<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425</id><updated>2012-01-23T11:33:32.998-07:00</updated><title type='text'>A Marca na Parede</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>453</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-46188031009505135</id><published>2011-05-11T20:28:00.000-07:00</published><updated>2011-05-13T13:32:51.989-07:00</updated><title type='text'>Quem conta, um conto</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Faz algum tempo que aprendi a contar o tempo. Contar como um conto, curtas estórias, cortar em pedaços pequenos; contar batidas recorrentes do relógio, estranhos sons de tic tac e cooco, como naquele antigo relógio que uma tia, já morta, tinha em sua parede: era velho, de marcenaria, mas funcionava pontualmente com o passarinho indo e vindo na hora marcada. E nem sei que fim teve aquele antigo relógio. A relíquia da velha megera. Eu mesmo nunca procurei saber. Estranho saber contar o tempo sem nunca sequer ter sido um bom aluno de matemática. Demorei inclusive para aprender a ler as horas em relógios analógicos. Até hoje tenho um método próprio. Contas como se estivesse multiplicando. Mas hoje, contos outros tempos. Conto, em tom professoral, não para qualquer um, mas para mim. Um trabalho precisamente solitário esse: contar os tempos, contar os dias, os meses, as horas, datas, tudo atrelado às memórias delicadas ou pesadas, mas sempre atrelados a um passar do tempo que não chega à reta final. Ao contrário, parece que nunca chego a alcançá-lo. Tempo ocioso esse. Tempo difícil. Não que seja apenas de uma vida, o que me faz ser um pouco mais velho do que realmente sou. Eu li muito Bergson na universidade para entender os espaços da memória comum e entender como é possível nunca existir o agora. E tudo parece perdido dentro de uma imensidão de lacunas e espaços habitados, quase como uma bolha de sabão, cheia de ar, presa por aquela mistura química, subindo, subindo, subindo até perder a força e explodir no ar sem deixar rastros. Memórias curtas de eventos. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Exercício de muitos e muitos anos, práticas forçadas. Contar o tempo nunca é fácil. É preciso enganar a si mesmo, acreditando que aquilo que passou não existe mais e que o agora é o presente. Nem isso se pode afirmar. Passado é passado, presente é presente. Pensando bem, esses tempos só existem para dar rumo ao futuro ou à marcha da mortalidade. Esses tempos construídos e mecânicos, como os meus tempos que conto de hora em hora. Desejo insano esse. Eu mesmo acho que nem posso afirmar que sei contar tempos, sei contar estórias de tempos que foram, vão e estão ainda aqui, perdurados na janela do anseio, na janela espreitando novos tempos para serem contados. E mesmo agora, perdendo o fio da meada, me esqueci de qual tempo estou falando, ou mesmo se falei de algum tempo específico. É essa memória dissolvida, melancólica que não deixa nada escapar. A memória que reconstrói todos os tempos, seja ele morto ou vivo e real como agora. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;De tempos em tempos, me recordo. Talvez para reviver, ou quem sabe para nunca esquecer todos os tempos que já vivi, ou simplesmente para lembrar que sou feito de todos os tempos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-46188031009505135?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/46188031009505135/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=46188031009505135' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/46188031009505135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/46188031009505135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2011/05/quem-conta-um-conto.html' title='Quem conta, um conto'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-6873432471644357452</id><published>2011-04-28T20:27:00.005-07:00</published><updated>2011-04-28T20:55:24.415-07:00</updated><title type='text'>Bedtime storie</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Eu ligo o rádio, tentando tapear o silêncio dos outros quartos, só pra dizer: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Não fui sempre assim. A gente muda com o tempo. &lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;(&lt;i&gt;Things haven't been the same since you came into my life&lt;/i&gt; ). &lt;/span&gt;Estranho isso. Estranho como posso ser muitos em apenas um só. &lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;Eu chego a me perder nesse estranho e indiferente mundo que eu criei (&lt;i&gt;You found a way to touch my soul and I'm never ever ever gonna let it go&lt;/i&gt;). &lt;/span&gt;Translúcido, incônico e pouco sentimental. Mas eu sou, como você pode perceber...Faz tempo que eu não deixo rastros. Imagina um revólver disparando uma bala. É quase isso. Metáforas, metonímeas, um contrato de fogo que tenho com o meu corpo. Eu já deitei tantas vezes pensando em você. Eu só queria dizer o quanto tudo isso tem significado (&lt;i&gt;Happiness lies in your own hand It took me much too long to understand&lt;/i&gt;) e pode não parecer, mas eu to até agora gozando, sentindo cada gosto do seu corpo (&lt;i&gt;How it could be until you shared your secret with me...&lt;/i&gt;) como se você ainda estivesse me fodendo; o gosto da sua perna é diferente da sua barriga (&lt;i&gt;You gave me back the paradise that I thought I lost for good &lt;/i&gt;). A sua barriga tem um gosto diferente dos seus braços, mas nada se compara ao sabor dos seus dedos, por isso eu sempre peço por eles em mim ou me fazendo calar a boca por alguns instantes enquanto delicadamente deixo que você me vire de lado (&lt;i&gt;You helped me find the reasons why it took me by surprise that you understood&lt;/i&gt; ). Mas eu nunca sei quando devo deixar tudo isso sair. Palavras, obscenidades. Deixar vulnerável aquilo que eu demorei tanto tempo para esconder (&lt;i&gt;Until I learned to love myself i was never ever lovin' anybody else&lt;/i&gt;). Você sabe como é isso! Vem de repente, de tanta porrada na cabeça. Um dia você acorda e percebe que perdeu a doçura, o gosto pelo outro e a ingenuidade. É tudo tão frágil. Eu sou frágil, quase oco. Deve ser por isso que a cada beijo, você tira um pedaço dessa armadura. (&lt;i&gt;Happiness lies in your own hand  It took me much too long to understand&lt;/i&gt;) A cada trepa você retira de mim um pedaço da...Sim, o gosto da sua boca é diferente. Algo parecido com leite adocicado. Gosto de quem escova sempre os dentes. Gosto de língua limpa. As vezes, chego em casa e ainda estou com o cheiro, o seu cheiro, não o cheiro de perfumes amadeirados, mas o seu cheiro. Suor, cheiro de pele, cheiro de foda, cheiro de porra misturados ao meu perfume doce e enjoativo (&lt;i&gt;Something's comin' over mmm-mmm, something's comin' over&lt;/i&gt;). Chego ardendo e mal consigo me segurar nas pernas lembrando as várias vezes em que você se enfiou em mim. Sim, você pode ser selvagem as vezes e eu nem gosto que me tratem bem durante o sexo. (&lt;i&gt;My baby's got a secret&lt;/i&gt;) Não, não precisa de muito. Basta fazer o que você faz ( something's comin' over me ). Me deitar como você me deita, ordenando onde vou e onde não vou e me dizendo a hora que eu posso gemer e quando devo calar a boca. Eu acho que todo mundo tem um segredo. Todo mundo guarda dentro de si um segredo. &lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;(&lt;i&gt;something's comin' over me&lt;/i&gt;) O seu? (&lt;i&gt;My baby's got a secret&lt;/i&gt;) Não sei. &lt;/span&gt;Não sei mesmo. Talvez seja querer, me querer sempre dentro de você, sem culpa, sem dor, sem amor. &lt;span lang="EN-US" style="mso-ansi-language:EN-US"&gt;Sò em segredo. (&lt;i&gt;My baby's got a secret for me...&lt;/i&gt;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;Desligo o rádio para ouvir o seu beijo nas minhas costas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-6873432471644357452?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/6873432471644357452/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=6873432471644357452' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6873432471644357452'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6873432471644357452'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2011/04/eu-ligo-o-radio-tentando-tapear-o.html' title='Bedtime storie'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-5496984028180838208</id><published>2011-04-14T15:19:00.001-07:00</published><updated>2011-04-14T15:20:56.211-07:00</updated><title type='text'>Guarda-sol</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;- As semelhanças se dividem.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Prefiro os outros tipos de paz. Estou me dando férias de tantas desavenças; perder-me entre o passado e o presente, talvez tentando conciliar os erros com os futuros (esperados) acertos. Sem viagens, destinos ensolarados ou monumentos culturais. É o simples prazer de estar sendo, e como diria, ter sido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;- As semelhanças que se encontram.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Poderia traçar um estirão de caminhada rumo a coisas que eu nem bem sei como seriam. Ou tracejar com giz, uma linha que me levasse àquele lugar tão distante do que sou agora. Seria, de fato, um acerto de contas e ao final eu me pintaria como a Revolução de Delacroix. Por hora, desisti de quase tudo. Guardei uma gota de esperança, risadas intensas e deixei dois livros no criado-mudo como leitura obrigatória. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;- Somos a anti semelhança.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando, nesse descanso, poderia eu ter encontrado forma de fazer as pazes comigo? Sim, por vezes é comum quebrar-se em vários, como um graveto já velho e ressaco, sem forças para continuar erguendo-se e defendendo-se do vento. Nada perdido. Entender-se entre alguns braços fortes, beijos desejados e na cor esverdeada "do seu olho". Achar-me assim, estirado em algum lugar quase imaculado. Realidade imposta para tudo: &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;"&lt;i&gt;nesse mais intenso esquecimento, encontro-me dentro do seu corpo. Esse prazer que é sentir o gosto da sua boca, agarrando seu cabelo por trás cortado a meu pedido. Você calando-me nas dores do seu movimento contra mim e para mim. A peça encaixada. Sou teu parafuso. Enrosco-me em você feito cobra atípica e sem veneno, esperando pelo seu soco mundano. Lá fora, o tempo que se foda, porque aqui, dentro de tantas alcovas, só você sabe como fazer da conversa, o meu corpo tremer e tremer e tremer. Aqui, nas minhas férias, você que sente como eu o prazer de uma boa foda"&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;E nem seriam férias se não fosse por aquilo que se junta ao prazer, ao desgosto numa equação de irracionalidades experimentais. Sentir-se oco, sem os aborrecimentos do dia-a-dia. Uma espécie de selvageria. E sim, você me dá o que em anos não me deram. Não só a você devo essa tranqüilidade imoral. Devo a vários. Mas eu insisto em te encontrar, meio que na calada da noite, na minha casa deserta, sem os cheiros da velharia, justamente aqui, onde jaz o que foi um grande amor, ou vários amores dissolvidos por músicas, estraçalhados junto com as pilhas de livros e os quadros falsificados. E quando dou por mim, estou saboreando o roxo na minha perna e redesenhando a marca dos seus dentes no meu peito. E nem parece que somos duas galáxias distantes. Guardarei assim esses instantes, curtos e saborosos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;- Mas somos a semelhança que se encontra, se dividem, se misturam, formando uma célula pequena em transição.&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;- Ou somos apenas uma bela foda. Bem dada.&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-5496984028180838208?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/5496984028180838208/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=5496984028180838208' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/5496984028180838208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/5496984028180838208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2011/04/guarda-sol.html' title='Guarda-sol'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-4140339848141257968</id><published>2011-02-16T19:25:00.001-07:00</published><updated>2011-02-16T19:25:48.250-07:00</updated><title type='text'>Novo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As viradas de ano são engraçadas. Tudo aquilo que deveria ter um gosto de simplicidade, se transformando em grandes questões metafísicas. Ou talvez seja apenas eu que espero de mim e do mundo, execessos e excessos. Não dá pra levar nada a sério. O ano que começa já cansado, os dias arrastados pela mesmice e o que fazer quando tudo o que resta é o final de semana? A espera pelo depósito do salário, pequenos momentos de emoção, noites e noites e só mesmo as amizades para salvar a chatice que é mais um novo ano. Difiícl encontrar o paradeiro daquilo que se programou, daquilo que se tentou fazer e não deu certo. E mesmo as promessas pagãs não foram cumpridas. Junto com o ano, começar a contagem regressiva para os trinta, o peso dos trinta. Nas costas, ainda os antigos problemas, becos sem saída, velhos hábitos e toda aquela porcaria que por vezes não conseguimos nos desvenciliar. Vai ser difícil fazer trinta e ver que pouco daquilo que se sonhou foi realmente conquistado. As vezes a melhor maneira de realizar um sonho é acordar, ainda que o lugar onde se esteja sonhando não é o mesmo que se planejou. O príncipe encantado, que nem era tão encantado assim não veio, os poemas se perderam em formatações, falas e mais falas esquecidas. Que chatice é começar um novo ano. Nada mais parece tão simples. A urgência de executar, às pressas, os deveres e direitos. Ser um bom cidadão, ser uma pessoa melhor, colher mais frutos, reler alguns livros importantes, tentar e tentar. E não cessa aquela antiga preguiça da vida, mesmo quando tudo parece já ter acontecido, de bom e ruim, o melhor parece ser aquele sonho distante, um sonho onde tudo fosse diferente do que foi; dores apagadas, uma outra história, outra infância, outro tipo de sofrimento e novas histórias de almoços de domingo com a família. Mas já eu já havia sido alertado de que aquilo que não dói no início, dói no fim. Não, não é pessimismo, muito menos pretensão de ser um niilista. Realidade e mais realidade. Uma dureza capaz de esmagar a simplicidade das coisas. Cada ano parece ter o seu roteiro. Para este, esqueci de colocar as frases, ou talvez nem tenha querido descobrí-las nessa antecedência apressada. Mas a vida cobra, com direito a papel timbrado e aviso telefônico. O que resta é encarar a chatice, a mesmice, o ordinário de cada dia e viver. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem sabe um dia, os dias, o dia, passe devegar, realizados naquilo que conquistamos aos poucos, sementes e alegrias. Talvez, talvez, um dia isso tudo deixe de ser chato, fazer trinta seja bastante alegre e aos quarenta eu leia isso e dê risada. Ou o avesso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-4140339848141257968?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/4140339848141257968/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=4140339848141257968' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4140339848141257968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4140339848141257968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2011/02/novo.html' title='Novo'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-1968541889524527279</id><published>2010-11-16T07:23:00.002-07:00</published><updated>2010-11-16T07:25:27.247-07:00</updated><title type='text'>Pessoa na pessoa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda não me acostumei a perder sonhos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deixá-los ir pelo ar corrosivo do inverno fora de hora. &lt;i&gt;Sonhar um sonho é perder outro&lt;/i&gt;. Largo-me na cama dura a fim de perder-me em pensamentos. Recorro à lentidão dos vapores pelo mar - a vida na orla, a lembrança do resto de família. Esse costume quase diário de criar sonhos, inventá-los na meia hora do dia e deixá-lo na pouca duração da imaginação. Poucas horas, pequenas vontades de tudo, o mundo lá fora esperando uma breve movimentação. Não me acostumei a deixar de sonhar. Pelos mundos que crio, quantas vidas que ignoro, que me ignoram! A continuidade de tudo o que já passei, como se eu mesmo desse uma consciência diferente para a vida que o destino não cansa de impor. As horas, as horas do dia sinistras e tão alegres, essa contradição de dizer entendo e não entender. A tentativa do esquecimento. Talvez devesse ser um poema, um poema de magia, bruxas e fadas, essa ressonância diária do que devo ser e não sou, do que sou e não deveria ser. Vou a procura dos livros, dos poemas, de Pessoa e de Virginia. Entender a si próprio é um instrumento, afiado, trabalhoso, quase uma epopéia, mas também cansativo como todos os trabalhos físicos. Ah, meu poetas favoritos! Companheiros da noite, amigos do peito, famílias etéreas. São minhas as palavras estranhas e de mim vem sempre a sede do saber de tudo, sobre todas as coisas. Finjo no espirito um conhecimento do mundo que não tenho, finjo beijos demorados, finjo ser eu mesmo. Ah, meus escritores companheiros. Minha vida foi-se fazendo em vocês. Cresci meio sem eira nem beira, acreditando apenas do que me diziam os livros - uma espécie de carência, abandono e desespero por querer entender que condição é esta que me impuseram! Gozo na esperança das primeira páginas. Sonho mais lindo de sonhar. Nada tão onírico na vida é possível do que deitar-se sobre um livro e ter a vida lida em palavras organizadas. Entendo tudo como sou, vagabundo, desterrado dentro de si próprio, mas não, não se trata se tristezas e lamentos, nada disso. A realidade, a boa realidade, é que isso se fez em mim criação; criei-me nessa desilusão de não saber quem sou, sabendo exatamente como devo ser. Todas, todas as minhas paixões, as que não se concretizaram, foram apenas um estremecimento. Trago meus poetas, suas lindas rimas, dentro do peito, aceso como uma ponta de cigarro. Há tempos me transformo em tudo o que aprendi, em tudo o que vivi e em tudo que um dia me transformou. A vida que me deram, que escolhi, que deixei existir. Ah, meu poetas, vocês me criaram no berço de palavras, no berço de bocas sujas. E nem vagabundo escolhi ser. Talvez nem seja. Tenho o espirito boemio, mas a vida rendida aos rendimentos contábeis. Sim, vendi-me para o mundo, mas levo todo comigo, nos sonhos eternos. Por isso, não me acostumei a perder sonhos. Sou feito disso que me ensinaram: sonhar também é viver. Nunca, propriamente, reparei se na verdade sinto o que sinto. Eu serei tal qual pareço em mim? &lt;i&gt;Quando olho para mim não me percebo. Tenho tanto a mania de sentir, que me extravio às vezes ao sair. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Mesmo ante as sensações sou um pouco ateu, nem sei bem se sou quem em mim sente.&lt;/i&gt; Para mim, só o costume de sonhar, sonhar, e deixar-me sonhar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-1968541889524527279?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/1968541889524527279/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=1968541889524527279' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/1968541889524527279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/1968541889524527279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2010/11/pessoa-na-pessoa.html' title='Pessoa na pessoa'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-862403271853802066</id><published>2010-11-11T19:19:00.002-07:00</published><updated>2010-11-11T19:22:27.913-07:00</updated><title type='text'>Pergunte ao Pó</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;É preciso uma ode às coisas que perdemos pelo caminho.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os restos deixados passo-a-passo. Distâncias intermináveis, aquelas que se fazem pela implosão da própria vida. Algo que se quebra, como se pudéssemos gravar, uma câmera lenta, aquilo indo para o chão -milhões de pedaços. Por isso, é preciso uma ode. Àquilo que se perdeu, que se desfez. Estilhaços, pequenos, milimetricos pedaços de tudo. Sujeira, pó, e o contrato infeliz da vida com a coerência. Também é preciso defender-se do estranho sentido que cada palavra tem; cada um desses sons, desses aprendizados com a linguagem. No fundo, somos feitos de palavras. Definimo-nos pela linguagem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na mesma sentença, entre o carinho misturado à esperança de nunca estar sozinho, vem as palavras de atuação. Atuação sincera, sem jogos, sem dados, sem peões ou rainhas. Disso, se pode, pouco a pouco sorrir ao ver os antigos se desfazerem em matéria podre. Rir daquilo que se foi, do perdido e do que não era possível. Adiante-se para a frente. Esteja alerta e sempre em prontidão. Deixe sempre o relógio ajustado na hora certa. Escudo, espada e um pé a frente. Abra a porta com cuidado do , pois aqueles que entram demasiadamente rápido são os mais furtivos. Lições de vida. É preciso fazer uma ode a isso tudo: ao que foi, a certeza de que jamais voltará, a surpresa de ter tido coragem para se desfazer do imundo e do amoral. COnsidere-se feliz ao olhar para trás vendo o pó levantando ao vento, lento, quente, gigante. Ali está a sua sorte. A minha, a sua, a nossa sorte. A viagem longa, curta, alegre, jamais está atrás, mas sempre adiante. Um texto esperançoso, despretencioso de quem já soube jogar fora tantas vidas em troca de um pedaço de paz, de um pouco de sorte, de um pouco de amor. Uma ode àqueles que sobreviveram ao engano, ao lascivo e ao infortúnio. Uma ode àqueles que conheceram melhor o céu, depois de se livrarem do passado. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma ode.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-862403271853802066?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/862403271853802066/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=862403271853802066' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/862403271853802066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/862403271853802066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2010/11/pergunte-ao-po.html' title='Pergunte ao Pó'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-6120512335320807638</id><published>2010-10-15T20:24:00.002-07:00</published><updated>2010-10-20T08:22:37.140-07:00</updated><title type='text'>Beco</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;i&gt;- Você está sempre em busca; sempre querendo mais, seja pelos meios tradicionais, seja pela sua força de vontade em querer sempre a primeira gota de chuva. