ou ouço a trilha é porque alguma parte muito emocional de mim quer tornar-se pragmática. E não posso negar que ainda tenho algumas pendências nesse meu lado que faz com que eu coma as beiradas dos dedos. Ainda descobri que meu lado emocional me causou uma alergia que, por sinal, está passando sem remédios.
Ainda com preocupações, sorrir me parece ser a melhor alternativa porque meu sorriso vem naturalmente como veio e como está vindo. As reflexões desse carnaval foram muitas. Lembrei-me de minha mãe e da sua história de vida. Talvez seja ela me ajudando em forma de esperança interna, como algo que vem em prenúncio...Essa história me faz crer na força, na luta e no poder de recriar, recomeçar e reconstruir tudo - do zero. Ainda que eu possa sentir medo, a força disso me vem pelas mãos, pelos pés e por todo o meu corpo. Sorrir como solução. Acho que é esse o lema. Os problemas aparecem não como obstáculos, mas como formas de vida. O sentido se transforma. A vida vem,diz, obriga-nos a criar uma força. E só recebemos aquilo que podemos aguentar. E sentir que o riso se tornará o futuro de uma lágrima do presente. Esse é o lema.
E começo assim. Limpando as gavetas, os armários, as estantes e as memórias. As horas passam. As memórias permanecem como fantasmas de tempos outros. Limpar a memória física não é apagar o coração, mas simplesmente esvaziar o espaço que poderá ser ocupado pelo por vir. São as horas que correm rumo ao destino.

Friday, February 16, 2007

So many and yet so little

É. Tem dias em que as coisas não parecem entrar em ordem com nada. Hoje foi um deles. Já a tarde chegou uma notícia e depois outra e outra. Eu fico aqui pensando. É difícil se segurar, mas estou tentando. Ouvindo Yo La Tengo. E vou me sentindo assim desse jeito. Pareço sem rumo. Tenho tanta coisa a ser feita e acho que quando há muito dentro é difícil colocar para fora. E nem sei mais quantas vezes eu sorrio por dia só para tentar esquecer os problemas. São sorrisos ora sinceros, ora mascarados. Fico dividido entre tantas emoções que me perco se páro um segundo para pensar. E foi tanto o que me aconteceu nos últimos meses; nem cabe falar mais. São impulsos para gerar energia e força.
Mas tem dias em que as coisas não se encaixam. As horas batem fortes. O coração pulsa mais do que deveria e as mãos parecem não agir. Sinto que minha única fulga é isso aqui. Escrever. É o meu momento de solidão e pensamentos. Fico sempre entre a razão e a emoção. De costura em costura se faz um retalho, me disseram certa vez. Pego uma agulha, uma linha e vou costurando remendos que no momento não parecem fazer sentido. Frases me assombram. Dúvidas me cercam e perseguem. Tenho a força que meus amigos me dão e eles estarão sempre no meu coração.
É. Se hoje estivesse bem frio eu ficaria em casa, na cama, debaixo da coberta lendo um bom livro. Pelo clima eu leria Virginia ou Dostoiévski. Mas sei também que sentiria a falta de um outro calor...Tem dias que são assim mesmo.

Atirei em seus olhos

Depois de um certo tempo estudando literatura, eu parei de esforçar a criatividade em trabalhos acadêmicos. Me lembro ainda do tempo em que eu comprava livros como "O que é literatura?" do Sartre simplesmente para resenhar um romance. Essa vontade começou a cercar-me ontem a noite. Estava relendo Foi Assim e senti uma vontade, quase que urgente, de escrever sobre este pequeno e belíssimo romance.
A história é simples, porém forte. Cada palavra é emocional. Cada sentença uma paixão. Aqui vai um trecho:
Disse-lhe: - Diga-me a verdade - e ele disse: - Que verdade? - E desenhava rapidamente algo no seu livrinho de apontamentos e me mostrou o que era: um trem comprido com uma densa nuvem de fumaça preta e ele, que se debruçava na janela e acenava com o lenço.
Atirei em seus olhos.

Nessa minha releitura, como em todas as outras, tive uma outra concepção deste romance. Isso me lembra o que uma amiga minha, dona de um sebo de livros no Itaim, me disse um dia: talvez você não goste desse livro agora, mas compre ele e deixe-o na estante até que um dia ele chame você". Sou tão marcado por isso que até hoje tenho Ulisses na minha estante (só que até agora ele não me chamou). E concordo. Certos livros precisam de uma experiência interna para ser apreciados.
Enfim, o romance de Natalia Ginzburg é uma filigrana dentro da literatura italiana e retrata, por uma ótica até então desconhecida, as relações entre amor e ódio e paixão e amor. Lindo, leve, inteligente e delicioso.

Thursday, February 15, 2007

Secrets


Esta é a última parte da trilogia. Falei do amor, da paixão e agora do gostar. Então vamos lá.


Gostar é um primeiro desejo. Aquilo que desperta por acaso em função de um "click" que acontece como uma surpresa. A imagem se reverte. Vê-se aquilo que não se via. E tudo assume um sentido outro, capaz de criar uma certa expectativa. Enfim, gostar de alguém, essa palavra que pode significar pouco, no sentido amoroso, faz-se dentro daquele princípio que é seguido pela paixão e pelo amor. São estágios. E o gostar é o primeiro.

Ao gostar de alguém, creio que seja aquele estado em que primeiro se tem a vontade. Essa vontade vem seguida de todos os "serás" e "talvez". Vem as dúvidas. Vem a vontade pequena e tímida. De certa forma, tudo isso cria uma esperança. A linha que divide o gostar da paixão é aquele momento em que se consuma o objeto do gostar. As dúvidas são freqüentes. "Será mesmo?". Logo, se faz um "clima" propício e é chegada a hora de tomar a decisão. Enfim, gostar é assim: um primeiro momento em que as dúvidas vêm acompanhadas de um desejo de querer. Algo como se fosse um primeiro ato.


The End

Wednesday, February 14, 2007

About that


No último post, inspirado por aquela imagem fascinante, tentei falar de amor. Agora vou tentar falar de paixão.


Estou lendo Foi Assim e me ocorreu a idéia de falar sobre paixão. É consumo. Consumo da alma. Me parece que a paixão é assim: algo que dá um frio nas juntas das mãos, soa as têmporas e vem aquele arrepio na nuca que desce para o estômago. Isso tudo pode acontecer pela imagem, pela voz, pelo cheiro, pela letra, por uma roupa usada, ou pelo contato corpo a corpo. E pode ser que essas sensações venham todas de uma única vez e que seja sentida por tudo isso. Estranha a paixão. Esse sentimento meio corrosivo, que nos provoca um comportamento de alto risco, mas que ao mesmo tempo faz esboçar no canto da boca o sorriso quieto e um olhar estranhamente malicioso.
Paixão é sexo. O auge do prazer. Tesão. A paixão provoca aquele estado em que um beijo provoca milhares de sensações ao mesmo tempo. É aquele primeiro beijo que deseja somente ele mesmo e aquele gosto; saliva com saliva; tudo ao mesmo tempo. E as pernas ficam trêmulas e os dentes, sem perceber, mordem o lábio inferior. Uma sensação de adrenalina ao sentir a saliva na boca, um do outro, descendo as mãos pelo corpo e aquela primeira gota de suor que escorre na nuca. Porque nenhum símbolo traduz melhor a paixão do que o fogo, mas pode ser também uma maçã, chocolate, dias frios embaixo da coberta, e uma noite quente ouvindo músicas como Glory Box.
Estar apaixonado é ouvir além do som, ver além da imagem, sentir além do desejo. Algo como incontrolável. Maliciosamente delicioso. E pode ser um dos estágios mais perigosos. Mas enfim, a paixão nunca poderá ser racional. Seu intento é ser passional, violenta, estridente como um grito de orgasmo.
Ufa...

The other things. Look forward...