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fosse pelo que entendemos ao longo da vida. Ensinamentos, rezas, joelhos no milho, afetos mendigados. A escolha é sempre pior do que a decisão. As leis tão duras pra quem pensa demais. Isso é um fato. Exercício difícil. Querer sempre mais páginas. Lembrar sempre que isso tudo não passa de um nada; o vazio que por vezes preenchemos com latas de cerveja, bitucas de cigarros, cartas rasgadas, amigos perdidos, amores esquecidos e ainda aquelas fotografias que disparam a imagem do passado no peito, ardendo, explodindo. E nunca cessamos a busca pela imortalidade. Na verdade, seria uma espécie de busca do vale encantando: buscar, pela eternidade, os pequenos pedaços de felicidade. Junta tudo e coloca no saco. Tá ai o seu viver. E vamos, passo a passo, levando a poeira, arrastando o coração numa longa estrada. Por todos os lados, os antigos rostos, as risadas de outrora, uma juventude que não se quer esquecer. E de aniversário em aniversário, comemoramos o fim e nunca o começo: fim de festa, fim de ano, fim de namoro, fim. A vida, talvez, seja esse final, encerramento de tudo o que se viveu. Ao menos, tenhamos a consciência do quanto se andou, do quanto se errou. Os acertos? Isso deixa pra depois. A preocupação deve ser outra. Pensar, logo, existir. Nunca mais acreditar nas baboseiras iluministas. O melhor mesmo é viver como NIetzsche. E na própria bestialidade, deixar existir felicidade. Os ignorantes, são felizes. Infelizes, somos nós. Isso responde a sua pergunta. Eu queria mesmo era sentir tudo isso no perdão. Levar pra frente só o que é bom. Rancor, mágoa, tristeza e desafetos são pesados demais. Me doem as costas. Seria melhor sentir a leveza, como você disse da gota de chuva. Esperar pouco. Esperar que nada aconteça e viver de surpresas, dia a dia. E toda essa velocidade, a correria cotidiana sem nem saber o porquê. Derrelição, como a Sra. D. Passeando pelos cantos tortos e esquecidos da casa. Eu cheguei a falar disso quando li o livro do Bachelard. O vazio, os cômodos da casa como cômodos do próprio corpo. Ou mesmo no texto do Deleuze em que ele fala do corpo sem órgãos. Queria mesmo era ser um sargento do sexo como Sade. Todas essas minhas experiências literárias e filosóficas sempre ressoam em saudade. Saudade do que li, do que senti, da experiência de ser perfurado por um texto, pouco a pouco, sentindo cada palavra como uma incisão na alma. O ápice do meu intelecto. Mas tudo isso se perdeu, como se perderam os cadernos da universidade. Mas ainda me lembro da professora Leila dizendo que jamais devemos escrever um texto na pureza da inspiração. Texto é trabalho, assim como a poesia. E eu mesmo tenho um estilo de quebrar as orações. Deixá-las pouco tempo do tempo. Assim, faço com tudo. Mas nem era essa a questão. Vamos deixar sempre em aberto. Veja! Essa minha vontade de responder dura pouco. Agora começou a chover. Você mesmo disse algo relacionado a chuva. Olhe pela janela. Talvez eu seja o primeiro pingo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-6120512335320807638?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/6120512335320807638/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=6120512335320807638' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6120512335320807638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6120512335320807638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2010/10/beco.html' title='Beco'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-6589306818953356324</id><published>2010-08-03T08:35:00.001-07:00</published><updated>2010-08-03T08:35:40.876-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 18px; "&gt;Me preencho na casa vazia. Os quartos tortos, amontoados em cima das mesas e cadeiras, o cheio de comida velha na geladeira e o piso gelado do banheiro. Me preencho na minima solidão do caminhar pela casa. Paredes revisitadas, livros expostos e medíocres obras de arte. A televisão sempre ligada, o alerta das janelas sem cortinas para o mundo exterior. Controlo as forças malignas que pairam do ar. Fantasmas reais, a privada quebrada. Vago pelo quarto. A cama com a sombra dos que já deitaram nela um dia e que hoje residem na memória - sem fotografia. Apago as luzes. Tudo ao meu jeito. A louça acumulada na pia, restos de comida transbordando pelas beiradas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 18px; "&gt;Deixo estar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 18px; "&gt;A sala inabitável. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 18px; "&gt;Me preencho na casa vazia. Monstros terríveis, recortes de fotografias, lembranças e açucar espalhado. Aqueço os pés com meias sujas do caminhar, ligo o som, esqueço o mundo com um cigarro acesso e as janelas abertas. No quarto, a televisão ligada em algum programa sobre as imbecilidades do cotidiano. É raro gozar. Sexos mal acolhidos e sempre uma peça de roupa deixada para trás. No dia em que vocÊ foi, joguei tudo fora. Incinerador, quase que poético, idiota em queimar lembranças. E assim ficou. O quarto-verde melhor acomodado, o banheiro quebrado, a pia abarrotada de louça, o chão sujo e as cadeiras quebradas. Assim ficou. A casa me preenchendo o vazio e ali, naquele canto que restou, minha gota de felicidade crescendo. Dia a dia. Uma pequena, idiota, plantinha, preenchendo o pequeno vazio que ficou. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-6589306818953356324?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/6589306818953356324/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=6589306818953356324' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6589306818953356324'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6589306818953356324'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2010/08/me-preencho-na-casa-vazia.html' title=''/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-3880249409023313902</id><published>2010-07-14T17:09:00.000-07:00</published><updated>2010-07-14T17:10:11.824-07:00</updated><title type='text'>Primeira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira vez a gente nunca esquece. É como um cheiro, preso na memória, perdurando no infinito. As mesmas sensações, as associações quase que fictícias, rostos, palavras e tudo o que se experimentou. NAada jamais será com antes. O primeiro tombo, vítima do descuido dos pés, a primeira grande doença, o primeiro livro e a dificuldade em terminá-lo, o primeiro pêlo do peito, beijos, trepas, o primeiro amor, a primeira separação, a primeira desilusão, o primeiro pé na bunda, a primeira viagem, o primeiro cigarro e a tontura que veio logo em seguida, a primeira gozada lá na infância e depois na vida adulta. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira vez a gente nunca esquece. Quase que uma busca diária, vive-se sob o espectro do por vir; a novidade sempre esperada nos minutos da vida. O novo, o inédito parece sempre nos prender na chatice do cotidiano. A vida, sem o novo, sem a primeira vez parece perder o sentido. Pacata, vagarosa, monotona. Seria impossível viver do mesmo, ainda que ele seja o mesmo que a primeira vez. Não da pra reparar que na verdade é tudo uma repetição daquilo que já passou. O primeiro amor será reencontrado outras vezes e assim o primeiro grande show de rock, o primeiro baseado, a primeira trepa apaixonada...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O novo só existe pela nossa criação. Se quisermos, amanhã será um novo dia, ou não. Para mim, este texto é novo, mas já devo ter falado nisso inúmeras vezes. Não dessa forma, não desse jeito, mas certamente isso não é novidade. Trocadilhos à parte, a experiência é o que conta. A memória dos felizes em seus últimos instantes de vida é perceber que a vida foi cheia de primeira-vez. Até hoje me lembro do primeiro porre e mesmo tendo sido ruim na hora, hoje a memória me vem com um sentido de alegria. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira vez a gente nunca esquece. A lição fica. A perdulária vontade do novo. A busca insaciável por tudo aquilo que nunca se viveu, até mesmo o que não foi bom. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É sempre igual. Como hoje, que pela primeira vez, pensei que nada disso faz sentido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-3880249409023313902?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/3880249409023313902/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=3880249409023313902' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3880249409023313902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3880249409023313902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2010/07/primeira.html' title='Primeira'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-2542973551572262342</id><published>2010-06-25T18:38:00.000-07:00</published><updated>2010-06-25T18:39:02.452-07:00</updated><title type='text'>Pós</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;houve um tempo em que escrever, pintar palavras, era um mal necessário. Aos poucos tudo ia se acumulando, peça por peça, até transbordar num infinito espaço de caracteres específicos. Lia os poemas de Keats, devorava a beleza de seus poemas. Mas a distância fez perder o ritmo das coisas. Tudo do avesso com um sentido oposto. Troquei a cama, a cor da parede, aparelhos eletrônicos e tirei todos os livros e as estantes. Agora, esse espaço vazio, no anseio pelo novo. Ando mal do estômago, me entrego a lábios desconhecidos com uma frequência que não sei administrar. O celular toca, perco as ligações. Prefiro não atendê-las. Um refúgio. Conto as estrelas e torço para que os dias fiquem nublados e taciturnos. Voltei a ler Virginia e descobri novos caminhos em minhas leituras. Há duas semanas que estou gripado. Não diminui o ritmo. Se eu parar, temo que pensar somente nisso. Dói esquecer. A memória pesa, os olhos facilmente se perdem na paisagem e os sonhos são sempre...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdade é que o tempo constrói com esses tijolos, pouco a pouco, da dor à mágoa. A decepção que abre o caminho como um facão. Devolvi alguns livros para o quarto. Somente os favoritos. Ainda me faz falta. O tempo arrastado nas nuvens e nos casacos. Ainda faz falta. As palavras todas. As promessas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda dói. Nas delícias do novo, nos momento cada vez mais sorridentes, ainda dói, dói não lembrar mais como é o seu rosto. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-2542973551572262342?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/2542973551572262342/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=2542973551572262342' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2542973551572262342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2542973551572262342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2010/06/pos.html' title='Pós'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-2628464230466594508</id><published>2010-05-28T18:27:00.001-07:00</published><updated>2010-05-28T18:29:29.947-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo ressoa. Uma constante de palavras, idéias, pensamentos, ditos. Dessa vez, nenhum não-dito. Do voo livre, a queda, tudo quase como uma vertigem. Eu me equilibrando com uma perna entre muralhas, picos e altas nuvens. Nada pior do que acordar de um sonho. Os olhos, lentamente se movimentando, o pesar do sol entrando novamente, mais um dia, pela janela. Um mundo desmoronando diante de tanta alegria, tanto amor. O mundo se formando em outros mundos, novos formatos, diferenças e pequenas peças que se encaixam. À tudo que se parte ao meio, despedaça. A vida, novamente, se desfazendo da gente. É como um corte, profundo, incisivo. Uma mistura de sangue e dor. Ali, bem no canto, meu coração parou por instantes. Meu peito, minha boca, minha saliva. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O coração, em pedaços. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém define ou entende dor maior do que ver partir algo que se ama. Tudo ressoa. A saudade, o amor que ficou, a perna se equilibrando para não se deixar cair por terra. O caminho livre. Se somar, se deixar somar, se deixar ir. Tudo isso preso num respiro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minuto a minuto. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-2628464230466594508?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/2628464230466594508/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=2628464230466594508' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2628464230466594508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2628464230466594508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2010/05/tudo-ressoa.html' title=''/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-7121628341838522471</id><published>2010-04-22T21:33:00.001-07:00</published><updated>2010-04-22T21:33:55.559-07:00</updated><title type='text'>Tudo.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo parece estranho. As mudanças inacabadas dos dias intermináveis. Aquela vontade de entender mais sobre políticas modernas e filosofia sofista. Tudo parece estranho quando se têm um tempo a frente. Tarefas e agendas empilhadas, livros e cartas devolvidos aos remetente. A saudade parece ser sempre um tempo paralelo. Lá vivem todos ainda presos nos momentos - pequenas bolhas de histórias. Mas eu não estarei sempre aqui. Escrevo da saudade, como se já tivesse partido, simples assim em primeira pessoa. Lembro de histórias que não vivemos ou de brincadeiras que não tivemos. O peso daquilo que fomos um dia e o peso daquilo que somos. Num futuro, talvez sejamos plumas, deterioradas pela vida e pelo distanciamento. No futuro, sejamos honestos e altruístas. Agora, tudo me parece estranho. Sem linha reta, sem verdade, somente aquele pneu furado e tudo parado no acostamento. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo me parece estranho. Antigos pesadelos. Novos sonhos, carinho e tudo o que restou no canto do olho. Sejamos honestos: aqui ninguém mais está interessado no futuro. Um dia, talvez, eu não esteja mais aqui para contar histórias ou segurar o peso. Um dia é possível que existam outras formas de amor. Por enquanto só o peso do disfarce. Das nossas mentiras. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-7121628341838522471?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/7121628341838522471/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=7121628341838522471' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/7121628341838522471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/7121628341838522471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2010/04/tudo.html' title='Tudo.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-4020919524932469450</id><published>2010-04-05T08:01:00.000-07:00</published><updated>2010-04-05T08:02:01.731-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É preciso um sentido. É precido dar um sentido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O contrário de tudo e o movimento das nossas manias. Mania de ser, mania de fazer, mania de prestar atenção as coisas que não existem. Do mesmo despertar, também é preciso que haja um sentido. Não basta mais abrir os olhos e ver que outro dia recomeçou. Mais além, nada disso faz sentido. O esgotamento das possibilidades, a fome por algo maior. Talvez seja disso mesmo que as coisas sejam feitas: uma espécie de sentido, de reviravolta, a novidade propriamente dita. E é preciso um sentido. Cortar as manias viciantes, daquelas conversas pelo telefone, das vozes ocultas em diálogos pouco objetivos. Um esconderijo perverso. Todos os jogos para satisfazer o prazer de viver consigo mesmo. Para isso, é preciso que haja um sentido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, ainda que não haja, as representações devem ser fora o mundo externo. Muita filosofia e pouca atitude. A realidade por si só não basta, é fato. É preciso que haja sempre um pouco de sonho, um pouco de imaginação para que o desespero fique sempre no canto do dia. É preciso que haja sentido nisso tudo. O mundo enquanto vontade de representação e desse mundo o que esperamos do dia-a-dia. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui, o mundo sem razão alguma de existir. Tudo numa distância extrema. Por isso, dar o sentido, por isso pedir uma existência suprema. O vazio de não mais sentir nada, não experimentar a vida como ela deve ser experimentada. Pouca ilusão e muita dose de realidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui, é preciso dar um sentido. Sabe-se lá como. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-4020919524932469450?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/4020919524932469450/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=4020919524932469450' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4020919524932469450'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4020919524932469450'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2010/04/e-preciso-um-sentido.html' title=''/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-295395441961757572</id><published>2010-03-26T17:39:00.001-07:00</published><updated>2010-03-26T17:39:28.238-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu descubro aos poucos, liçoes não aprendidas na infância. Um jeito peculiar de enxergar o mundo refletido pelo olhar alheio. Essa atenção bastarda que o mundo não me dava, os percalços, o mimo. Velhos hábitos, manias e dores que parecem sempre ter mais pressa em chegar. Ninguém gosta de confissões ou meias verdades. É dificil falar sobre aquilo que foi enterrado há muito tempo. Deve ser aquela velha história sobre cicatrizes. Esses machucados que só quem foi abatido, sabe o desprazer de ter a memória sempre cutucando o presente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas tudo é uma medida quase imensurável. A verossimilhança cada vez mais distante, pedindo socorro e gritando aos quatro ventos. Mas as coisas não param. Ao contrário, elas têm uma velocidade maior que a do pensamento. Num piscar de olhos e tudo muda. As paixões, os vicios radicais e o pensamento pragmatica. Aquilo que nos move, enfim é aquilo que nos machuca. Mas toda descoberta leva tempo e precisam de um começo. Eu descubro aos poucos que muito além daquilo que eu enxergava, havia o embaçado. Reflexos de espelhos semelhantes ao que recordo de tempos em tempos. Mas a recordação também é árdua, lenta e trabalhosa. Se pudesse, esqueceria. Algo como um recomeço. Pra que tanto aprendizado? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É esse o grande mistério? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-295395441961757572?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/295395441961757572/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=295395441961757572' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/295395441961757572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/295395441961757572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2010/03/eu-descubro-aos-poucos-licoes-nao.html' title=''/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-3063224137717234549</id><published>2010-02-24T02:55:00.001-07:00</published><updated>2010-02-24T02:55:30.330-07:00</updated><title type='text'>Hoje de manhã.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo amanhecendo. Os carros descendo a rua. As luzes das janelas acendendo uma a uma. O Cheiro de café, barulhos de copos e pratos, choros, água escorrendo, pássaros ligeiros e um leve cheiro de vapor de água. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da exaustão, da tentativa desesperada em se esquecer e ao lado mais escuro. Os dias correram naquela velocidade estranha de quem espera sentado. O tempo que se desfez em pequenos fragmentos de risadas, de olhares e formas de amor. Sim, o tempo requebrado, recortado em milhões de segundos. Assim, como nas letras de música, como nas vezes em que deitamos na cama e ali resgatamos promessas e deixamos uma fé para o futuro. Foi esse o tempo que você quebrou. Marteladas e estilhaços. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E tudo isso, na minha inconstância, na falta de vontade ou atitude. Tudo o que era para ser meu. Agora, tudo vai amanhecendo. A falta de coragem em continuar doando minha vida. Ao nada, ao desespero à calmaria de todas as manhãs. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dormi por horas de ontem para hoje. Os olhos pesados, o corpo exausto de tudo, de pensar, de deter e de recolher pedaços da realidade. E agora, tudo vai amanhecendo aos poucos. Lembranças de ontem e saudades do amanhã. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-3063224137717234549?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/3063224137717234549/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=3063224137717234549' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3063224137717234549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3063224137717234549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2010/02/hoje-de-manha.html' title='Hoje de manhã.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-6518310612041735482</id><published>2010-02-18T16:57:00.001-07:00</published><updated>2010-02-18T16:57:37.197-07:00</updated><title type='text'>É como se...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;tudo fosse uma brincadeira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É como se toda hora tivesse menos de sessenta minutos. Como se os números somados, não dessem o mesmo resultado exato. É como se cada página do livro estivesse vazia. O plural sem "s". É como se cada batida do coração fosse vazia, sem som, sem trabalho. É como se o corpo desistisse da luta, a luta desistisse da espada e a espada da vitória. Toda inspiração em um único sonho matutino. É como se o sentido da irônia fosse a verdade e a verdade fosse mentira. Como se o dia, não tivesse luz e a noite ensolarada. É como se as letras formassem números. É como se a chuva fosse seca como o solo, e o solo um oceano de água salgada. É como se rezar fosse abrir os olhos. Como se deus fosse uma pessoa e o mistério estivesse revelado. É como se o tiro não disparasse e a bala fosse feita de açucar e o cristal duro como uma rocha. É como se o sentido das coisas não existisse e no lugar somente o que as coisa são. É como se cada música não tivesse som e som fosse apenas o silêncio. Como se o caráter não fosse essência e apenas um ato de coragem e a coragem pudesse ser ensinada. É como se o amor se tornasse racional e a razão virasse paixão. É como se amar fosse tudo isso, ao avesso, contrário a vontade. É como se o desejo não tivesse tesão e o tesão existisse somente no sonho. Todos os sonhos. É como se o ato de amar deixasse de existir e o carinho virasse ódio e o ódio fosse apenas um instinto de defesa. É como se Édipo voltasse a enxergar e Medéia fosse absolvida. É como se tudo fosse brincadeira. Sem sentido, sem receio, sem verdade. É como se todas as máscaras disessem a verdade. É como se amar, amar, amar e amar fosse uma escolha. É como se...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-6518310612041735482?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/6518310612041735482/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=6518310612041735482' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6518310612041735482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6518310612041735482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2010/02/e-como-se.html' title='É como se...'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-8656392629768542731</id><published>2010-01-17T09:49:00.000-07:00</published><updated>2010-01-17T09:50:04.767-07:00</updated><title type='text'>De volta.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando criança, sempre me diziam antigos ditados. Expressões, jargões, frases que, na época, eram sem sentido (uma espécie de brincadeira de adultos). Os castigos eram igualmente acompanhados de conselhos contraditórios. "Você podia tanta coisa", "Diga-me com quem tu andas, e eu te direis quem és" ou qualquer coisa que o valha. E tudo com a mesma expressão no rosto. Um tom acima, a testa enrugada, os olhos semi-cerrados e as mãos que balançavam também como se estivessem tentando explicar tudo o que estava sendo dito. E claro, tudo aquilo que eu não entendia foi assumindo formas diferentes conforme a vida foi passando. Em diferentes momentos, em diferentes épocas em que sentimos crescer dentro de cada um aquilo que depois viria a ser o "eu". A formação estranha, o modo como o mundo entrou pelos olhos e o modo como o caminhar foi aprendido. Os erros, acertos, dores e alegrias. Aí, todos aqueles antigos ditados se tornaram parte desse crescimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo passa rapidamente. Até isso me disseram. Num piscar de olhos, tudo pode mudar. Uma simples palavra pode levar um país à guerra. O amor dói. E por ai vai. De toda essa formação, é dificil entender o que foi nosso e o que foi dos outros. As manias excessivas. A falta que faz um conselho. Vez ou outra, abro os olhos e relembro de alguma coisa que minha mãe me disse. Procuro sempre uma espécie de bússula para me dizer onde ir ou quem seguir. No final do dia, a sensação é de que a bússula, ou mapa, está preso em algum lugar do meu corpo. Talvez seja esse o mapa. Seguir a si próprio, num caminho trilhado pelo o que minhas mãos sejam capazes de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a vida e aqueles que estão juntos têm um peso. O fardo, como diriam, pesado demais para ser carregado. E eu não sou religioso. Isso me ensinaram. A vida por si só já tem o seu peso. E quando eu era criança eu não entendia muito bem o que isso significava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando criança eu não sabia que a vida em si não é pesada. Talvez hoje eu entenda que O peso não está na vida, mas naquilo que carregamos ao longo do caminho. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-8656392629768542731?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/8656392629768542731/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=8656392629768542731' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/8656392629768542731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/8656392629768542731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2010/01/de-volta.html' title='De volta.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-751491695896949986</id><published>2009-12-18T09:36:00.002-07:00</published><updated>2009-12-18T09:37:49.371-07:00</updated><title type='text'>Feliz ano velho</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Eu poderia jurar. Jurar que no próximo ano, mudarei, esquecerei ou farei tudo aquilo que nesse ano não consegui. E todo final de ano, as coisas se repetem. Antigos desejos, anseios ou mesmo amores. Tudo se repete compravando que, sim, a história é cíclica.&lt;br /&gt;O tempo passou, e algumas coisas mudaram. Naturalmente, nada foi uma escolha. Por simples que pareça, as coisas mudaram. Dentro e fora, deixei de lado muito do peso. Deixei que uma certa leveza tomasse conta de tudo. Mas eu ainda poderia jurar que eu jamais me divertirei como me diverti esse ano. Posso jurar que eu não vou mais fumar, beber, beijar estranhos. Poderia jurar que vou esquecer isso tudo, fazer as malas e partir para longe dos problemas. É só uma questão de simplificar. Tudo aquilo que eu amo, tudo o que desejo. A realização, essa realização que todos esperam da vida, nada mais é do que trazer para o amanhecer os sonhos da noite. Esse sonho, há tempos guardados. Posso prometer, jurar que esse ano eu vou realizar todos esses sonhos. Jurar que eu não vou deixar de amar, nem esse ano, nem nos próximos cem anos ou mais.&lt;br /&gt;Mas o que é esse término de ano, senão um término de ano? Algo que passou. A soma de tudo o que foi. Mas será isso uma soma? Talvez, por mais que eu não goste, a Clarice esteja certa ao dizer que viver ultrapassa todo o entendimento. Existe a possibilidade. Mais do que matemática, a importância disso tudo é que seja no próximo ano ou amanhã, ou daqui cinco minutos, eu não deixarei que tudo o que eu sonho se desfaça com o abrir de olhos. São três os desejos. São três.&lt;br /&gt;Eu poderia jurar que jamais vou me esquecer desse texto. Mas isso seria irreal. Por enquanto, só posso jurar que não vou me esquecer disso:&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-751491695896949986?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/751491695896949986/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=751491695896949986' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/751491695896949986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/751491695896949986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/12/feliz-ano-velho.html' title='Feliz ano velho'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-3166300685344549490</id><published>2009-11-29T09:38:00.001-07:00</published><updated>2009-11-29T09:38:43.339-07:00</updated><title type='text'>Ego</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Talvez seja o egoísmo. Algo relacionado as formas de relacionamento mais intensas, daquelas de tirar o fôlego pelo olhar, pelo jeito que os lábios delicadamente encostam um no outro. Talvez seja egoísmo, essa coisa de querer tudo para si, todos os pensamentos e a vida inteira. Uma outra versão um pouco mais elaborada. Pensar que desse jeito basta e está ótimo. Versos retorcidos, grandes sorrisos e todos os momentos que se pode dizer sobre a felicidade. Pelos olhos, pelos olhos ninguém morre mais. Talvez seja o egoísmo, esse momento em que pensar para si é criar sonhos. E pouco importa se existe de fato uma finalidade para tanta esperança. A verdade é que tem dias que o calor é incontrolável e que todos os instantes eu projeto um mundo só meu; um mundo perverso, enfeitado, floreado por palavras delicadas, pelo meu corpo, pelo calor e pela intensidade de tudo. Aqui, o imortal é simplesmente uma passagem para algo maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja egoísmo meu ou simplesmente um desejo, maior e incontrolável, esse de querer tudo para mim. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-3166300685344549490?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/3166300685344549490/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=3166300685344549490' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3166300685344549490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3166300685344549490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/11/ego.html' title='Ego'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-2931844642254568402</id><published>2009-11-23T10:44:00.001-07:00</published><updated>2009-11-23T10:44:33.728-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;disso, talvez, ninguém nunca saberá. Se foi o começo, re-começo ou simplesmente uma nova arte de amar. Disso, ninguém saberá. Esse perfeito número, uma equação de dar inveja e toda a química do mundo misturada. Vozes silenciosas, mortes medievais, a cada dia me vai um pedaço. Mas, continua assim mesmo. Em pequenos contos, pequenos versos esboçados entre os lábios, gestos e pequenas lágrimas distantes. A cada dia, morro um centímetro. Se é carinho do destino, se é da ordem do castigo. Seja como for, a cada dia, perco um pedaço de mim. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-2931844642254568402?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/2931844642254568402/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=2931844642254568402' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2931844642254568402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2931844642254568402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/11/blog-post.html' title='...'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-5090281328923232916</id><published>2009-11-01T07:53:00.001-07:00</published><updated>2009-11-01T07:53:57.467-07:00</updated><title type='text'>Apenas.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Adoramos o tempo. Adoradores do etéreo, daquele vazio em que tudo pode, mesmo que por instantes, pequenos instantes. Adoramos como as passagens são rápidas e quase imperceptíveis. A concomitância entre o ser e o estar. As representações do mundo quase como um significado para todas as questões da existência. Esse é o derradeiro momento das coisas. Adoramos o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já houve momentos em que contar a idade era quase um levantamento matemático. Hoje, é ato de coragem. Ser aquilo que o tempo formou. Ser a soma da experiência com o tempo. Mesmo as subtrações específicas, aquelas que apagamos no poder da memória, são contabilizadas no balanço geral. Se pudéssemos, o tempo não passaria jamais daqueles instantes de felicidade. Mas é fato que nada dura para sempre. Sejam os sorrisos, os desejos, as promessas ou mesmo aqueles doces discursos do viver para sempre. Os planso nem sempre possíveis. Existir é o cálculo. Existir são todas as somas. Indo sempre para a direção do maior e do melhor. Adoramos o tempo. Ele quem traz as marcas no corpo, tatuagens naturais para lembrarmos o quanto se é possível sobreviver ao mundo. Dores, despedidas, partidas, família, beijos, paixões, amores. O resultado vai ficando nos cantos escondidos de cada um. Nosso tempo particular para processar o que é que a vida nos ofereceu ao longo do andar. E pode parecer pouco mesmo, mas como na matemática, quanto menor o número do resultado, maior foi a soma. Eu penso nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos que atravessei e não vi. Nos momentos em que tudo parecia uma grande mentira. Nas duras palavras que ouvi. Nas manias que adquiri para sobreviver. Nos amores que eu tive. Nos beijos estranhos. No sexo sem fundamento. Nos momentos felizes. No vício. Nas noites e nos dias. Nos erros que cometi e não sabia. Eu penso em como aquilo que eu mais queria eu não podia ter. Todos os tapas na cara, todas as puxadas de orelha e todos aqueles que se foram ou que eu deixei partir. Adoramos esse tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo que parece apagar tudo. O tempo que conserta erros, ajusta o presente e dá continuidade para o futuro. E mesmo não gostando, é uma data para se entender os pesados anos que se passaram. De batalhas, lutas, mortes e decepções. Nunca o tempo se encostou. Parece realmente pouco. Ou por muito tempo achei que era pouco. Mas é fato, quando ela diz que nada disso foi pouco. Mas para toda história, como apontou Aristóteles, existe o ponto de quebra. Aquilo que separa a dor da vitória. O herói diante do seu confronto. Sem imitações, essa é a vida que construi com o tempo. tijolo por tijolo. E até mesmo ele, narciso, adora a si próprio. O tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoramos esse tempo. A soma. A felicidade e a dor andando juntas, cada uma de um lado da via. Adoramos como tudo parece uma agulha e linha: a grande malha de retalhos. É esse o tempo. Tudo recomeça, termina, inicia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoramos o tempo. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Apenas 28 anos.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-5090281328923232916?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/5090281328923232916/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=5090281328923232916' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/5090281328923232916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/5090281328923232916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/11/apenas.html' title='Apenas.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-1229882686118516472</id><published>2009-10-20T19:35:00.000-07:00</published><updated>2009-10-20T19:37:11.616-07:00</updated><title type='text'>um dia.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E quando perguntarem, ninguém saberá a resposta. Dos tempos estranhos, desdobrados em milhares de pequenos instantes. Rápidos, apressados e quase desapercebidos. Do tempo, ninguém saberá o que responder. Tudo em um instante. O gatilho da memória. Aqueles mesmos mistérios do corpo que fazem da alma apenas uma fração de segundo. E quando perguntarem do tempo ou das histórias, tudo poderá ser uma ficção. Essa mania de negar e reler os mesmos pensamentos. Um único dia, uma única forma de vida. Os passageiros apressados, desmascarando o desejo como se fossem artistas daquela peça mal ensaiada por todos. E dele mesmo, do tempo, não saberemos quando, quanto e onde. Respostas inócuas, espaços vazios para um dia virarem memórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando perguntarem, ninguém saberá a resposta. Se tudo não passou de um velho truque de magia ou se aquilo era a realidade. Do tempo, da resposta, dos momentos e da velha interrgoção: &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-1229882686118516472?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/1229882686118516472/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=1229882686118516472' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/1229882686118516472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/1229882686118516472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/10/um-dia.html' title='um dia.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-7885389206621574427</id><published>2009-10-06T18:26:00.000-07:00</published><updated>2009-10-06T18:27:15.651-07:00</updated><title type='text'>nu e cru</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu andei pensando.&lt;br /&gt;Pensei nos medos que vim sentindo. Nos caminhos errados. Nas vozes que ouço e não reconheço. No tempo. No tempo como sucessor da imortalidade. Pensei na matéria e na filosofia. Nas gotas que caem do céu. Pensei o quanto tudo é vagaroso. Os dias quentes, os dias frios, os dias bons e os ruins. Essa história toda de contar contos infinitos do amor e do ódio. Essa transformação do corpo. Eu andei pensando em tudo. Na grande soma de todos os medos e nos lapsos de felicidade que acompanham os sorrisos esporádicos. É só uma maneira de expor a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu andei pensando nela e na falta que ela faz. Eu nem percebo.São os momentos inesperados, ou partes de momentos em que ela estaria perto. Nos carinhos que ela costumava me dar, mesmo quando eu não pedi. No jeito de cozinhar aos domingos. O tempo, curto, em que ela foi feliz, sorrindo nos shows, indo ao cinema, lendo um livro que eu havia deixado jogado em cima da cama. Andei pensando o quanto eu sou parte dela. Isso eu nunca vou conseguir me livrar. As madrugadas em que eu acordava e a via na sala fumando um cigarro. Andei pensando em como tudo foi rápido demais e eu não percebi. Lembrei daquela tarde e da semana anterior. Eu estava tão distante. Lembrei o quanto, hoje, eu queria poder contar e deitar no colo dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pensamento, todos eles, acompanhados de dias bons e dias ruins. Esse mover de coisas que eu faço só para não me distrair. Os segundos contados, as horas intermináveis. As vezes, os dias parecem não acabar. Será que faz tanto tempo assim? E me entristece quando eu tento lembrar, e não consigo mais saber como era o rosto dela. As recordações, como me disseram, viraram a saudade. Será isso viver em tempos mortos? Essa busca constante para preencher um espaço, um vácuo tão grande que nem mesmo eu consigo calcular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso junto. Assumindo a saudade. A conclusão de que no fundo, ninguém é forte o suficiente. Eu mesmo que me imaginei um dia corajoso. Não há força para se controlar uma saudade. Não há força para os dias ruins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses dias, só mesmo ela, só ela, conseguiria me fazer sorrir. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-7885389206621574427?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/7885389206621574427/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=7885389206621574427' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/7885389206621574427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/7885389206621574427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/10/nu-e-cru.html' title='nu e cru'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-592834937662784212</id><published>2009-09-23T11:43:00.001-07:00</published><updated>2009-09-23T11:43:22.946-07:00</updated><title type='text'>You live, you learn</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu tive braços. Eu tive mãos. Tive pernas e pés. Tive os olhos, a boca, o nariz e o ouvido. Tive a ponta dos dedos. Tinhas unhas e digitais. Tive as costas. Tive o cérebro. Mantive meu coração. Silenciei minha voz. Troquei meu peito e experimentei o estômago. Senti pelos fios de cabelo, pelas narinas, pelos poros abertos. Eu tive as dores. Tive os sonhos em bolhas de sabão. Tive o prazer e o desamor.&lt;br /&gt;Eu tive os braços feitos para segurar o seu corpo. Tive as mãos nos seus cabelos. Tive as pernas e os pés encostados no seu caminhar. Tive os olhos dentro do seu mundo, a boca beijando a sua, o nariz no seu cheiro e o ouvido para sua voz. Tive a ponta dos dedos presas em suas mãos. As unhas arranhando suas costas e as digitais provando que eu era seu. Tive as costas para carregar o mundo, o nosso mundo. Mantive meu coração para contar as horas em que não estive ao seu lado. Experimentei as dores do estômago.&lt;br /&gt;Eu tive os braços para voar sempre que preciso dentro e fora de você. Eu mantive meu coração, ardendo, calado. Eu mantive tudo.&lt;br /&gt;Inclusive, você, em tudo que sou.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-592834937662784212?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/592834937662784212/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=592834937662784212' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/592834937662784212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/592834937662784212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/09/you-live-you-learn.html' title='You live, you learn'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-2464797945649781609</id><published>2009-09-21T07:18:00.000-07:00</published><updated>2009-09-21T07:19:22.115-07:00</updated><title type='text'>Setembro.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nunca setembro demorou tanto para passar. Vagaroso, eu diria. Os dias tão instáveis, presos e seguros por um único fio, fino e delicado. E tudo isso pela sinceridade de deixar de lado os motivos para sorrir, deixar de lado os olhares, o corpo, as formas de diversão. Tudo colocado na espera. Nunca tudo isso demorou tanto para passar. Esse ceticismo em não acreditar em nada e o o orgulho que deixou de ser passageiro. Os longos chuviscos do inverno nada frio, sem mãos no bolso, somente o recolhimento necessário. Nunca em setembro tudo ficou tão sem sentido, como agora. Os passos largos, a pressa de acordar e a ansiedade em dormir.&lt;br /&gt;Como se mede um caminho quando não conseguimos ver o fim? As pessoas ao redor, os carros passando apressados, os faróis verdes, vermelhos, pontos, pessoas, casacos, calçadas e fachadas. E mesmo as coincidências parecem ter se perdido nas entrelinhas de tantos pensamentos entorpecidos. Vozes e cores, música para deitar.&lt;br /&gt;Depois disso, acho que nunca nada será igual.&lt;br /&gt;Ainda assim, setembro nunca demorou tanto para passar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-2464797945649781609?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/2464797945649781609/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=2464797945649781609' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2464797945649781609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2464797945649781609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/09/setembro.html' title='Setembro.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-2901570756847081306</id><published>2009-08-30T08:33:00.000-07:00</published><updated>2009-08-30T08:34:57.257-07:00</updated><title type='text'>Frias almas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Seria a redenção a melhor forma literária de se construir o personagem principal? Dos filmes pragmáticos, dos escritos antigos, das formas mais variadas de se descrever o encontro da vida com a realidade. Com tudo isso, seria possível que a redenção fosse a melhor escolha? Render-se ao temor das religiões, render-se à deus, ao paraíso e à moral como a arqueologia perfeita na construções da sociedade. Sociedade interna, dona dos nossos segredos indiziveis que estão colados ao espírito como se fossem um só. Essa mesma dona, senhora do mundo obscuro em que habitamos na solidão do dia-a-dia. Sim, a consciência de que somos capazes de ter. Esse lugar, velado, selado que vez ou outra nos assombra nas mais variadas formas. Dar lugar ao saber e ao conhecimento de si próprio. Como pode a alma ser uma essência pura? Será que é nela que reside a nossa ingenuidade, nossa inocência e ao mesmo tempo o nosso pior. Não é sequer uma prerrogativa. Isso tudo que não entendemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na antiguidade, diziam, ser o fígado o resposável pela nossa natureza; No romantismo, nos voltamos ao coração e sua engenhosidade como símbolo de vida e pulsão. E não seria de se estranhar que no mundo contemporâneo o cérebro fosse o órgão a ditar as regras da nossa vida. Mas a dissociação dele com a nossa alma, com o nosso espírito ainda reside no plano das suposições. Como se render ao fato de que somos compostos pela ciência e pela imaterialidade? Esse cérebro que nos é tão estranho e ao mesmo tempo tão intrínsico ao nosso viver, nos faz questionar a grande interrogação de "quem somos e do que somos feitos?". Essa nossa "alma" comandando tudo o que somos. Feitos de consciência, consciência tardia e não muito evoluída. Essa consciência egoísta que nos traí, nos deixa à deriva, presos na beira do penhasco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria essa a redenção para todas as questões? Quer dizer, ser a alma a guardadora de todos os nossos segredos, de todas as indagações. Quem somos, o que sou, por que faço e para onde vou. Se existe essa linha tênue entre o nosso cérebro-comandante e a nossa alma mais romântica, seria a consciência uma simples mediadora entre esses dois mundos? Mundos negados, mundos religiosos, científicos e tão irreais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria a redenção a melhor forma de se terminar um texto? Viver a vida dos outros, ao invés da nossa, é render-se ao mais perfeito altruísmo humano? Para onde se vão os olhos nessa redenção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Para onde se foram os meus?&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-2901570756847081306?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/2901570756847081306/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=2901570756847081306' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2901570756847081306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2901570756847081306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/08/frias-almas.html' title='Frias almas'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-4967061354035104973</id><published>2009-08-10T12:13:00.000-07:00</published><updated>2009-08-10T12:14:00.760-07:00</updated><title type='text'>Agosto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Isso eu nunca vou saber. Do que é feito um abraço desse jeito ou como deve ser um conselho dele. Nunca vou entender tantos motivos e tantas desavenças. Das broncas que nunca levei, dos passeios aos domingos em que nunca fui, das conversas e do jeito de acreditar em mim. Nunca vou saber do que é feito esse amor. Tive dela, o amor dos dois. Tive dela as broncas e os passeios. Os conselhos sempre racionais e a delícia de ser abraçado. Dele, ficou faltando muito. Dele faltou tudo. Nos momentos mais tristes, na ausência dela e no caminhar. Nunca saberei o que é desabafar, falar de como, às vezes , eu detesto o meu trabalho e dos meus amores impossíveis. Ele que nunca se manifestou e eu que fui obrigado a me reconciliar com uma história que eu nunca tive. Isso eu nunca vou saber. A delícia de sentir-se filho. A delícia de ser abraçado e amado por ele ou mesmo um carinho com as mãos fortes que eu herdei. Os passeios de bicicleta, as brincadeiras mais bobas e até mesmo os péssimos hábitos adquiridos. Dele, só as lembranças que me esforço para esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso eu nunca vou saber. Se tem explicação, se é só o jeito que as coisas são. Dele que herdei as mãos e o queixo dividido.&lt;br /&gt;Mas procurei muito dele em todos os lugares. Procurei em mim. Procurei em braços estranhos. E ficou só isso. O espaço vazio que ele deixou e minha adoração por mãos. Talvez um dia eu saiba o que é ser, mesmo não tendo recebido.&lt;br /&gt;Isso eu nunca vou saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dele, nunca saberei o porquê de tanto desamor, tanta resistência e tanta amargura. Dele eu nunca vou ouvir. E ainda assim, desejei ontem, no escuro do meu inconsciente um feliz dia dos pais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-4967061354035104973?