A respeito do amor. Estive pensando a respeito. Essa história toda de amor, de apaixonar-se, de sentir-se in love, de ver a si própria e reconhecer-se no outro. Será que um dia chegaremos ao ponto de entendermos onde tudo começa? Aquela linha divisória que em instantes faz com que o sangue corra rápido, numa velocidade incrível, suba as faces, e faz o coração palpitar como taquicardia. Essa linha nos é misteriosa. Demasiadamente incompreensível. Mas acredito que estragaria a surpresa se a conhecessemos. Então, a respeito do amor, o importante é acreditar e acho que nem mesmo essa palavra faz jus ao que realmente é esse sentimento. Pode ser uma mistura de maravilhas. Um sabor. Um olhar. Um respeito e uma paixão. Pode ser também tornar-se um. Viver consumido. Deitar ao lado e dormir no peito. Carinho. Adoração. Ódio. Honestidade. Viver em grandeza. Ter ciúmes. Brigar e depois beijar. Beijar com sabor de beijo. Dançar junto em uma noite quente. Comer com o mesmo garfo. Acordar de manhã de bom humor. Sentir-se protegido. Afagar os sonhos. Esfregar os pés debaixo dos lençóis. Apaixonar-se diariamente. Bater a porta.

Talvez o amor seja tudo isso e mais um pouco. As palavras enfim não definem. É só para ser sentido. Incrível como este é o único problema que o homem não consegue resolver.

Freud foi entrevistado no fim da vida e lhe perguntaram "mas afinal, o que é um homem normal?" e ele respondeu sucinto "é aquele que consegue trabalhar e amar".

Bom, fica a imagem aqui disso tudo;

Tuesday, February 13, 2007

Other...

Ter sentido. Acho que o importante é ter sentido. As coisas. Sim, elas tem sentido. Tudo isso. Sem mais nem menos. Finalmente o quebra-cabeça se encaixa. Peça por peça.
E eu não posso viver sem isso. Sou feito de peças, de encaixes, de tudo o que me faz deitar a cabeça no travesseiro e pensar. E tudo isso faz sentido.

Sunday, February 11, 2007

Perhaps, Perhaps...Ah!

Então as coisas ficam assim. Zero a Zero, um por um. Aqueles lemas. Ouvindo muito Los Hermanos enquanto penso e repenso erros e acertos. Na balança, atualmente, parecem mais acertos. Pelo menos ando acertando as contas comigo e me livrando de tudo o aquilo que me faz mal. Procurei e achei algumas das pessoas mais incríveis, amigos mesmo! À eles dedico essa minha energia e alegria que vêm sem pedir licença. E fiz as pazes com o meu coração, já que ele andava bem apertado e afoito. Ah, mas não vá pensando que esse escorpiano já não anda aprontando poucas e boas para ele. Ah Vitor!!! Te conheço. É assim mesmo. Eu vivo assim. No limite. Sou uma pessoa que precisa do coração batendo sempre forte para viver. Não trair a natureza é um princípio quase básico. Essência, entende? Eu faço as escolhas e depois aguento o tranco. E bom, melhor não tocar nesses assuntos. O importante é isso, esse exato momento em que as coisas sentimentais se encaixaram dentro de mim e passado é passado! Agora eu quero é saber, querer e viver esse presente cheio de futuro pela frente!!

Friday, February 09, 2007

New thing

Ah como o gosto das coisas novas é saboroso!!

Just the sun

Na vida, estranha falar de vida, a expectativa parece mover os pensamentos. A expectativa de se ter um grande amor, um emprego bacana, uma casa com jardim e roseiras na fachada, um filho pródigo, ganhar flores de alguém, a expectativa de um beijo que há muito tempo se espera, uma paixão avassaladora etc etc etc. Sim, parece que a expectativa move os sonhos e direcionam o viver para aqueles lugares que nem sempre gostaríamos de estar. Quando tudo saí errado é ai que a expectativa cresce e toma força de um dia ser melhor e fazer diferente. E vem também aquela expectativa de apaixonar-se novamente. Aquela experiência intrigante que as borboletas do estômago baterem as asas rapidamente...e ai tudo explode novamente. É o movimento, é a vida.
Seguir com leveza, conduzir a expectativa em sonhos, e levar tudo na música, na poesia e nos romances românticos. Lembrar que ali ainda tem lugar para muito do acontecer. Deixar que a expectativa seja uma força e não um sonho acordado. Deve ser assim eu penso. Deixar acontecer e a força de se querer...
Um dia estaremos todos lá, velhinhos, naquele lugar pelo qual esperamos por muitos anos.