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/4967061354035104973/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=4967061354035104973' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4967061354035104973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4967061354035104973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/08/agosto.html' title='Agosto'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-7271540803238802702</id><published>2009-08-07T07:47:00.003-07:00</published><updated>2009-08-07T09:44:07.902-07:00</updated><title type='text'>Michel Foucault</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É tudo uma questão de castigo. Em casa, na rua ou em qualquer outro lugar. Vigiar e punir. É tudo uma questão de entender e estender o poder. Esse mesmo poder que agora se instituiu a todos e para todos. Nessa hierarquia mal construída, todos temos micro-poderes. Vigiar e ter a sensação de que se pode, mesmo que pouco. Denunciar, delatar, servir ao modelo maior da moral. E a boca, aposto, saliva naqueles que se dizem sargentos da sociedade. E voltamos à nossa querida infância onde a malcriação era severamente punida. Mas ai, vêm os guardiões da moral dizer que é uma questão de saúde pública. É, a saúde pública em um país, seja da ordem que for, da classe que for é, de fato, uma preocupação social. Especialmente aqui em que as regiões carentes se encontram em estado de plena miséria, é de fato questão de saúde pública proibir o fumo em locais fechados. É tudo uma questão de castigo. Se ninguém quis parar de fumar - o pai avisou - a solução foi proibir. Não tenho como me sentir mais criança. Como aquela criança sentada na porta da casa, com a mãe na cozinha fervendo a água para misturar à farinha e fazer o que eles entendem por comida. E claro, essa água era para durar a semana inteira, mas a fome falou mais alto. É uma questão de saúde pública que não temos memória política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tudo uma questão de castigo. Outro dia, li no jornal o presidente pouco se lixando para o que está acontecendo em seu governo. Virei a página e veio outra notícia falando sobre um casal de homens que foram espancados na porta de casa. No outro caderno, saltou-me aos olhos a notícia de que a bancada do PMDB tentará arquivar hoje os sete processos que restam contra Sarney no conselho. No mesmo caderno, um depoimento chocante a respeito das novas descobertas do colesterol. E a carta de uma mãe enviada à colunista especialista em comportamento e sexo, dizendo que manteve relações sexuais com o filho e que agora estava grávida. É, e aqui perto do trabalho uma manifestação a favor do fretado e professores da rede estadual reinvidicando por melhores condições depois que o colega foi morto dentro da sala de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, realmente, é uma questão de saúde pública. A idealização da classe média, por fim, chegou ao seu ápice. Vamos proibir o fumo em qualquer situação. Os direitos iguais castrados. Sinto que sofri um estupro mental. Lotes para se fumar fora. Lotes de 6 a 5 pessoas fumando na rua, vigiados pelo segurança carrancudo. Se pago imposto, se contribuo como qualquer um, pouco importa. A bola da vez é a classe média. A ascensão do novo burguês, que agora está protegido de nós, os fumantes insensatos e assassinos. A classe média está a salvo. Sentados à mesa do restaurante, a família ri e brinda feliz - com fumaça de cigarro à parte, por favor. O falso moralista ergue sua bandeira e finca o estatuto dos bons costumes. Nova lei, nova regra. As placas insinuando a punição. Lá mesmo, bem longe disso tudo, está a depravação da miséria. Mortos de fome, desmatamento e políticas ainda do engenho. Quem liga? Hoje vindo para o trabalho, um funcionário da CET, parado na avenida Santo Amaro, tapava o rosto depois de ser bombardeado pela fuligem dos carros. É uma questão de saúde pública. Avante moralistas. Brindemos à queda da democracia. A enfermidade que se enraizou dentro de todos nós. Agora, já acumulo a falta de direitos. Não tenho mais o direito de fumar, nem em áreas reservadas, e não tenho o direito de unir-me legalmente a pessoas que eu amo. É uma questão de saúde pública. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é mais uma questão política. Citar teóricos? Muito menos. Quando se dá, quando se transforma o poder e o distribui em pequenos pedaços, transformamos o Estado naquilo que ele mais quer: o poder absoluto, sobre tudo e sobre todos. E agora, além da grama do vizinho ser mais verde, teremos que aparar a nossa e a deles. Sim. E enquanto isso, todo mundo pro quarto de castigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;E se eu te pegar fumando mais uma vez, eu denuncio você.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-7271540803238802702?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/7271540803238802702/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=7271540803238802702' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/7271540803238802702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/7271540803238802702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/08/michel-foucault.html' title='Michel Foucault'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-6262620337226529083</id><published>2009-08-03T10:49:00.001-07:00</published><updated>2009-08-03T10:52:13.802-07:00</updated><title type='text'>Depois.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Todos os dias, chuvas de sol, manias de escrever escondido do tempo. Aquele florescer natural de arrepio. As vozes intercaladas, dizendo razões para o futuro, promessas mascaradas e outras formas de sentimento. Queria poder dizer "hoje está chovendo". Hoje o dia amanheceu quieto, sossegado e nem mesmo um pio se pode ouvir. As rodas dos carros passando nas poças d´agua. O barulho da chuva caindo nas folhas do jardim. A cama vazia, estirada, perturbada pela saudade salutar. A ausência do corpo e daquele calor rotineiro que nos acostumamos. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Todos esses dias. Dias de partida. Dias de saudade. Saudades do gosto da boca, ainda relembrado por cafés e sobremesas delicadas, pelo gentil calor misturado aos novos ares. O sabor da pele. Um cheiro diferente. Novos retratos, novelas, músicas e livros. Todos os dias aquele gosto a caminhar pelo canto da boca, querendo adivinhar se é saudade ou manifestação da mente. Em noites quentes, o delicioso barulho dos restaurantes, da cerveja e do vinho. Delicioso afagar de cabelos, barba mal feita e roupas de viagem. Tão presente, perto e distante. As vozes se intercalando, ruídos e a saudade que não se vai. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Escondidos no tempo, ficam os dias de sol. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-6262620337226529083?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/6262620337226529083/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=6262620337226529083' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6262620337226529083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6262620337226529083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/08/todos-os-dias-chuvas-de-sol-manias-de.html' title='Depois.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-7847016078591825938</id><published>2009-07-27T18:34:00.001-07:00</published><updated>2009-07-27T18:36:25.794-07:00</updated><title type='text'>Enquanto isso...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu corro, pra lá e pra cá. Procuro brechas para poder preencher seu coração. Sou vagabundo quando posso e humilho todos os meus sentidos em troca do seu sorriso sincero. Quando posso, peço sua coragem de homem bravo e me jogo ao mar, esperando seus braços - nó de marinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me jogo aos leões como um astro romano. Em vão, acabo me perdendo no acaso e nos desencontros do sábado a noite. Eu, um cigarro e o calor. Vou indo, correndo para o primeiro sorriso encantador. não tanto leviano, descubro sinceridades esporádicas. E assim vai funcionando. Desato o nó, reaqueço os tambores e volto a tocar uma música familiar. Notas elevadas, tons graves e agudos. Tudo misturado ao som daquele nome. É exagero. Sei bem quando entro em estado de fuga. Corro pra lá e pra cá até parar. Mas é sincero: minha cabeça encostada de abandono. É sincero. O número do meu telefone e o jeito que falo. Perfumes desconhecidos e palavras novelísticas. Um certo ar de timidez que não engana ninguém. Texto sincero. Sem subjetivismos. Fato: o velho ditado começa a ser mastigado. Se der samba...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu corro. Eu corro bem longe dos largos abismos do seu coração estranho. Para você eu serei imortal. Até os beijos que me fizeram esquecer toda a história mal contada. Até o carinho que me levou ao estado mais sincero. Meu corpo, dois tragos e um gole. Me recolho ao desdém e sou assim. Fazendo cara feia e contorcendo o nariz. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meio apressado, eu corro pra lá e pra cá, tentando te achar e encontrando o acaso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-7847016078591825938?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/7847016078591825938/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=7847016078591825938' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/7847016078591825938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/7847016078591825938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/07/enquanto-isso.html' title='Enquanto isso...'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-1383729221024180513</id><published>2009-07-23T17:43:00.001-07:00</published><updated>2009-07-23T17:44:32.527-07:00</updated><title type='text'>Inverno.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Talvez seja isso mesmo. Uma grande soma de tudo que existe, existiu e existirá. Conjugar em todos os tempos a mesma coisa. Talvez seja isso. Escrever um texto como se fosse a primeira vez. Segurar o lápis apontado, encarar a folha branca e inóspita. Timidamente desenhar a primeira letra daquilo que pode ser o começo da vida. Talvez seja isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que olhamos para o mar. Aquele breve momento em que enxergamos uma distância sem calcular o seu término. Grandes espaços de paisagens infinitas. Talvez seja isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensação de que o mundo não é uma coisa só. Esses aglomerados de imagens, sobrepostas umas às outras como livros em uma estante. Um futuro que não conseguimos imaginar. Talvez seja isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A versão mais curta dos fatos: esse é o destino dos fracos ansiosos. A versão curta e editada do que pode acontecer. Ninguém entende de amor. Ninguém entende da morte ou mesmo do começo de tudo. Tantas desilusões e pouca lição. Os deveres de casa a começar pelo exercício de matemática. E nada fez sentido. Talvez seja o inverno onde tudo fica reservado dentro do corpo, percorrendo lugares inusitados, passeando pelos poucos momentos de calor, a mão caída no corpo, o copo de vinho e a risada mais sincera do mundo. O frio, o frio que reserva surpresas quentes, olhares distantes, olhos entre-cortados pelo vento e a boca rachada. Um certo gosto de quero mais por todos os minutos de um dia. Daí, entram as horas, sempre vagarosas como se para elas o tempo não existisse no relógio, mas fosse um outro tempo, talvez mais demorado do que o restante do dia. Pode ser a loucura. O frio tem dessas coisas. A busca constante pelo aquecer, o pouco que se pode ter com os casacos e as aconchegantes blusas de lã grossa. Talvez seja isso. Um sensação infantil, rápida como a primeira palavra do dia e a última palavra de uma despedida. As vontades, como o frio, procuram momentos, eternos momentos e aguardam ansiosamente o dia da despedida. Mas esse dia parece nunca chegar. O dia do adeus, do até logo e do simples tchau-até-amanhã. Pode ser o frio. O inverno que faz o corpo se recolher, deixando a pele mais sensível, o lábio rachado e as mãos escondidas no bolso. Talvez seja o frio. O inverno deixando tudo uniforme ou a mistura de todas as cores, de tudo que se passou e remontando um novo começo. Máscaras e mais máscaras, toscos jogadores, versos incompletos, matéria do amor. Nunca é possível terminar um texto. Antes de tudo, o adeus à palavra. Talvez seja isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, não.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-1383729221024180513?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/1383729221024180513/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=1383729221024180513' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/1383729221024180513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/1383729221024180513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/07/winterinverno.html' title='Inverno.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-2907043932842568009</id><published>2009-07-14T07:46:00.001-07:00</published><updated>2009-07-14T07:46:52.125-07:00</updated><title type='text'>Do mundo, nada se leva.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Me recordo de um filme antigo: Do mundo nada se leva. Assisti ainda criança, sem entender muito, mas apreciando o preto e branco, Uma espécie de comédia que precisava do auxílio perspicaz de minha mãe explicando piadas e entrelinhas. "Repare nessa cena". "Você prestou atenção no que ele falou?". As memórias frágeis da infância que trazem consigo os tempos mortos e tudo aquilo que jamais voltará. A  suposta inocência que perdi, as brincadeiras e aquele pouco que bastava por dias e dias. A sensação de que o tempo não existia, como se os instantes vividos dia-a-dia fossem apenas bolhas de sabão: subiam nos ares, duravam pouco e estouravam deixando cair uma seqüência de pingos coloridos. Aquilo, aquilo era pura magia. E só alguns anos mais tarde pude entender que, de fato, do mundo nada se leva. Sejam as memórias, os ensinamentos, brincadeiras. Do mundo, nada se leva. Meu eterno reencontro com fantasmas estranhos, vultos sem face, sem as drogas, sem o vício tosco e sem as necessidades frugais de hoje. Presente, passado, todos os tempos misturados sem nenhuma conexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me recordo de ditos populares. Memória impertinente do espírito. Sombras do passado, delícias de se relembrar os filmes antigos, os livros velhos da estante e as brincadeiras delicadas. Naquele época, tudo bastava. O pouco que se tinha, o muito que se podia ter. Naquela época, ser criança era a ilusão do mundo. Ser criança era se negar para o mundo, era ser pelo pouco. E isso bastava.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-2907043932842568009?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/2907043932842568009/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=2907043932842568009' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2907043932842568009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2907043932842568009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/07/do-mundo-nada-se-leva.html' title='Do mundo, nada se leva.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-8955226546319181874</id><published>2009-07-13T19:51:00.002-07:00</published><updated>2009-07-13T19:52:18.395-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O maquinário das armas dispostas, pronto a entrar em ação.&lt;br /&gt;Fontes, cores e formas juntas na formação de um grande exército dominador.&lt;br /&gt;A vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros, sonhos e iludidos pelo olhar banal&lt;br /&gt;Céu, cortes e calor invernal&lt;br /&gt;Sem dores no peito, rimas certas - sonetos cancionados&lt;br /&gt;Aqui vai outro jazigo para memória&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maquinário das armas disparadas&lt;br /&gt;Estouros&lt;br /&gt;Estrondos&lt;br /&gt;Estopim e toda a margem posta frente ao matadouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um poema - uma arte. Todas as sensações entre estações e estados.&lt;br /&gt;Um poema é um trabalho - forma de vida e experiência do imortal.&lt;br /&gt;Toda palavra é uma máquina. Forte, viva e pesada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era somente uma prosa desconexa da palavra. Assim como todos os cantos do mundo, todos os cantos d´alma, do voz alta erguida pela garganta faminta. Tudo aquilo que se move rapidamente partindo ao meio verdades categóricas. Adeus ao pragmatismo. O romance tem hora para começar. Romance dos cabelos negros e despenteados. A cruz daquele que anda, descalço à procura de razões subjetivas. Deus e o diabo na terra do sol. Cinema de raiz, cinema de Fellini, cinema de Cortázar. Toda a herança cultural. Simples conversa de butequim entre amigos e afetos. Trocas de mensagens instântaneas-virtuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maquinário das armas dispostas, pronto a entrar em ação. Batidas musicais, danças rituais e o coração, prestes a virar bomba atômica.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-8955226546319181874?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/8955226546319181874/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=8955226546319181874' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/8955226546319181874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/8955226546319181874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/07/o-maquinario-das-armas-dispostas-pronto.html' title=''/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-3485364014398487560</id><published>2009-06-29T17:01:00.000-07:00</published><updated>2009-06-29T17:02:20.255-07:00</updated><title type='text'>Por ai, vai.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Seja no céu, no céu de estrelas cadentes, seja pela ponte, fonte, cor, som ou borbulhar. Lá ou aqui. Tudo que é errado, duvidoso ou mesmo infeliz. São dúvidas somadas à vida. A vida como um mero acaso. Uma mera coincidência de fatos e eventos dispersos. Desse mesmo destino desfeito. Destino. Do latim destinare. Trazer junto. Esse pequeno significado impresso nas páginas do dicionário de latim e a busca pelo sentido. Destino. Seja no céu, nas linhas escritos sobre o corpo, uma pequena cidade. Das forças ocultas da antiguidade, a fome de vencer obstáculos. Letra de música e livros empoeirados na estante. Esse mesmo destino de unir, des-unir ou subverter a realidade. Da ponta dos dedos, a água mágica, da ponta do cabelo a gota da manhã, dos suor, do tempo estático. Seguro nos braços, seguro nas palavras mal faladas, seguro pelo olhar. Seja pelo céu, seja pela loucura das estrelas, seja pelo antes e pelo depois das marcas, da cidade, do luar, ruas, estradas, destino ou pela desunião. Fruto do acaso, fruto dum ar diferente. Pequenas orações. Frases curtas. Pequenos detalhes de tudo. Um pouco de tudo. Um pouco das linhas barrocas, muito de mim, da minha pele, dos meus traços e ossos. Muito da vida que sai facilmente pelas minhas mãos. A ponta dos dedos querendo mostrar paisagens desconhecidas. E por ai vai, seja pelo céu ou pelas estrelas, caminhos desiguais, certos e inesperados. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por ai vai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-3485364014398487560?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/3485364014398487560/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=3485364014398487560' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3485364014398487560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3485364014398487560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/06/por-ai-vai.html' title='Por ai, vai.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-265393889581792565</id><published>2009-06-10T21:28:00.000-07:00</published><updated>2009-06-10T21:29:13.997-07:00</updated><title type='text'>A Marca na Parede.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt; Entre todos os pecados revirados no estranho mundo da imaginação, escolho e abdico este. Todos os males míticos que me empedram dentro de você e que ao mesmo tempo consomem meus olhos, minha saliva e meu sangue. Pulso versos, jogo imagens e, em mim, tudo se projeta sem cor, sem som, se vez para pensar em algo que possa ser mais profundo. Assim, meu pecado, ou como diriam, meus cavalos demoníacos, enfeitados com ornamentos tribais, galopam entre colinas que não existem e sonhos impenetráveis. Meu coração, branco, selvagem, nem saberá o que se passou no processo de escrever estas palavras. Mas enviarei esta carta com forças que não me dão as palavras tão secas. Quero pecar dentro dos limites que meu corpo permite, e deixar solto os animais selvagens, ou seja lá o que for.&lt;br /&gt;Abdico a Deus, à carne viva que me deste, à vida enquanto projeto de carência, ao coração satânico que borbulha suas imagens e, por fim, abdico a mim por ser que sou e por tentar erroneamente escrever-lhe esta carta. Em tempos que pulo no salto de uma imaginação esperta, vejo-o num futuro permissivo à minha memória que não conhece o tempo da vida. Se os relógios...Enfim, o que é abdicar a tudo que se valha por desnecessário entre eu e você? Mas choro pela escolha de não saber reparar os danos tão frágeis que cometi num surto da vontade de uma vida à espreita de outra que se pudesse valer ou coloca-la em xeque. Por isso, abdico à minha vontade de saber se teremos um futuro de paixões violentas, e a você que sei, me daria tudo isso. Não são somente suas palavras, ou seus olhos infantis que bailam ao som de nossa conversa. Apenas ao tétrico momento de instantes, como diria agora, eu trago-lhe minha posição: abdico-te.&lt;br /&gt;Esqueço-me da carta acreditando criar uma ficção que me faça, e faça a você, uma estória futura trazida ao presente de meu devaneio. E são somente as palavras que me acompanham no instante em que vejo seus olhos colados ao meu na sinceridade que somente eles sabem revirar na procura de algo ou de alguma coisa. E essa imagem, tão familiar, atravessa meu corpo sem que eu perceba. Meus olhos ouvem tuas palavras e meus ouvidos ressoam sua imagem na atmosfera noturna de uma noite friorenta. E vejo todos....&lt;br /&gt;Abdico.&lt;br /&gt;Meu pecado maior é ter entre meu corpo você em água salgada e seus beijos que somente imagino em sonhos transpirantes. E como será ter um pecado entregue ao Diabo, à luxúria de todos os prazeres de um corpo ardente, quase febril, que espera, espera, espera por todos os galopes que este cavalo me dá? São as interrogações ligando-me à loucura. É você que me assombra com desejos perversos que fazem as mãos percorrerem meu corpo em busca de prazer. E quando vejo, já não é mais essa a carta e nem a você que desejo remeter; é algo outro, como se escrevesse a mim palavra tão tola. Amanhã enviarei ao correio somente a frase “abdico-me a você” e, assim, jamais saberei a quem remeti, pois você está em um sonho do futuro-presente-passado, próximo a tudo que conheço por imaginar. E se mesmo imaginando te sinto, será o presente o ladrão dos meus sonhos. Lembra-se da noite em que me recitou sua vida? Pois foi nela que banhei-me e não com o luar nem com as notas musicais...ô luar...&lt;br /&gt;O que você diria de meus pecados? Amar-te? Serei sempre eternamente um galope de meu demoníaco cavalo, correndo pelo seu corpo, imaginando-te a pele branca recostada em meu coração tão branco eu...Imagino essas reticências em nosso tempo, um no outro e a febre de meu cavalo já louvado. E como diria, enterre-o, mate-o e coma esse animal, essa corrente do fogo azul, anil, e todas as cores. E o que diria de meus pecados? Cavalarias, infâncias, e o crepúsculo escurecido de todas as minha vozes, essas que não digo, silenciadas, sem moral alguma! Permite que adentre ao mundo de caos e entrego-lhe minha rosa vermelha em esperanças de outro tempo: àquele que me faz sonhar e deixar cair por sobre seu corpo quente minhas frias lágrimas. Espero no fio da noite apenas uma corda daquele seu instrumento tão poderoso que é a sua voz  feita de seda. E em mil panos me retalho para ver-te partir nas sombras do meu desejado futuro. Deixei cair algumas das pétalas que me deste com tua boca e pelo chão, nesse esteio de palavras girantes, perdi-me em você. Sinto esta carta transformar-se em derrilição, pura magia sedutora do Diabo em teus olhos satânicos, tão próximos como os dentes do predador. E sou a caça. A caça de tudo isso que me devora em pedaços finos, preso em teus dentes alvos. Sou apenas a presa da caça. E estou raciocinando um momento de lucidez: fundir-me em seu corpo, tomando a vista do mar e entre as ondas circulares e ovulantes, vejo-me em você, dentro, tão dentro que não reconheço meu corpo, senão o seu. Minha presa! Sonhei com meu cavalo, com os fantasmas daqueles olhos vibrantes (ou penetrantes?) e acordei banhado de sonho. Você me faz sonhar com esta carta, com suas vozes em meus olhos...Contorço meu estômago para digerir você como um alimento engenhoso, criado por Ele, criado por mim naquele mesmo futuro de que lhe falei, no qual sonhamos um com o outro na esfera transversal, no campo e naquela rede onde batia o fino sol da tarde e você me beijava. E são apenas palavras incertas de meu desejo, que já nem é mais secreto. Contei a rosa vermelha meu verdadeiro anel de prata e entreguei-o a você naquele sonho afoito entre a vigília e o acordar. Traga-me o caos que lhe peço por esta carta tão sóbria de mim e lhe entregarei a saliva de minhas mãos ao escrever-te esta carta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sonhei com você. Sonhei com seu rosto. Fiquei, ou sou, louco. Seu rosto. Abdico a você. Essa carta é somente um arremesso de meu coração; uma tentativa frustrada de entender meu corpo em você, e meus galopes nas mãos do Diabo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-265393889581792565?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/265393889581792565/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=265393889581792565' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/265393889581792565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/265393889581792565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/06/marca-na-parede.html' title='A Marca na Parede.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-7444846714743653191</id><published>2009-05-30T10:11:00.000-07:00</published><updated>2009-05-30T10:12:10.690-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em todas as alucinações, em todos os sonhos de doçura e ira, algo me foi possuído. Os dentes afiados pedindo misericórdia para a besta que caminhava devagar, como uma serpente, rastejando pedaço por pedaço até formar um círculo de fogo. Ao meu lado, deitado calmamente esteve o demônio da eternidade. Enxergou-me diversões, espetáculos circenses, rasgando-me com suas garras enormes. Ao meio, fui partido, cindido como um animal sem fuga. Um belo jardim florido, caminhávamos nus pelos grandes campos coloridos. Essa era a minha existência. Eu estive lá no começo e no final. Alcançaram os malditos, a vulgaridade e meu espírito tornou-se a maldade encarnada. Os reflexos do espelho sumiram como se eu fosse agora um vulto daquilo que um dia pôde existir. Em todas as minhas alucinações, nesta tornei-me maléfico. Deitei na cama de espinhos, ardi no fogo brando dos céus e cuspi chamas de lúxuria pelo mundo onde passei. Destrui laços, raptei sonhos e espalhei a cobiça. Eu sou a besta. Eu fui o oceano e o espírito do amor. Um dia amei. Evoquei os deuses mortos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu fui Medéia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assassinei meus filhos em nome do amor perdido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu fui Cassandra e previ o ódio no mundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu sou édipo.&lt;br /&gt;Quando anoitece, em meus círculos de fogo eu praguejo. Deito o corpo na lama e sonho pesadelos de eternidade. A felicidade que se foi. Eu me tornei a alucinação da mãe morta. Por onde passo, meu rastro cobre com um manto negro os passos alheios. Eu vejo o ódio e desperto o pior de tudo. Eu sou a besta rastejante, a cobra e o veneno maligno. Eu vi o demônio e para ele preparei o meu corpo. Eu fui esquecido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu fui morto.&lt;br /&gt;Eu me tornei o contrário, o avesso e a felicidade. Eu sou aquilo que sonhei. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-7444846714743653191?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/7444846714743653191/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=7444846714743653191' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/7444846714743653191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/7444846714743653191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/05/em-todas-as-alucinacoes-em-todos-os.html' title=''/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-8691508528554063274</id><published>2009-05-18T12:04:00.000-07:00</published><updated>2009-05-18T12:05:23.412-07:00</updated><title type='text'>Tim tim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Das relações pessoais, entendemos pouco. Um pouco de nada, um pouco daquilo que se foi e do que está por vir. Ainda, as lembranças do passado, pouco a pouco se costurando, fazendo uma pequena colcha colorida como arte do passado. Tudo tem um curso secreto, estranho e tortuoso. As vidas que se passam, vão longe pelo paraíso deserto das lembranças. Ibsen dizia que o homem mais forte é aquele que se mantém sozinho no mundo. Não há como negar tal força. Mas a solidão, tal como tantos outros buracos no caráter, também é a covardia. Covardia do cansaço. Uma certa preguiça moral em se relacionar com o mundo. A professora Sumiko, nas aulas de linguistica, todas as terças e quartas, explicou inúmeras vezes o quanto a linguagem depende do outro. Minha mentora, Rosana Paullilo, já falecida, ensinou-me que o mundo, o mundo como representação, é um espetáculo à dois. o eu que não existe sem o tu. Claro, Benveniste explicou-se melhor dizendo que só nos constituímos como sujeitos à medida em que o outro existe. Caímos na filosofia. Somente um tolo para acreditar na dialética do bem e do mal - para existir o bem, o mal deve existir. Nietzsche, que tanto cito, não poderia estar mais correto. O mundo, nessa representação à dois, luz de velas e taças de vinho, não poderia ser mais pesado e prazeroso. Por quantas vezes esse tu aparece como um mito. O tu do desejo, dos lençõis, da cama desfeita e do café da manhã. O mesmo tu da guerra, do ódio e das maravilhas do antigo mundo.&lt;br /&gt;E fica sempre por um fio. Tênue, delicada e frágil. Somos a grande experiência de deus. Somos a verdade e a mentira, juntas, criando espaços inabitáveis.&lt;br /&gt;Quanto ao Ibsen, sozinho é aquele que encontra a derrota da vida. A força falsa de viver à dois. Ou mesmo o Hesse quando disse que o homem é o lobo do homem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um brinde. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que não teria o menor sentido, se não houvessem duas taças.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-8691508528554063274?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/8691508528554063274/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=8691508528554063274' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/8691508528554063274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/8691508528554063274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/05/tim-tim.html' title='Tim tim'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-7470146091680052383</id><published>2009-05-13T08:08:00.003-07:00</published><updated>2009-05-13T08:44:57.355-07:00</updated><title type='text'>Writers block</title><content type='html'>A criatividade se foi. Morto o iluminismo, morta a inspiração. Algo que traduza bem o momento, a febre, a saúde. Tudo revirado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I'm feeling rough&lt;br /&gt;I'm feeling raw&lt;br /&gt;I'm in the prime of my life&lt;br /&gt;Let's make some music make some money find some models for wives i'll move to Paris, shoot some heroin and fuck with the stars.&lt;br /&gt;You man the island and the cocaine and the elegant cars&lt;br /&gt;This is our decision to live fast and die young&lt;br /&gt;We've got the vision, now let's have some fun&lt;br /&gt;Yeah it's overwhelming, but what else can we do?&lt;br /&gt;Get jobs in offices and wake up for the morning commute?&lt;br /&gt;Forget about our mothers and our friends&lt;br /&gt;We were fated to pretend&lt;br /&gt;I'll miss the playgrounds and the animals and digging up worms&lt;br /&gt;I'll miss the comfort of my mother and the weight of the world&lt;br /&gt;I'll miss my sister, miss my father, miss my dog and my homeYeah&lt;br /&gt;I'll miss the boredom and the freedom and the time spent alone.&lt;br /&gt;But there is really nothing, nothing we can doLove must be forgotten, life can always start up anew&lt;br /&gt;The models will have children, we'll get a divorce&lt;br /&gt;We'll find some more models, everything must run its course&lt;br /&gt;We'll choke on our vomit and that will be the endWe were fated to pretend&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yeah yeah yeah&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-7470146091680052383?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/7470146091680052383/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=7470146091680052383' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/7470146091680052383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/7470146091680052383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/05/writters-block.html' title='Writers block'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-5378553060327586370</id><published>2009-05-08T13:59:00.001-07:00</published><updated>2009-05-08T13:59:21.920-07:00</updated><title type='text'>Carta endereçada.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- Todos os dias eu acordo, levanto e olho no espelho para saber se ainda estou lá. E eu queria contar, como se eu mesmo pudesse ser um conto de fadas, uma história trágica e uma comédia grega. Tudo empilhado na sala. Mas essa sala você não conheceu e nem os olhos azuis da sua neta. Ela cresceu e já está falando quase tudo. Tem um ar doce, esperta e já demonstra sinais de uma teimosia familiar. O Fábio disse que ela tem a boca parecida com a sua. Talvez tenha. Ela lembra você, mãe. Estranho notar essa semelhança. Mas ela também tem muito de mim. Ela é atrapalhada e carrega aquele ar de chatice. Eu mostrei a sua foto para ela saber que você existia dentro dela antes mesmo de haver vida ali. As vezes, eu corro para casa, com novidades juvenis, querendo contar, querendo aquele colo que não existe em nenhum lugar do mundo. Essa foi a primeira sensação que eu tive quando você partiu. É um vazio. É uma solidão derradeira. E fica sempre aquele ar de saudade na casa, seja pelas roupas que restaram, seja pelas fotos que eu não tive coragem de me desfazer. E eu mudei tudo. Será que você conseguiu ver o quanto as coisas mudaram? A pessoa que eu me tornei? Outro dia lembrei-me do quão pouco estivemos juntos nos últimos anos. Eu me afastei. De certa forma, esperávamos por aquele dia. E quando ele chegou ninguém mais teve coragem de dizer seu nome. Eu nunca mais comi siri daquele jeito que você fazia. E mesmo com a receita na mão, o peito dói só de sentir o cheiro. E mesmo aquele arroz de forno, tão fácil de fazer, eu não consigo. Perco a mão, deixo diferente. São as pequenas coisas que dão saudade. Eu fiquei mais próximo da família. Unimos-nos pela saudade. Mas ao mesmo tempo, tudo ficou diferente. O Fábio cresceu, virou pai e agora é responsável pela família dele. E lá parece que o tempo não muda nada, nem mesmo as paisagens que você viu tão pouco. Mas será que tudo isso ainda faz algum sentido? As vezes eu acho que eu sempre te pergunto se eu ainda posso, mas todos os dias eu acordo, levanto e passeio pela casa, ainda em silêncio, com o barulho da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas você nunca mais esteve no sofá, fumando, tomando café e perguntando se eu não estou com fome ou se vou levar um casaco porque vai esfriar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-5378553060327586370?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/5378553060327586370/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=5378553060327586370' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/5378553060327586370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/5378553060327586370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/05/carta-enderecada.html' title='Carta endereçada.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-2126294240689598370</id><published>2009-04-20T17:49:00.000-07:00</published><updated>2009-04-20T17:51:25.658-07:00</updated><title type='text'>Gosto(so)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Novamente se pode dizer que outras cidades surgirão em meio ao desalento. Outros tantos dizeres por vir, outras formas de encontrar conforto nos lugares mais inóspitos. Leituras desatenciosas que fizeram da vida o ambiente perfeito para a criação de vícios, maldições e desejos escusos. É como um giro, talvez, esse modo estranho e destruidor de caminhar rapidamente. Daquilo que foi desfeito, do renascimento germinado na saudade imensa e tudo refeito. Novamente, os braços de deus abertos, no aguardo ansioso pelo retorno do filho desgarrado. A oração apressada despertada pela droga, pelo calor e pela mente entorpecida. Esse mesmo rogar, rogar pela realização de sonhos, pelo ato de se viver, pela desavença, pelo dissabor do álcool e pelas madrugadas desnecessárias. Ninguém levará o corpo à cruz. O suor e o cuspe juntos na estranheza do querer-não-querer. Um jogo, uma peça e dois ou três filmes queimados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente, o parafuso girando contra a madeira, querendo arduamente ligar duas formas de vida incompatíveis: a minha e a que desejo. O desejo do saber tudo, sobre todas as formas e todas as maneiras. Que me perdoem todas as justiças divinas, mas ali, naquele mesmo canto particular, não há lugar para relicários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feche os olhos. Um, dois, três. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Abra los ojos.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-2126294240689598370?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/2126294240689598370/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=2126294240689598370' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2126294240689598370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2126294240689598370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/04/gostoso.html' title='Gosto(so)'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-9095619434595724889</id><published>2009-04-14T11:31:00.000-07:00</published><updated>2009-04-14T11:32:12.855-07:00</updated><title type='text'>Ao vazio.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Negar aos símbolos de uma suposta religião que me aproxime aos grandes mestres da criação. A cruz, o vinho e a matéria. Rogoar sempre, como oração aos céus, oração de pássaro sem asas. O que anseia o vazio? Quando tudo se esgota de forma brutal, quando não há mais sangue ou cores latentes para se dizer palavras de amor ou de fé. A coragem em se estabelecer pequenas formas de olhar para cima e não deixar que as nuvens se derratam em pequenas gotas. Essa coragem em não se adequar, abdicar e mesmo resignar todas as instâncias da moral e do reconhecimento póstumo.&lt;br /&gt;Aqui, os vazios, lentos e prazerosos vão assumindo seus postos como se estivessem marchando rumo à guerra dos desesperados. Loucos, maníacos, egocêntricos, seguidores do demônio e mesmo os seguidores de cristo. Assassinos, românticos, apaixonados, adúlteros, mentirosos, fiéis, leais, falsos, fantasmas, familiares, mortes. Os vazios substituídos pelo pior e pelo melhor: a eterna antítesa. As artes barrocas, retorcidas e aglomeradas vão se fundindo a uma espécie de arte contemporânea. O desespero em se criar o quadro perfeito.&lt;br /&gt;Todas as políticas públicas reunidas em uma só cabeça. A fome da África e os órfãos da guerra do oriente médio. Tiros e desparos. Negar os símbolos de uma suposta vontade religiosa, pode ser a melhor das armas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-9095619434595724889?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/9095619434595724889/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=9095619434595724889' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/9095619434595724889'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/9095619434595724889'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/04/ao-vazio.html' title='Ao vazio.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-7308495540862225208</id><published>2009-04-06T13:57:00.001-07:00</published><updated>2009-04-06T13:59:26.903-07:00</updated><title type='text'>London calling.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A vontade é a de sentir as coisas, como se fossem feitas para isso. O sabor do cru, do azedo, o doce ardido, a fome e a nicotina. O gosto que se desfaz pela língua, até a garganta. Decoros para um estômago sedento de luz e carne. As formas mais variadas do entender, restos da metafísica e um pouco da herança materna. Aos goles, tudo desce rasgando, sentido cada pedaço do corpo como se ali houvesse uma espécie de tato. Outras formas de desejo. Uma sede por aquilo que poderá vir. A velha ironia do destino. Vida curta, de muitas idas e poucas vindas.&lt;br /&gt; A vontade é sentir tudo como se fosse à primeira vez. A primeira dor do sexo, a primeira vontade de doce, o calor, o primeiro frio de temperaturas baixas, sonos e vontade de rir. O riso forçado. A primeira música. O arrepio do primeiro beijo. O primeiro beijo. Tudo num ritmo desacelerado e menos ordenado do que as equações matemáticas. Na antiguidade, isso poderia ser uma ode, tragicômica e feita para grandes platéias. O curto da vida, o curto do pavio, a fome pela vingança e a perversão. Tudo junto, num dos cantos mais escuros do coração, palpitando e bombeando para o corpo o sangue mais azul que se é possível produzir. Muitos outros dias ainda em estado vegetativo aguardam, sem anseios, pela maestria do destino. É dessa vontade, a falta de amor, nasceram às teorias do menino-que-não-sabia-se-amar. Daqueles olhos quase negros, do cabelo grosso e escuro. Com afinco, podemos afirmar nessa fábula não muito moderna, que o amor incondicional é para poucos. O menino-ainda-em-desalento procura lugares estranhos para se procriar, sabendo racionalmente que ali não encontrará um hospedeiro perfeito. Sua vontade é a de sentir dor pelas mãos do outro. Não saber se amar parece ser o destino do menino-que-não-é-amado. Sua mãe, sem entender as coisas do útero, admite sozinha em suas preces contrárias que ao filho entrega somente o destino do sustento familiar. É a fábula do mundo anti-moderno. Os laços finos do menino, cortados pela vida cruel e pelo mundo construído por desafetos. A vontade ali era de se sentir minimamente amado.&lt;br /&gt; Tudo parece indicar que as histórias, como na própria História, não são cíclicas. Elas se repetem. Elas se dobram e desdobram. No espaço, não parece haver esse tempo para os mortais. Tudo se faz num único momento, o mesmo momento para todos em qualquer lugar e qualquer época. Uma bolha, de tudo, de todos os tempos que se dobra lentamente e com a mesma velocidade estoura por entre tantos astros. Seria apenas uma das formas esquizofrênicas de entender os significantes, ou mesmo estudos semióticos. O significado do espelho, ninguém parece ter entendido.&lt;br /&gt; Aqui, as fábulas jamais foram escritas com base na vida real. A vontade é a de sentir tudo, como se fosse à primeira vez, desde que o passado tenha, enfim, sido enterrado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-7308495540862225208?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/7308495540862225208/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=7308495540862225208' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/7308495540862225208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/7308495540862225208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/04/london-calling.html' title='London calling.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-3015277365520532606</id><published>2009-04-03T07:25:00.001-07:00</published><updated>2009-04-03T07:25:36.989-07:00</updated><title type='text'>A insustentável leveza</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Para se conhecer de tudo, dos mais pequenos detalhes até o monumental sentido de tudo e todos. As lições e velhas histórias, desencontros, perdas, alegrias e tristezas somadas ao constante estado de desapego com tudo. Lá fora, sempre parece estar mais quente e todas as manhãs o sol insiste em tentar ultrapassar as pequenas aberturas da janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que nada se possa fazer, deve-se como uma espécie de trabalho artesão, esquecer de tudo, caminhar por um momento e adiante, abrir um pequeno carderno de páginas brancas e ali, reescrever tudo novamente. Pode ser um start de coisas. Pode ser também uma simples maneira de construir novas versões. O partir não parece, e nem pode parecer, distante como se imagina. É preciso um plano, um sentido e uma infelicidade para que se possa ir adiante. O espírito, tal como conhecemos, disfarçado por tanto tempo, atendendo necessidades frívolas do dia-a-dia, se volta contra as máscaras. Ali, no mesmo canto da sala, ainda há um pequeno rabisco de vontades. O anseio e os desejos insatisfeitos. Porque para ir, é preciso sentir-se infeliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também um certo tom de desajuste é necessário para que se possa imaginar outras possibilidades de viver. Eu penso, e recoloco tudo na mesma medida. E as decisões se somam, e distraído planejo outros caminhos. Que seja a perda de uma profissão e mesmo a distância de tudo que se conheceu. E um dia ainda se poderá rir de situações desesperadoras. Hoje, o melhor é trancar tudo em uma mala e ir. Que seja amanhã ou depois de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro passo é partir.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-3015277365520532606?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/3015277365520532606/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=3015277365520532606' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3015277365520532606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3015277365520532606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/04/insustentavel-leveza.html' title='A insustentável leveza'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-4891169150793179621</id><published>2009-03-18T19:16:00.001-07:00</published><updated>2009-03-18T19:16:47.338-07:00</updated><title type='text'>ao romantismo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Seria a morte, uma das mais prazerosas formas de se cessar o fogo? Aos montes, tudo parece acumular. Vontades diversas, fomes, anseio pelo distante, a escrita mal resolvida. E tudo se vai em palavras, como se esvaziássemos um mundo inteiro em impressões. Meu coração disparando, rasgando o meu corpo, a pele num estado químico diferente. E quando vi, já estava eu escrevendo tudo aquilo, deixando à margem pequenas delicadezas que eu faria na certeza de que pudessem fazê-lo para mim. Tudo, porque sou presa da fraqueza de anos, daquilo que me foi arrancado e jamais voltou. Procuro essas luzes de certezas, de idéias dentro da escuridão. É difícil não saber por onde trafegar tudo aquilo que circula pelas veias. Nas mãos é fácil perder-se. Eu perco o ritmo na sua boca tão selada pelo passar dos anos. Procuro em vão a marca de sol que a aliança deixou no meu dedo. Tento queimar tudo aquilo que é papel. Seria ainda morte do amor menos dolorosa que a morte do amado?