Thursday, February 08, 2007

I do...could i do it

Eu demoro e deixo passar momentos. Deixo passar os momentos preciosos como o de ontem. MInha cabeça de distrai por segundos e ai o momento passa. Depois como as unhas e a beirada dos dedos. Durmo desassossegado pensando e remoendo momentos já passados. E eu nem sei como tudo começou, ou porque começou. A verdade não me diz nada. É só uma questão de ser ver junto. E eu perco momentos. Onde posso me esconder, senão de mim mesmo? Ai, ai, ai...

Tuesday, February 06, 2007

to much

muitos pensamento sobrevoando a cabeça. tem um hora que parece que tudo deu um nó ou um giro rápido...nem deu para perceber...
Renovar-se e renovar em volta...

Monday, February 05, 2007

The End

E quando tudo atinge o paradoxo, a ironia da existência ou até mesmo o sabor amargo de amar, o salto é alto e profundo. Todas as palavras, os discursos e as altas vozes sofrem de conseqüências irrevogáveis. As mentiras assumem a realidade. As lágrimas são substituídas pela vontade de sorrir. O amor é encoberto pelo manto do ressentimento. Quando tudo é invariável e irreversível, o mesmo lugar, aquele de onde se começou encontra-se no final de cada sentença gasta, de cada saliva engolida e cada rangida de dentes. Sabe-se lá se a vida guarda surpresas e se elas serão boas ou ruins. Sabe-se lá se o coração é mais forte que a razão. E um choro já não basta para dizer adeus.
Um sorriso sempre esperto que se esboça pelo ato de vingança, porque no tudo condiz para que o amor seja apenas um sentimento passageiro. E tanto se leu sobre o amor que no final das contas ele já não é mais o salvador das angústia, mas a angústia em si. Quando se atinge aquele lugar que nunca se pensa em chegar é quando tudo acontece. O ponto final que é sempre uma reticência entre tantas outras postas em cada discurso. Os talvez, quem sabe, um dia, viram apenas esperanças falsas da palavra. E quando tudo pode ser renovado, revoga-se a atitude em troca de uma simplificação. A história que se construiu virou apenas uma página virada em um livro posto na estante. E sim, o amor é substituído pelos sentimentos avessos. A vida sim pede pelo levantamento; erguer-se diante de si próprio e não morrer de fome. Será que algum dia haverá o ressentimento? O arrependimento? Ninguém mais morre de amor. E quando a história morre, a lembrança adormece, restam apenas as fotografias queimadas e os poemas rasgados pela fé de não sofrer mais. E tudo segue no exato momento que se deve seguir. Frente à história sobram as migalhas de se ter vivido corpo a corpo. Aquele caminho trilhado é apagado. Tudo se renova. Volta à estaca zero. Um a um. Cada pedaço das recordações vão ficando para trás na velocidade de se viver. Cada olhar vale um instante daqueles momentos passados. E o passado se desfaz na alegria do presente. E quando tudo se volta contra um sentimento, resta o céu e o inferno de cada um. As músicas no rádio representam um tempo outro daquele vivido pela canção. Não existem mais mágoas nem lágrimas. O beijo na boca torna-se o aperto de mão. Os corpos que ardiam se distanciam pelo desprezo. A aversão de se lembrar; a ira de não se ter mais o sonho dourado. E quando tudo vira apenas uma canção de amor, basta apenas uma melodia daqueles que se ouvem.E quando tudo atinge o vazio, é o estado do espírito que segue e não olha para trás. Só a paisagem que restou dentro de cada um.
Jamais...

Thursday, February 01, 2007

Give Up

resta um. Aquele jogo de criança. Um cd da Aretha fabuloso, fantástico e incrível. Uma das coisas mais deliciosas de se ouvir: I never loved a man the way i loved you!!!!

Só isso. Resta um. Opções e escolhas, porque a vida é feita de escolhas.