&lt;br /&gt;Eu anseio por esse futuro. Distante. Pedras e água salgada. Quando nada mais faz sentido eu retorno para os seus cabelos, circulando meus dedos, fazendo carinhos perversos em sua orelha. Ensino pequenos grunhidos antes de adormecer. Sem notar, já é tarde, bem tarde, quando abro os olhos e ainda posso te ver reluzindo. Na chatice do dia-a-dia, a mesmice daquilo que não passou. Estátua de mármore dizendo doçuras. E tudo perde o sentido. Volta e recomeça do zero. Sem esquemas, geometria ou subjetivismo. Eu perco as palavras e só consigo dizer que te amo. Um medo terrível misturado às sensações do prazer. Aquilo que fica não dito torna-se meta. A vida passa, continua à espreita. Você ainda no reflexo do espelho dizendo adeus com lágrimas nos olhos e eu preso a teus pés. Perdi. Ganhei. Pontos e mais pontos e com eles sobrou apenas o retalho de uma eterna insatisfação. Aquele desespero dando lugar a mania de tentar esquecer. A calmaria do entendimento: aquilo que foi, não volta jamais. E essa pretensão de que tudo vire testemunho bíblico é só a força do hábito que não me permite correr ao florista, pedir meia dúzia de rosas brancas e levar até a sua porta. Seria mesmo a morte consoladora? Sem o romantismo torpe ou mesmo a coisa de Castro Alves. A morte como detentora do renovável, do começo e do fim.&lt;br /&gt;Assim, se passaram cada um dos anos. Uma viagem homerica, na jangada carregada de lembranças, rumo ao desfiladeiro - à beira dos seus olhos. Disso, nasceu longos fios de ciúme, enrolados a um tempo de sabedoria, despeito e carÊncia. Que mais há para se fazer? Do luto à ressurreição. Você ali e eu aqui. Cavando buracos, desenterrando maravilhas de um doce passado. Jamais diremos o contrário. E tudo isso para provar a minha teimosia, a minha falta de desapego por aquilo que se foi. Você, que um dia parou na minha porta e que hoje tornou-se príncipe-romântico dos contos de fada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O que dói não é a morte de quem se ama, mas a morte do amor que se teve um dia.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-4891169150793179621?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/4891169150793179621/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=4891169150793179621' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4891169150793179621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4891169150793179621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/03/ao-romantismo.html' title='ao romantismo.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-4954468833468146511</id><published>2009-03-16T06:36:00.000-07:00</published><updated>2009-03-16T06:37:10.695-07:00</updated><title type='text'>Sombra.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Você sempre achou que nada lá fora fazia sentido. Que os culpados eram todos membros da sua família. E também, ninguém mais sabia como detalhar tantos detalhes sórdidos. Aquela coisa particular da vida de cada um. Eu mesmo nem me lembro mais de contar ou deixar rastros de bicho rastejante sempre que algo novo aparece. Ainda me lembro de muita coisa que se passou. VocÊ achou que a minha memória era curta e que logo eu esqueceria até mesmo o sabor das coisas. Jamais. Nunca tentei encontrar na memória, pedaços de você. O que se foi, foi. Escreva novamente as cartas, sele-as e deixa-as por cima do túmulo da sua sogra. Nada mais tem aquele significado de quando leram a palma da minha mão. Aos poucos, tudo foi mudando. POr vezes rápido, ao contrário de agora que estamos naquele estado vagaroso novamente. Você me pergunta se eu ainda sei o que são aquelas cartas e selos e sempre respondo com um olhar avesso, caído e indiferente. Mas eu mesmo me mascarei de tantas formas, escondi de tantas maneiras e fiz do seu seu jeito, o meu jeito de crescer. Esperando que um dia vocÊ voltasse, Ulysses, eu despertei e afungentei tantos fantasmas que acabei por deixar ruir todo o meu reino. Aqui, sem coroa, sem nada, desmonto pequenas partes do seu corpo e deixo tudo colocado em cima da cama. A sua camiseta vermelha, antiga, de dormir. O seu pente e a sua escova de dentes. Por que vocÊ não me deixa ir? Por que me prende como seu eu fosse teu? Destrui tudo e tentei, caco por caco construir algo a mais. E você viajou para longe. Sem saber, me desesperei. Parei de fumar, cuidei do corpo e fiquei um pouco menos ansioso. Mas você continuou fugindo. Me responda: por que me prende a teus pés? Por que não me deixa ir?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-4954468833468146511?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/4954468833468146511/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=4954468833468146511' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4954468833468146511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4954468833468146511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/03/sombra.html' title='Sombra.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-3289296787156454397</id><published>2009-02-24T22:40:00.001-07:00</published><updated>2009-02-24T22:40:47.667-07:00</updated><title type='text'>Além</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É difícil estabelecer relações.&lt;br /&gt;Seja da ordem que for, as relações devem ter uma espécie de ligação-maior. Algo que vá além do simples hábito, do cotidiano e do experimental.E mesmo as pequenas relações também devem ter aquele caráter passional. Mas de todo modo, é de extrema dificuldade estabelecer essas relações.&lt;br /&gt;Na estante de livros, olho e de súbito percebo que há história ali. O modo como sempre datei os livros que adquiri e mesmo os bilhetes escondidos, anotações de rodapé, orelhas dobradas. Tudo ali dentro daquelas páginas. Uma história de muitos anos. E eu tenho essa relação com meus livros. O prazer de tê-los, o prazer de sentí-los envelhecendo comigo - os anos que se passam e as leituras em cada fase, adquirindo uma vida nova além daquela que está sendo contada dentro dele. Ali também, elaborei trilhas sonoras do jazz ao mais pop, passando pelos clássicos. Lia Tolstói ouvindo as sinfonias russas. Deixei todas essas histórias em estantes fora de ordem, empilhados e envelhecidos.&lt;br /&gt;É dificl estabelecer relações. Com os livros é uma ligação-maior. vou além daquilo que conheço. E talvez, seja a única relação que nunca se vai. Não há cortes, desavenças. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É a única que sempre ficou. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-3289296787156454397?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/3289296787156454397/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=3289296787156454397' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3289296787156454397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3289296787156454397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/02/alem.html' title='Além'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-6662061080352023939</id><published>2009-02-14T05:52:00.000-07:00</published><updated>2009-02-14T05:53:39.888-07:00</updated><title type='text'>Cartola.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;É difícil acreditar em mágica. Seja no circo, seja em praça pública, o festival todo sempre parece truque para criança. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os coelhos saem de cartolas, mulher cerrada ao meio e, claro, aquele velho truque de tirar a moeda por trás da orelha. É difícil acreditar em mágica. Talvez tenham que adotar, ou resgatar, aquele velho olhar de criança ingênua. Aí, a mágica passa a existir. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É difícil acreditar em mágica, mas parece que o truque nos persegue. E como seria bom se a vida pudesse acontecer num passe de mágica. Como se seria se realmente o coelho estivesse dentro da cartola e, melhor ainda, se a moeda estivesse de fato atrás da orelha. As crianças acreditam. São capazes de trair a mais pura razão em troca de puros momentos de magia.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É difícil acreditar em magia. A magia de cores que se fundem formando uma nova cor, a magia de se criar maravilhas da arquitetura. A magia também tem os seus significados para o público descrente. Mesmo que científicos, um arco-íris só é bonito se acreditarmos na magia de vê-lo no céu depois da chuva. São as evidências menos temporais que nos fazem, pelo menos, uma vez na vida dizer: mágico.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mesmo que seja difícil acreditar em magia.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-6662061080352023939?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/6662061080352023939/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=6662061080352023939' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6662061080352023939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6662061080352023939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/02/cartola.html' title='Cartola.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-2676331049405262713</id><published>2009-02-03T16:52:00.001-07:00</published><updated>2009-02-03T16:52:53.532-07:00</updated><title type='text'>Testemunha</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Eu trago heranças comigo. Trago formas distintas de traumas, paganismos e aversões. O que me foi dado, aquilo que se transformou e que fez de tudo uma grande dilema moral, agora é a base para essa construção mal progetada. As pinturas na parede, as cartas seladas, a gaveta cheia de poeira e vontades.&lt;br /&gt;Eu trago um pouco de tudo. Dos estudos de filosofia, a psiquiatria auto-didata, as críticas literárias, estudos Woolfianos e lingüísticos. Falo e penso em Shopenhauer, Nietzsche e Deleuze. Acendo cigarros com os dias contados e ainda penso em como será quando eu estiver de cabelos brancos. As perspectivas do mundo, parecem, sempre um mundo distante. Vou devagar. Lendo mensagens no metrô, procurando espaços em locais fechados, abrindo o guarda-chuva e esperando o dia passar. Essa pouca esperança de encontrar ao fim de cada caminhada outros pés que não sejam os meus. Da perfeição já me bastam os Magrittes e as fotografias de Eggleston. Aqui ao lado não espero mais do que um singelo e elegante sorriso. As formas invariáveis e o mesmo jeito de entender tudo e todos os mesmo tempo.&lt;br /&gt;Eu trago essa herança. Tudo acontece como se estivéssemos presos por um fino fio de seda. Por vezes colorido, ele parece nunca romper. Ali e aqui, vou procurando espaços na estante e empilhando livros.&lt;br /&gt;Mas a herança mesmo, chega nos lugares mais inusitados. Um certo padrão de sorrir. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-2676331049405262713?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/2676331049405262713/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=2676331049405262713' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2676331049405262713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2676331049405262713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/02/testemunha.html' title='Testemunha'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-8608737832510729283</id><published>2009-02-02T17:31:00.001-07:00</published><updated>2009-02-02T17:31:56.870-07:00</updated><title type='text'>Versão Verão.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Aquela doçura, como criança ou como doce, vem e volta. Em céus azuis, laranjas, verdes e cinzas. No anúncio de uma palavra e mesmo no sibilar das entrelinhas. Dessa intimidade, vem a nascente borbulhar pequenas gotas de um novo sabor. Dizem, mesmo que enganados, que tenho o dom da palavra. Com ela, já cortei laços, já fiz dos meus corações pequenos mundos. Já arruinei minha filosofia, abandonei vícios de longa vida. Mas ainda, sinto tudo num pequeno mal estar. Em viver, o clichê, de se entender cotidianos pequeninos quando há tanto lá fora pra se ver. Quando criança tinha sonhos. Sonhava em ter uma cama voadora. Passava horas imaginando como seria ir para os lugares mais inóspitos com essa cama-mágica. Ir aos confins do mundo. Deitar com jacarés ou mesmo meditar ao lado de leões e ursos polares. Tudo porque ali eu estaria seguro, seguro do mundo, de mim, dos outros, da mesmice ou de tentar entender como é que as coisas funcionam. Essa doçura de inventar bobagens, é isso que falta cada vez que dou um passo. Nas confusões, nas noitadas de sábado, no calor das segundas ou na frustração de sextas-feiras. Tudo querendo fugir, escapar para longe. Na cama-mágica, no quarto ou na casa repartida. Se tudo isso fosse um baralho, eu certamente tiraria o coringa.&lt;br /&gt;Risos à parte.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-8608737832510729283?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/8608737832510729283/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=8608737832510729283' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/8608737832510729283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/8608737832510729283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/02/versao-verao.html' title='Versão Verão.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-618261423250588402</id><published>2009-01-26T09:03:00.000-07:00</published><updated>2009-01-26T09:04:10.310-07:00</updated><title type='text'>For the latest</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não se pode tudo. Curvar-se às entrelinhas tão dificilmente descritas no destino. Os antigos textos acompanhados de maledicências e críticas. Não se pode tudo. Dia-a-dia, os pormenores parecem juntar-se numa onda gigante de idéias alheias. O quanto é difícil erguer, do tijolo, uma grande torre. Talvez seja tudo terrivelmente inesperado. As surpresas de bolo, de laço e cor-de-rosa. E quando se pode pensar em tamanho, quantidade e tudo aquilo que é preciso para fazer da vida uma vontade a mais.Sem poder, sem poder mais do que aquilo que se espera, vou divagando, soltando palavras em faíscas, como se tudo fosse apenas uma lasca do meu corpo. E faço disso tudo, uma for física. Os dias deprimidos, sem que haja um motivo, mas pelo simples fato de eu poder fechar-me dentro daquele antigo quarto.&lt;br /&gt;Não se pode tudo. Na força, na força que damos ao braços, restam às pernas poder carregar o peso. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-618261423250588402?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/618261423250588402/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=618261423250588402' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/618261423250588402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/618261423250588402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/01/for-latest.html' title='For the latest'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-4908574093289423056</id><published>2009-01-16T12:54:00.001-07:00</published><updated>2009-01-16T12:54:40.025-07:00</updated><title type='text'>Abra los ojos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há muito tempo venho dizendo meu sonhos por ai. As palavras soltas, repletas daquela perenidade das idades iluminadas. Venho dizendo dos sonhos. Vozes elevadas e tudo o que se passou. É difícil se desprender do passado. É como os os dias quentes que vêm acompanhados das sombras nas ruas. E falar dos sonhos e projetar fora da cela. Dizer de tudo um pouco. Procurar verdades nos lugares mais inusitados. Das pessoas, permito enxergar o melhor, mas sempre acabo por ver o pior.&lt;br /&gt;E saio ainda com passo saudadoso de tudo. Da minha mãe e de como eu não tive tempo de dizer o quanto eu amava ela. Dos rancores e das brigas com meu pai. Mas ainda pude consertar outros vasos quebrados. À minha família, digo ao meu irmão que ele é parte de mim; à  minha sobrinha, deixo a barriga ser mordida pelos dentinhos frágeis, deixo ela passar gel e prender o pente no seu cabelo fino e até mesmo simulo mergulhos na praia só para vê-la sorrir. E ainda acho tempo para dar conselhos alheios, por pura diversão. E aos poucos o passado vai se esgotando. É um processo de cura, eu diria. As vontades de criança carente e o pirulito quebrado.&lt;br /&gt;Eu penso nas diversas formas de se viver bem. Escolho as pessoas certas, os filmes, livros e programas de televisão. As vezes, tenho saudade. Saudade de poder dormir e não ter hora para acordar. Mas sempre que eu termino um trabalho, me sinto melhor do que se estivesse dormindo.&lt;br /&gt;Eu falo muito de sonhos. Eu só queria mesmo agora, era poder não sonhar.&lt;br /&gt;Queria só poder ser.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-4908574093289423056?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/4908574093289423056/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=4908574093289423056' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4908574093289423056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4908574093289423056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/01/abra-los-ojos.html' title='Abra los ojos'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-6341941704018404378</id><published>2009-01-13T09:08:00.001-07:00</published><updated>2009-01-13T09:10:23.517-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não pela recorrência de fatos ou inverdades. Conselho num é coisa boa a se dar, qui ça receber. Toda a amargura, advinda dos lugares mais familiares, sem beijo na boca, ou carta selada. Quem disse que eu não tenho o direito ao recolhimento? Dos pesares sabe-se pouco. Não preciso de motivo verossímel para ser categórico ou pragmático. E convenhamos: pouco importa se eu sou de fácil acesso ou não.&lt;br /&gt;Ninguém aprende sozinho. Ninguém sabe lá como os discursos possuem efeitos colaterais perigosos. E seria, deveras, fácil dizer que as intenções eram somente da boa vontade. Na forma como se cria a casca da cicatriz, só o machucado sabe como foi ferido. E as questões acumuladas, pressionadas, começam a escorrer para dentro das veias. É sangue em excesso pulsando o dissabor de um adeus. Quem disse que o inferno está cheio de boa vontade? Resta a dúvida. Resta o crescimento. Eu, tento parecer um pouco menos professoral. Devo dizer apenas que cuidar daquilo que me interessa é a prioridade. É, por que não, bíblico e tão experimental quanto temas atuais. O que pra mim nunca foi motivo de sabedoria, o relativismo foi e continua sendo a maior besteira do mundo, sem esquecer do fracasso do humanismo.&lt;br /&gt;Sem delongas, não sobrou mais espaço. Não pela recorrência de fatos ou inverdades, mas porque as leis da física são maiores do que as minhas.&lt;br /&gt;Se tiverem que existir dois corpos, no mesmo espaço, pelo menos um terá que sair.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Antes tarde do que nunca. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que seja eu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-6341941704018404378?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/6341941704018404378/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=6341941704018404378' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6341941704018404378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6341941704018404378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/01/no-pela-recorrncia-de-fatos-ou.html' title=''/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-1921011028953932941</id><published>2009-01-07T09:00:00.001-07:00</published><updated>2009-01-07T09:00:45.183-07:00</updated><title type='text'>Sobre</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A gente sempre imagina tudo do avesso. Contradições, experiências, vontades, ilusões, alegrias. Tudo ao contrário e nada de frente. Imaginamos como um dia poderá ser o futuro e até mesmo o presente. Os passados são desfeitos com orações e súplicas. E nada, nada, tem o mesmo efeito.&lt;br /&gt;Imaginamos que o oceano possa ser infinito. Imaginamos como seria passar férias na Groelândia. Imaginamos que carne de baleia deve, no mínimo, ser gordurosa. Imaginamos como seriam os nossos filhos.Imaginamos se aqueles que se foram primeiro, chegaram enfim ao tal paraíso.Imaginamos que seria a sensação de matar alguém.Imaginamos como seria o primeiro beijo.Imaginamos como seria a vida em outra época.Imaginamos como seria ser loiro, ruivo, ter olhos verdes ou azuis. Imaginamos que a nossa vida é um filme. Imaginamos que os amigos próximos iriam nos respeitar.Imaginamos que os amigos seria fiéis e que teriam caráter.Imaginamos como seria acordar sem preocupações.&lt;br /&gt;A gente sempre imagina tudo do avesso. Como se fosse mágia, truque para criança. Na realidade, tudo é diferente. Aquelas pessoas que você mais acha que conhece, no fundo, são aquelas que vão te empurrar pelo abismo. Mundo afora, há que se ter cuidado. Isso poderia ser conselho para um possível filho. Nunca se esqueça. Confie sempre naquele que não sorri muito.&lt;br /&gt;Alguns dizem, o sorriso do diabo é dos mais sedutores.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-1921011028953932941?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/1921011028953932941/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=1921011028953932941' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/1921011028953932941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/1921011028953932941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/01/sobre.html' title='Sobre'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-2824598205247029883</id><published>2009-01-03T07:00:00.002-07:00</published><updated>2009-01-03T07:10:21.427-07:00</updated><title type='text'>As festas.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sono. Sono leve, sono pesado. Festas. Mesa, toalha, copo, pratos e talheres. Estouro de garrafa. Vela, reza, ceia. Mais um natal. Olhos azuis. Criança. Presente, faz-de-conta. Um, dois, três tiros. Estouro de latinha. Mais. Sempre mais. Música, dança. Amanhecer. Chuva forte, respingos, confinamentos e filmes. Irmão, cunhada, sobrinha. Amigas. Grandes amigas. Amor de família. Praia, mar, céu nublado. Encontro. Encontro armado. Mais olhos azuis. Pele clara. Conversa boba. Verdades. Mentiras. Beijo na boca. Beijo molhado. Beijo de suor e carinhoso. Forte. Beijo no peito, na barriga, no canto da boca. Sorvete na praia. Cinco da tarde. Passeio na areia molhada. Sol. Sol forte. Sol latente. Encontro na praia. Cerveja. Conversa íntima. Noites azuis. Noites brancas. Lua nova. Círculos vermelhos. Tudo vira poesia. Mais beijo na boca, cerveja, tiro, fome, beijo, cama, beijo, dedos no cabelo, cabeça deitada no peito. Mesa arrumada. Forno ligado, fome, sede, champanhe, cerveja. Vela. Mesa desarrumada. Roupa branca. Fogos. Muitos fogos. Felicidades e trocas de carinho. Real. Imaturo. Sem máscaras. Tolo e alegre. Beijo no canto. Beijo explícito. Palminhas de criança feliz. Palminhas. Sorrisinhos. Vontades. Ali. O encontro do mar com a areia. Nunca acaba. Começa, recomeça. Zero a zero. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Família. Amigos. Festas. Encontros. Ali. Inesquecível.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-2824598205247029883?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/2824598205247029883/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=2824598205247029883' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2824598205247029883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2824598205247029883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2009/01/as-festas.html' title='As festas.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-5712395691082058621</id><published>2008-12-31T16:05:00.003-07:00</published><updated>2008-12-31T16:10:04.727-07:00</updated><title type='text'>Sobre todas as coisas.</title><content type='html'>Num simples e singelo piscar de olhos, tudo pode mudar. As ondas num vaivém constante. As formas variadas de covardia. Aquela velha mania de sentir-se imaturo para tudo, até para um simples e-mail. Às vezes, as dores vêm de lugares que desconhecemos, são atingidas pelas mais simples coisas da vida e podemos até ver além de um simples sentimento. Mas ainda têm aqueles que não sabem o que fazer com o coração. Não sabem reagir diante de tamanha necessidade. Outras vezes, a vida faz um curso diferente daquilo que esperávamos. É tal velocidade do giro. Tudo, rápido demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje é o último dia do ano. O dia em que fazemos promessas, guardamos cartas, fazemos melhorias físicas e espirituais. Amanhã, o mar leva tudo embora. Os barquinhos, as velas, as cartas, oferendas, sentimentos e longos vazios daqueles que nada desejaram. Aqui, desejo isso mesmo! Cada dia um pouco mais de verossimilhança e sem passar desapercebido. No próximo ano, espero ainda muito daquilo que ofereço. Mas as certezas são maiores que as velas ou as chamas e fogos de artifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã, um outro dia. Comum. Ordinário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma pitada de mudança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-5712395691082058621?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/5712395691082058621/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=5712395691082058621' title='38 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/5712395691082058621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/5712395691082058621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/12/sobre-todas-as-coisas.html' title='Sobre todas as coisas.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>38</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-4495918600558573462</id><published>2008-12-22T09:20:00.000-07:00</published><updated>2008-12-22T09:21:26.623-07:00</updated><title type='text'>Madonna</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uns não se interessam. Outros, a lei do menor esforço prevalece sempre. A indiferença de alguns pode, por vezes, machucar. As questões são irrelevantes. Se preferem a angústia ou mesmo a amargura de ver o oposto de tudo, pouco importa. Nada se equivale ao saboroso caminho de se sentir livre. Começar o ano, talvez, com um pouco mais de força. Mas são vários os porquês de dois dias em que tudo ficou em câmera lenta.&lt;br /&gt;Riscar da lista do que fazer antes de morrer, eu risquei. Marcar o quanto meus amigos são importantes é só um reforço. Pular no refrão bordeline, segurar minha mão ouvindo ray of light ou simplesmente me dar espaço para o espanto da realização de um sonho. Tudo somado a, sim, realizar mais do que um sonho, mas deixar marcado nos lados mais reluzentes da memória um espetáculo, um sentimento mútuo, luzes, câmeras, som, batidas e o cabelo loiro. O rosto, bem perto, e a simpatia estelar. Nada se soma aqui. Às indiferenças, ou mesmo o desdém ficam marginais, sempre. Para quem preferiu a amargura ou a angústia de economizar na felicidade. E saíram todos gritando. Give it to me, dançando like a prayer ou mesmo no despeito ensaiando um shes not me em casa. Da chuva ao céu se abrindo rapidamente. Por trás, um filete de sol bem humorado e quente. Tudo se transformou. Dois dias em que o clima foi traído, os relógios ficaram sem ponteiros e os pés, os pés deixaram-se vencer e agitaram o corpo todo.&lt;br /&gt;Aos que não se interessaram, restam as notícias online. Aos que preferiram a lei do menor esforço, cabe agora a boa inveja. A indiferença...bom, a indiferença é só mimo. No fundo, todo mundo se importa.&lt;br /&gt;Já eu, termino o ano com a sensação mais plena que eu poderia ter. E não canso de repetir&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;and i feel, like i just got home&lt;/em&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-4495918600558573462?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/4495918600558573462/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=4495918600558573462' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4495918600558573462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4495918600558573462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/12/madonna.html' title='Madonna'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-3082084564612473321</id><published>2008-12-17T11:31:00.001-07:00</published><updated>2008-12-17T11:31:24.085-07:00</updated><title type='text'>Público</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ninguém mencionou mais o mesmo assunto. No final do ano, sempre as mesma posturas. Rememorar o passado e trazer ao presente diferentes maneiras de se apresentar ao novo ano. Oferendas, restos de velas, cadernos, incensos, fogueiras, anéis, fotografias, lembretes e cartões. As rosas estranhas e aqueles vasos antigos. O mesmo livro de cabeceira. Perdas, ganhos, fatos e eventos que mudaram, foram mudando até o ponto cedo dos olhos. Ninguém muda por acaso. As retrospectivas que nos lembram cada fato. Entregar rosas, prender o cabelo ou mesmo um novo corte. Em dois ou três anos em que tudo passou num piscar de olhos. As novas maneiras de se entender o mundo, de dançar ou até mesmo de ouvir uma música.&lt;br /&gt;O ano que começa com aquela sensação de começar novamente. Não começa. Não termina. Os calendários mudam as datas, os dias e assim vamos reprogramando o cotidiano ordinário em cada vírgula. Perder namorado, mãe, carro, dinheiro, emprego, livros, discos e ganhar tudo de novo, namorado, apartamento, dinheiro, emprego, livros e discos. Ganhar uma porção de noites mal dormidas, bem vividas, noites de insônia, doenças, cáries nos dentes, gripes, unhas roídas, tênis rasgados e perder tudo de novo. Seja aos poucos ou de uma vez só. Ganhar presentes, sorrisos, perder um dente, uma vontade, viajar, deixar para trás, trepar, beijar, suar e dormir. Dentro da jaula, ninguém vê o tempo passar. Ontem e hoje. Resumindo os meses, os anos e um pedacinho da vida.&lt;br /&gt;Ir atrás, sempre atrás de um novo começo. Aquele assunto, de certo, ficou para trás. Seja calendário ou uma data apenas; fogos de artifício ou oferendas, eu mesmo, nunca mais toquei naquele assunto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-3082084564612473321?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/3082084564612473321/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=3082084564612473321' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3082084564612473321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3082084564612473321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/12/pblico.html' title='Público'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-5522217582210676886</id><published>2008-12-10T05:36:00.001-07:00</published><updated>2008-12-10T05:36:36.454-07:00</updated><title type='text'>O Coelho da Cartola.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Ninguém poderia advinhar. Nem sempre, o que se vê na luz é reflexo ou sombra de si mesmo. Se por instantes tudo parecer estranhamente sem forma, cor ou rima, é porque do Vazio nada se pode enxergar. Aquelas pequenas monstruosidades, ou com o mesmo virtuosismo de sempre, ninguém pode negar a dor de um tapa na cara. As vertigens adolescentes, os galopes pesados e o corpo frágil pedindo arrego. Os braços cansados de tamanha batalha, bolhas no pé e o pulmão já sem saber o que fazer. Desse estado, dessa litúrgia, nada sobrou. Apenas a vontade de um dia melhor, ou que se possa acordar com o cérebro descansado.&lt;br /&gt;Dias corridos, noites de sono pesado. O corpo doente. O corpo pedindo atenção à saúde. Ninguém poderia advinhar que tamanha monstruosidade teria efeitos colaterais tão profundos. Da enganação, do desespero, do sexo e de tudo mal construído nas bases das falsas intenções.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-5522217582210676886?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/5522217582210676886/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=5522217582210676886' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/5522217582210676886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/5522217582210676886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/12/o-coelho-da-cartola.html' title='O Coelho da Cartola.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-2829776393524340043</id><published>2008-12-09T06:21:00.000-07:00</published><updated>2008-12-09T06:22:05.030-07:00</updated><title type='text'>Schopenhauer.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As atualizações de um sentido outro. Seria sentimento, pura explosão do corpo em pequenos astros reluzentes. A decadência das luzes, do material e do espiritual. Aquilo que enxergamos, já morto há milhares de anos. Nem estrelas, lua, ou mesmo anéis e bambolês. Não adianta olhar para cima. Gigantes, enormes pegadas e aquele peso quase desumano. O mundo nas costas.&lt;br /&gt;Esse mesmo sentido outro, as coisas fora do lugar e sendo postas num canto, o canto direito do olho esquerdo, tapando e impedindo que a lágrima se deixe livre para escorrer sobre a face. Seria mesmo uma espécie de raiva. O mundo, a representação daquilo que se é enquanto matéria mal-formada. Da moral e até mesmo da Ética, pouco se pôde aprender. Das razões do espírito, leve ou fugaz, carregar a cruz seria melhor do que as mil chicotadas. Ele, sentido de toda construção, Ele mesmo a quem adcionamos letra maiúscula, nada pode fazer. As vontades e os sentidos. É o final do ano, as famílias reunidas, a vontade de querer reparar os vasos estilhaçados. Nem mesmos nos transfiguramos e já estamos pensando em pequenas oferendas aos deusas da antiguidade. Aqui, só a explosão de uma nova era. A era dos falcões, das águias voadoras que percorrem velozmente todos os estados da alma, pousando por fim naquela única ferida que não cicatrizou. As crianças abusando da boa vontade, experimentando brincadeiras e perversões. Restou somente a idéia do antigo menifesto dos laços eternos: rompê-los, todos, em um único e brutal movimento.&lt;br /&gt;As atualizações do sentido. De pedra em pedra, pó em pó, choro em choro, resta a aversão do mundo. A representação do espelho. Cassandra sussurrando ao ouvido: largue-te! teu vôo alcançou outros ares.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abdicar ao mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-2829776393524340043?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/2829776393524340043/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=2829776393524340043' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2829776393524340043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2829776393524340043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/12/schopenhauer.html' title='Schopenhauer.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-9009405274821621322</id><published>2008-12-08T11:01:00.001-07:00</published><updated>2008-12-08T11:01:44.945-07:00</updated><title type='text'>Pequenos.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Foi preciso muito tempo. Os agudos conselhos e a intermitente vontade de mover-se, daqui, dali e de todos os lugares. É preciso mais do que isso. Do espírito, da fé e de todo o resto que nos foi ensinado desde o berço. Ainda é preciso entender a maldade, a perversão das crianças assustadas que, levianas, passam a destruir com os dentes qualquer presa que se torne fácil. O calor movendo-se contra as nuvens-de-sombra. Ontem e hoje fervendo pelo insistente vapor dos banhos e curativos. Cicatrizar é um processo deveras doloroso. Mais doloroso, é a busca por aquilo que não somos; pelo inexistente, ou pelo vazio do Nada. Como diria Nietzsche, “À medida que buscamos as origens, vamos nos tornando caranguejos. O historiador olha para trás; até que finalmente também acredita para trás.”&lt;br /&gt;É preciso tempo. Acalento. Infusões. Sentimentos amargos. Dor, agústia e alegria. Deixar o peixe apodrecer. Renegar à existência de qualquer espécie de fé ou ligação com o mundo material-espiritual. Abdicar à Ele, a Deus, abdicar à carne, ao corpo, ao espírito como forma de condução dos pés na brasa. É preciso tanto esforço. Ler demais, devorar cada palavra e cada vírgula de um texto, sem pé nem cabeça. Para entender o mundo, basta a fome pelo confinamento de grades. Entender esse raciocínio fraco, insosso e perverso.&lt;br /&gt;Foi preciso muito tempo. Descobrir o mundo tal como ele é, em essência e representação. Do todo, a menor partícula. Da lágrima ao mais puro sorriso. Ainda é preciso mais tempo. Descobrir do mundo, os abusos, a solidão dos astros e Estrelas. Entender as crianças perversas, saborosas criaturas do desespero humanístico. Isso soa um tanto desafiador.&lt;br /&gt;Por isso. É preciso mais tempo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-9009405274821621322?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/9009405274821621322/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=9009405274821621322' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/9009405274821621322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/9009405274821621322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/12/pequenos.html' title='Pequenos.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-4595620467906821841</id><published>2008-12-01T07:03:00.001-07:00</published><updated>2008-12-01T07:04:37.553-07:00</updated><title type='text'>Charles Dickens</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando adolescente, tive contato com grandes clássicos da literatura. Por influência do meu padrasto, inicie-me na leitura de grandes nomes como Alencar, Machado e Monteiro Lobato. Posteriormente, da amizade com a uma senhora linda e simpática, dona de um sebo de livros no Itaim, meu espólio de leitura aumentou. Passei a ler, por indicação, Nobokov, Jane Austen, Laclos, Eça de Queiroz (que segundo ela sabia descrever o sabor das tradicionais comidas portuguesas como nenhum outro autor). Desses encontros, ganhei em um natal um livro volumoso, antigo e com cheiro de passadas de mão chamado Grandes Esperanças. O autor, Charles Dickens, um dos maiores nomes da literatura inglesa e atormentado pelas memórias da infância triste, pobre e mal-resolvida, causou-me um impacto maior do que eu poderia supor anos mais tarde. Dickens certa vez disse "it was the best of times and the worst of times (...)". Referindo-se a incapacidade dos homens em conciliar o Bem e o Mal no cotidiano. Anos e anos mais tarde, Freud completou em uma entrevista, ao ser questionado sobre o que seria uma pessoa normal, dizendo que uma pessoa normal é aquela que consegue conciliar o amor e o trabalho. Esse equilíbrio do viver responsável (racional) e do viver lúdico (passional). Essa pessoa que entende que o equilíbrio da vida deve pesar as neuroses da ética e da moral com os impulsos sexuais. Daí, nasce a incapacidade do homem contemporâneo em atingir um certo estado de felicidade, não plena, e tão pouco momentânea. Dickens, estava certo. Hoje, são os dias somados, subtraídos e multiplicados por milhões de afazeres chatos à alma, essenciais ao viver e ainda assim, cansativos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esses dias ensolarados que ao entardecer trovejam, relampeiam, jorram fortes lascas de chuva grossa e gelada. Nada tão incomum quanto isso. Ainda, temos as variedades do cotidiano: arrumar um namorado, estudar, trabalhar e todos os outros pormenores dos dias que somados, formam um grande círculo de mediocridade, sentimentalismo e castração. E isso não pode ser somente uma fixação da infância, como no caso das fases freudianas mal resolvidas. Roer a unha pode ser um sintoma de nervosismo, puro e simplesmente. E tudo isso se somando ao final de semana, ainda pode dar um resultado, talvez, delicioso. O descanso, os atos típicos do cansaço. Dessa delícia, nos fazemos. Os anos passam, as horas cada vez mais apertadas, os cabelos envelhecendo, a pele do rosto se contraíndo, as mãos com calos incuráveis. Uns chamam de envelhecer. Outros, recusam as linhas de um tempo que jamais voltará, mas que deixou as marcas para os espelhos, lembrando sempre o quanto se passou, de bom, de ruim, dos tempos de infância e banhos de mangueira no verão. São as linhas da saudade e concomitante ao Eterno Retorno - essa aproximação, cada vez mais veloz ao ancestral, ao espírito e ao pó. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Hoje, sinto saudade. Houve um tempo em que minha única preocupação era nunca ter lido Goethe. Mal sabia, lá atrás, que um dia, isso seria saudade e não conhecimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-4595620467906821841?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/4595620467906821841/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=4595620467906821841' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4595620467906821841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4595620467906821841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/12/charles-dickens.html' title='Charles Dickens'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-794829071991888547</id><published>2008-11-28T09:26:00.000-07:00</published><updated>2008-11-28T09:27:06.584-07:00</updated><title type='text'>Bem-vindo.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As palavras vão costumeiramente circulando todos os fatos. Do passado ao presente, falo demasiadamente sobre os eventos que me alfinetaram nesses dois anos. As causas perdidas, a fome de morte e uma certa vontade de explorar o mundo como representação do meu próprio espírito. E os leitores, por vezes tão vagos, me visitam intimamente na procura de um saber ou de um entender de vozes, cantos, mitos e poesias que construam um pouco e desconstrua muito do que eu sou. Não há mistério algum. Se a palavra comum não fosse curta, ou pouco expressiva, poderia, eu mesmo, usá-la ao meu favor. Nem procuro mais entender o porquê de tudo. O melhor é sentar. Hoje me deu vontade de ler Barthes. Há tempos não abro nenhum dos seus livros empoeirados na minha estante. E tudo isso, as palavras que escapam da minha boca, voam pelo profundo e desértico mundo das coisas mortas. Falar do passado é dar sentido ao presente. As paixões cada vez mais distantes e cindidas, vou em busca de muita mudança, cores para pintar parede, decoração expressiva e um lindo sofá. Queria mesmo objetos de famosos e renomados artistas do design moderno. E imagino se pinto as janelas de verde-escuro com as bordas brancas ou tudo branco mesmo.&lt;br /&gt;Sempre esperei o dia em que o mundo fosse girar, sem que eu percebesse, pois as surpresas me agradam. Minha fome em dizer ainda ficou presa na garganta, como um nó que me fizeram à la marinheiro. Eu poderia nesse exato momento correr até a porta do seu trabalho dizendo certezas do futuro para dois. Preparar buquês românticos de rosas vermelhas. Acontece que o romantismo ainda está com lugar ocupado. Levarei cravos. Ainda assim, estou à procura de um vaso grande para o corredor. Luminárias para a cozinha e um monte de outras coisas pequeninas que farão minha vida um pouco mais colorida. Digamos que tem espaço, só é necessário um passageiro. Amanhã, quero flores na minha porta e um lindo cartão:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Sem bem-vindo!"&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-794829071991888547?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/794829071991888547/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=794829071991888547' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/794829071991888547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/794829071991888547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/11/bem-vindo.html' title='Bem-vindo.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-2894455650836605934</id><published>2008-11-22T12:25:00.003-07:00</published><updated>2008-11-22T12:34:52.286-07:00</updated><title type='text'>Os nove passos do sucesso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu não espero. Não tem mais aquele valor fatídico e virtuoso de conseguir caminhar lentamente. Eu não espero. O seu telefone, súbito, melancólico e cheio de segundas intenções. E trocamos tudo pelas mensagens de sms do celular. Eu não espero. E quando naquela tela pequena nos encontramos, eu pareço ainda pular, como uma criança. Eu não espero, mas meu coração saltita, dá pulos e volta para a realidade sofrida na qual criamos um espaço único e raro, repleto de linha pintadas de amarelo que não podemos cruzar jamais. Essa saudade surda que nos faz largar o mundo e correr para a linha do telefone e para as nossas vozes já silenciadas por tantas mudanças. Eu não espero. Sento e ouço repetidas vezes o mesmo alô e o mesmo beijo, tchau. E ainda depois de tanto tempo revivido, ainda pensamos que ao final um dos dois dirá eu te amo e o outro responderá ansioso e morto de vontade, eu também. No começo de cada dia, vem aquele pensamento inquientate e pungente de hoje será o dia. E esse dia nunca vem. Eu não espero. Flores na campanhia, cartas seladas com perfume Yves Saint Laurent. A medida que tudo passa, as nuvens se aglomeram e o calor cessa, fica aquela interrogação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não espero. Pelo o quê ou por onde, eu sento e descanso os ombros em cima do corpo. Quem sabe o que esperam os dois, cada um de um lado da linha. Eu não espero você, mas os sonhos me traem e você quieto, desliga o telefone.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não espero, mas eu sempre ouço a sua voz e você a minha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-2894455650836605934?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/2894455650836605934/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=2894455650836605934' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2894455650836605934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2894455650836605934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/11/os-nove-passos-do-sucesso.html' title='Os nove passos do sucesso'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-7945470101068589618</id><published>2008-11-18T11:29:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T11:30:08.685-07:00</updated><title type='text'>Olha pra cima.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tudo aquilo que flutua. Sobre a cidade já repleta de luzes coloridas, enfeites cintilantes e árvores com as pontas brancas, imitando a neve que nunca caiu. O Céu coberto de nuvens cinzas e os dias caminhando entre gotas de chuva e ventos aleatórios. O cenário de um dias e dias flutuando paisagens, idéias e uma certa leveza preocupante. Nada mudou desde o verão passado. Até mesmos os enfeites de natal são os mesmos. Ninguém espera mais beijos antecipados ou romances novelísticos. Por vezes, mil vezes, esperei um acontecimento gigante, com novos intrutores de renas animadas e gorros vermelhos. E tudo aquilo que era sólido, hoje flutua no imenso paraíso das causas perdidas.Ali, naquele pequeno espaço, príncipes, rainhas, desertos e vastos oceanos confundem-se com a idéia de que o inconsciente foi desenhado para nunca parecer mais do que ele é.&lt;br /&gt;Infinitos. Distantes. Incapazes. Tudo tão efêmero. Os laços cada vez mais tênues e soltos. O nó desamarrado. O tênis gasto. São apenas cenas da vida. Do cotidiano maravilhado com a possibilidade dos sonhos em carregar para longe, todas as vidas de um único dia. Se construir em torno do que somos. Nada mais atormentado do que essa idéia. São como pesados elefantes prestes a invadir a sala e derrubar o único copo de cristal que sobrou em cima do móvel gasto.&lt;br /&gt;Tudo aquilo que flutua, feito a neve que não existe aqui. A neve que não vai cair. Mas esperamos, olhando para cima. Já é quase natal. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Num adianta olhar pra cima.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-7945470101068589618?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/7945470101068589618/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=7945470101068589618' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/7945470101068589618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/7945470101068589618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/11/olha-pra-cima.html' title='Olha pra cima.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-3777183928922766992</id><published>2008-11-14T06:48:00.000-07:00</published><updated>2008-11-14T06:49:31.135-07:00</updated><title type='text'>Algo no ar.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;As razões, dentro de pequenas bolhas. Sabão. Uma fina camada translúcida. Meio colorida. Uma bolha de sabão. As verdades e as  mentiras. Coloridas. Frágeis para o vento. Leves como o próprio ar. Do canudo, ao vazio. As razões e os atos. Voando alto. Já perdendo força. As ligas do sabão rompendo-se. Logo, uma fenda aberta. Vontades e realidades. Desce. Pequena. Sem força. Só a bolha. Aquilo que se deseja. A transparência da água. Incolor. Sentimentos e paixões. Estoura. Do ar, caem os respingos. Gotículas espalhadas pelo chão. Foi uma bolha. Colorida. Sem sentimento. Paixão. Espalhada na calçada. Foi um dia. Pelo canudinho. Um sentimento. Tesão. No ar, o resto de um dia. Os rasgos da vida cotidiana. &lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A bolha e o sabão.&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-3777183928922766992?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/3777183928922766992/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=3777183928922766992' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3777183928922766992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3777183928922766992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/11/algo-no-ar.html' title='Algo no ar.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-8218477992564494273</id><published>2008-11-12T13:23:00.002-07:00</published><updated>2008-11-12T13:27:29.085-07:00</updated><title type='text'>Walking down the street</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Adoramos um sonho impossível. Adoramos aquela sensação de que possa existir algo que desconhecemos, esperando na esquina. Todas as idéias deliciosamente perversas. É disso que somos feitos. Até a mais cínica das mulheres sonha encontrar um homem que a faça feliz e até o mais desencatado homem anseia pela mulher que o transformará. Estamos numa busca constante pelo impossível. Ela sempre nos dá a sensação de que, mesmo sem, estamos à espera daquilo que nos preencherá. Lendas urbanas. Aqueles sonhos repletos de travesseiros, músicas românticas, noites e mais noites de conversas em bares e amigas e amigos consoladores. Se chove, é motivo para projetar possíveis situações de encontros, unidos pelo inesperado. Ninguém procura um esforço, mesmo que pequeno para acordar do sonho, ir em busca daquilo que se quer e pronto: ser feliz. Adoramos um sonho  impossível. É claro, eles são deliciosos e preenchem milhões de momentos carentes e solitários. Dão sentido às noites de sexta-feira ou um sábado em que tudo o que se espera é um telefonema e até os domingos familiares. Esses sonhos tão cheios de irrealidades, mas borbulhantes de romances cinematográficos. Esperamos sempre um sonho na esquina, no cinema, no bar, na rua, no ônibus ou esperando na fila para pagar um livro. Adoramos um sonho impossível.&lt;br /&gt;E não há como escapar da inevitável questão: por que esses sonhos impossíveis estão sempre, em sua maioria, ligados ao amor?&lt;br /&gt;Talvez, seja porque o amor, o tão idealizado amor, o mais lindo, puro e honesto sentimento seja a única forma que encontramos de alcançar um possível e idílico paraíso. O amor será o salvador. Eu emagreço quando ele aparecer. Se eu encontrar uma menina assim, desse jeito, eu caso. Eu quero um menino de cabelo bagunçado, meio avoado que seja parecido comigo. Seja como for, estamos em busca desse preenchimento do vazio que nos foi dado no nascimento. Essa sensação que carregamos de profunda solidão do quem sou eu e para onde vou, certamente, seria suprida se encontrassêmos alguém com quem compartilhar, dividir e, por fim, encerrar a pífia sensação.&lt;br /&gt;Posso estar enganado. Pode ser simplesmente porque queremos nos sentir desejados. Pura e simplesmente. Verdade não há.&lt;br /&gt;Ainda, pode ser bem mais simplificado: queremos isso, tudo isso, os amores impossíveis, o homem rico que se apaixona pela garota de programa, ou seja como for, pelo simples fato de que aquele amor idealizado seja a sensação mais gostosa que podemos, um dia, experimentar. É como estar, 24h por dia, num pleno orgasmo. Simples: é muito, muito gostoso amar e ser amado. E quanto mais difícil, melhor e mais valioso será, afinal somos seres dito humanos.&lt;br /&gt;Ou, pode não ser nada disso, mas é por isso que eu adoro poder sonhar, seja com isso ou com qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;Mais ainda: é por isso que eu adoro Pretty Woman.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-8218477992564494273?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/8218477992564494273/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=8218477992564494273' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/8218477992564494273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/8218477992564494273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/11/walking-down-street.html' title='Walking down the street'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-3843125510445168360</id><published>2008-11-04T06:48:00.001-07:00</published><updated>2008-11-04T06:49:56.982-07:00</updated><title type='text'>Antigos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não existiu nem a poeira, nem mesmo o som veloz da partida. As vozes se  intercalando no escuro, recitando pequenas frases amorosas e o silêncio completo. Era o começo de tudo. Uma espécie de sagração. Início do efeito. Ali, tudo se desmancha rapidamente. Laços açucarados e uma vontade maior dizendo que no rastro, nem mesmo a poeira ficou para dar sentido ao discurso matemático.&lt;br /&gt;Leves caminhadas. Leves toques no rosto. As noites cansadas de velas e dores oculares. Nem rastro nem poeira. A subida leve e inquietanta da fumaça. Da sala, um cheiro estranho misturando-se aos ramos de eucalipto presos no prego da parede. Os quadros tortos, todos réplicas de pintores renascentistas, já não mais serviam como um adorno à decoração; estavam lá prestando homenagem aos antigos que passaram pelos corredores e que ali apontaram o dedo. O quarto desarrumado e o banheiro com goteiras no teto.&lt;br /&gt;A mesa da sala, talhada em madeira maciça, estava coberta por uma leve textura branca de poeira. Era um vazio. Todos os momentos em que o estado de espírito havia sido maior que o próprio caminho. Morar, era senão uma condição do momento.&lt;br /&gt;Nos vasos, as flores artificiais também estavam com cara de mortas. As antigas toalhas e os vidros embaçados. Apenas a sensação de que um dia, tudo foi habitado. Seres e histórias. E como um sopro forte e quente, foram-se todos. Retratos, manias, surtos e doenças, deixando para trás o rastro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma pequena nuvem de poeira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-3843125510445168360?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/3843125510445168360/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=3843125510445168360' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3843125510445168360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3843125510445168360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/11/antigos.html' title='Antigos'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-4870605077687869555</id><published>2008-11-03T04:54:00.001-07:00</published><updated>2008-11-03T04:55:48.509-07:00</updated><title type='text'>01.11.81.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu acordei com vontade de escrever um texto de agradecimento. Queria agradecer tanta coisa. O comum da vida, o corriqueiro e não menos, ordinário. Eu queria agradecer os tapas que levei quando criança e agradecer àlguém por fazer chover no domingo. E nem sempre é preciso dizer tanto. As palavras mastigadas e uma certa maestreza para fazer do óbvio o incomum.&lt;br /&gt;Eu queria agradecer por entre caminhos, espinhos, razões e desde de que me disseram num jogo de tarô que nada na minha vida acontece por acaso, eu queria agradecer aqueles que estiveram comigo.&lt;br /&gt;Aqueles que estão ali. Sempre. E que fizeram do meu sábado, um dos melhores da minha vida. Simples assim. Sentimental. Piegas. De lágrimas e risos. Encontros, re-encontros e desencontros.&lt;br /&gt;Eu só queria agradecer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu não poderia ter uma família melhor. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-4870605077687869555?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/4870605077687869555/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=4870605077687869555' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4870605077687869555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4870605077687869555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/11/011181.html' title='01.11.81.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-7773609351838491137</id><published>2008-10-30T09:23:00.001-07:00</published><updated>2008-10-30T09:25:23.543-07:00</updated><title type='text'>13:24</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Sempre aquele sonho batendo e esperando na janela. Nem adianta mais fingir que cortou o cabelo e que agora possui faculdades que permitem dizer isso ou aquilo. Aqueles estudos sobre psicologia e manifestações do inconsciente de nada serviram para que essa tal fraqueza fosse suprida. Eu, que espero verões por todas as horas do meu dia, aguento o som pesado dos meus próprios passos. Fui aconselhado e me desaconselhei. Ontem, escolhi outros momentos de felicidade mórbida; aquelas de pensar em você. Sacrifico-me feito um animal para dar sempre um sorriso quando te vejo no canto dos meus olhos. Mas isso tudo é vontade de dizer que nada mudou e ao mesmo tempo, tudo está diferente.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu digo: dos sonhos levamos apenas a sensação. Você ainda na sala dizendo que minha comida está sem sal.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-7773609351838491137?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/7773609351838491137/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=7773609351838491137' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/7773609351838491137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/7773609351838491137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/10/1324.html' title='13:24'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-8212821755138584532</id><published>2008-10-26T07:28:00.000-07:00</published><updated>2008-10-26T07:29:53.245-07:00</updated><title type='text'>26.10.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu posso, dar voltas, caminhar entre paredes imóveis de concreto ou cerâmica branca, deixar crescer e cortar o cabelo. E eu sempre tenho uma novidade para contar. Seja com os dedos, ou simplesmente pela minha voz rouca de fumo. Costumo ter essas preocupações com o futuro e a descrença do mundo. Observo as pinturas mais secas, talvez Pollock ou Bacon, tão cheias de emoções, contundentes e aos poucos vou indo na direção contrária. Eu espero anos se passarem como paisagens de um auto retrato. Eu canto e danço, sapateio o destino forte, porém tosco, com batidas pesadas. E há tanto para se entender do espaço, das estrelas e de astros enterrados que por vezes pareço me perder com um simples piscar de olhos. Rente, o corte das laterais rente ao couro, procuro detestar filmes românticos ou músicas festivas. Nos dias de hoje, nada mais é arte. Tudo tornou-se pretensão para um possível futuro de espelhos. Eu ainda querendo traduzir a frieza daquele olhar. Agosto, tornou-se um mês insípido e insignificante. Nas ruas, lenços palestinos, galochas, casacos de cotelê roxo e eu caminhando apenas para ter um sentido de pernas. Pessoas estranhas, um pouco familiares entre tanta vontade de se reconhecer como mais um estranho com um passado pesado. Misturo-me ao desconhecido e viro mais um. Ali, naquele lugar, é a única possibilidade. Estar entre o forte som das buzinas e os letreiros luminosos. Onde há tanta fumaça, seja dos charutos de executivos ou mesmo das banquinhas de hot dog. Meu show começa cedo, logo pela manhã. A retrospectiva incerta, pouco racional, de eventos, livros e poesias que fizeram um grande novelo, acabando como uma colcha retalhada com panos velhos e desgastados. Já é quase natal e o único presente que comprei foi um óculos de imitação estilo Bob Dylan. Contar as novidades, o crescimento dos pêlos no peito e nem mesmo a nova reforma na gramática permite que as cartas sejam diferentes das de ontem. Eu digo que as novidades tornaram-se grandes temas para conversas em cafés ou nos bares da Rua Augusta. Se saber viver é isso, talvez um gran finalle seja apenas uma má idéia entre tantas outros, como aquela idéia de se vender talentos. E no que posso dizer, um novo apartamento com banheira clássica de cerÂmica branca, mas a única coisa que levo são alguns acordes de um noturno de Chopin que aprendi a tocar com um mão. Os livros da Virginia, Faulkner e Cortazer numa prateleira que gosto de chamar de especial. Toda a coleção de Pessoa e literatura italiana moderna. Assim, se foram os anos. De ouro, prata, assim foram os anos. Tudo passando rápido ou o mundo parece ter empurrado tudo. Ainda os retratos de amizades desfeitas e uma péssima idéia de reatar laços corroídos pelo desgosto. Seja isso, ou aquilo, agosto tornou-se um mês transparente. Eu nem mesmo contei as datas esse ano. Ano da morte, ano do amor desfeito e dos pássaros que migraram para o norte. Um falo império de sentidos extremos. Letra e cor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu posso, simplesmente, dar uma volta. Mas acabo sempre no mesmo lugar. Aqui, e ai.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-8212821755138584532?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/8212821755138584532/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=8212821755138584532' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/8212821755138584532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/8212821755138584532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/10/2610.html' title='26.10.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-850765633647920863</id><published>2008-10-23T10:08:00.001-07:00</published><updated>2008-10-23T10:10:28.453-07:00</updated><title type='text'>Love is a losing game</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Eu vou escrever de um modo simples. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eu vou detalhar os fatos de uma impossível causa de conquista. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Poucos instantes. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Aqueles intermináveis segundos antes de colocar o telefone no gancho. Ali, parado diante de tudo o que se passou. Ali, como se estivéssemos diante um do outro. Era aquele sabor do sonho, o sabor da vida, do amor conhecido como amor, do sexo, do desejo, dos cabelos e de cada fio do braço. Eu ali, diante do telefone, esperando, depois de dois anos e dois meses, que algo pudesse ter mudado. E quem diria que depois desse tempo todo um orgulho apareceria. Rei, comandando cada passo da minha forma passional de entender e viver. Ali, antes mesmo que eu colocasse o telefone no gancho. A presa, fácil. Mas eu ainda poderia escrever mil cores, descrever a delícia que fomos um dia. E do futuro eu certamente utilizaria meu talento para dar pinceladas em tons fortes, mas ali, só o branco, misturando todas as cores. O branco da cegueira, o branco de mil coisas, o branco da minha roupa por debaixo da pele. Depois de contruir muros e muros, derrubar, ajustar, erguer, cair, reerguer. Agora, depois desse tempo injusto, depois do morto na cova, nada, nada mesmo pode me fazer esquecer quem eu me tornei. Ninguém, nem mesmo eu, poderá um dia dizer que não foi à duras penas que deixei de carregar no canto dos olhos, uma pequenina lágrima.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E ontem, pela primeira vez em muito tempo, deitei e chorei.&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-850765633647920863?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/850765633647920863/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=850765633647920863' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/850765633647920863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/850765633647920863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/10/love-is-losing-game.html' title='Love is a losing game'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-3939743041991483185</id><published>2008-10-18T09:00:00.002-07:00</published><updated>2008-10-18T09:24:07.513-07:00</updated><title type='text'>Um dia a mais</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Aos sábados, espera-se aquela estranha sensação de outrora. Alguns fatos acumulados no bolso. Estranho mesmo é sair quando a chuva manda que tudo fique parado no espaço de 48 horas. A leitura de livros de filosofia, os olhos ziguezagueando pelo quarto escuro. Lá fora, as nuvens aglomeradas em diferentes escalas de cinza e roxo. E como se estivéssemos escorrendo, gotas de folhas e as árvores reverenciando um dia a mais em nossa existência andarilha.&lt;br /&gt;Caminhar com passos vagarosos estalando pequenos surtos de ansiedade. Assim, se pode ver os faróis ficando verde. Nas faixas brancas, todo mundo atravessando e segurando a aba do casaco. Ninguém mais usa chapéu. O trabalho com carinho excessivo e a destruição daqueles olhares tão íntimos. Aos sábados, o gosto daquilo que não foi feito na semana. Contas atrasadas, televisores desligados e livros empilhados. Mais uma noite de sono perdida. O retrato familiar em cima da mesa querendo despertar sentimentos enterrados nas salas de terapia intensiva. O gosto amargo e esfumaçado do cigarro, na língua e na garganta. Nem mesmo se pode notar que havia ali na avenida um novo conjunto comercial; os dedos roídos. Ninguém procura mais tatu-bola ou lesmas nos jardins criados como canteiros de avenidas. No ponto de ônibus, se aglomeram diferentes guarda-chuvas. Capas transpartente e amarelas para cobrir o corpo e fugir das poças.&lt;br /&gt;Aos sábados, o gosto antigo de esquecer que o mundo existe dentro do mundo. Ser apenas uma fração daquilo que um dia se esperou ser. Talvez, criar uma poesia sobre hábitos do cotidiano. Nem isso mesmo. Às vezes, o sono é o melhor dos remédios. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aos sábados, uma fina chuva, um gosto pelo presente e as sensações do futuro despertando em cores, sentidos. O caos do final de uma semana. &lt;strong&gt;Ninguém se espera aos sábados.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-3939743041991483185?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/3939743041991483185/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=3939743041991483185' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3939743041991483185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3939743041991483185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/10/um-dia-mais.html' title='Um dia a mais'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-6184006443468084868</id><published>2008-10-15T10:09:00.002-07:00</published><updated>2008-10-15T10:16:46.888-07:00</updated><title type='text'>É.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;De tempos em tempos, conseguimos sentir a terra girar. Sentir o movimento e quase um balanço de tudo. Se olharmos atentamente para o céu, esse movimento passa, talvez, nas nuvens. É só uma dúvida. Mas é nesse movimento de giro, nesse vaivém das coisas que, vez ou outra, caímos no mesmo lugar. Os céticos, passam a acreditar no mistério. Sem mistério, ele não existe. Os passionais se deparam com a dura realidade do racionalismo puro e essencial. Eu, eu me deparo com aquilo que me recuso a aceitar. É uma questão de crença. Tudo girou, parou, voltou a girar, e ontem, sem que nada pudesse ter efeito, eu voltei para o mesmo lugar. Ali, na minha frente veio alto, doce, engraçado, me dizer que é exatamente esse o tipo que eu preciso na minha vida. Nada mais de arrogâncias sexuais, pendantismos artísticos, máscaras de infância perdida, sentimentalismos baratos da vaidade e até mesmo antigos rumores de que o amor é ligar toda noite para alguém. Esse giro. Esse giro que faz com que haja movimento entre o que se viveu, com o presente de se estar no meio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não que ele pudesse ser meu. Ele não pode. Ao menos, ele tornou-se esse giro que me mostrou que ainda tem um "Q" de espera por vir. Mas nada mais dessa pintura torta, dessas músicas regradas ao doce sabor do fútil e até mesmo as vontades do ego espedaçado. Aqui, só a suavidade de acreditar, de me fazer sentir que de giro em giro, pé em pé, a gente sai do lugar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-6184006443468084868?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/6184006443468084868/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=6184006443468084868' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6184006443468084868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6184006443468084868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/10/blog-post.html' title='É.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-5618725012325020024</id><published>2008-10-13T13:25:00.003-07:00</published><updated>2008-10-13T13:29:42.707-07:00</updated><title type='text'>Pela décima vez</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Alguns fatos repetitivos. Na matemática o número de chances é quase um teorema de resolução impossível. Se fosse nessa mesma idéia, talvez fossem os tais números primos. Mas nem sempre se pode resolver equações. Os resultados não falam por si. Nem ao menos se sabe o que deu errado. Se foi a soma ou a subtração de idéias, equações mal formuladas, raiz quadrada de problemas insolúveis. Nada, nada pode definir melhor esse estado de mãos atadas como o resultado nulo. Talvez usar o infinito seja uma forma de se contentar com todos os pormenores do presente. Sim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um pedaço de carne rasgada. Uma vela acessa e tudo empilhado na estante. O conhecimento de anos e os longos percalços. Ali, parado na estrada deserta de pouca luz, o sonho que nunca foi resolvido. As pretenciosas escapadas pela culatra. Onde e hoje, as indas e vindas. Tudo se repetindo, como se a própria matemática estivesse numa espécie de curto-circuito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fatos repetitivos. Semanas e meses inteiros. As mesmice de sempre.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-5618725012325020024?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/5618725012325020024/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=5618725012325020024' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/5618725012325020024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/5618725012325020024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/10/pela-dcima-vez.html' title='Pela décima vez'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-8405260111274499491</id><published>2008-10-12T07:38:00.002-07:00</published><updated>2008-10-12T07:43:34.833-07:00</updated><title type='text'>Desejo e Reparação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É uma verdadeira desordem. As fontes de inspiração entre padrões de escrita e relativismos. E tudo parece feito de metal. Aqueles tamanhos fenomenais. Sim, grandes padrões. Depois de horas de um sono profundo, pesado e desorganizado. Nem mesmo é possível colocar em as palavras na ordem certa. Elas se perdem, voltam e pedem uma outra ordem. Se eu colocasse em lista os sonhos que tive. Talvez todos os desejos. O desejo de responder um e-mail grosseiro, apagar as ligações telefônicas de uma sexta-feira. Nem mesmo o passado conseguiu um lugar no caos. Ele ficou onde deveria ficar. Enquanto isso, algumas forças que me cabiam prestaram mais do que uma simples atenção. Arvores negras e chuva incessante. Esse texto é só para constar. Tem horas que a mente não aguenta e tudo passa pelo canal do relativo. Isso ou aquilo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-8405260111274499491?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/8405260111274499491/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=8405260111274499491' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/8405260111274499491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/8405260111274499491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/10/desejo-e-reparao.html' title='Desejo e Reparação'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-8612485879338654661</id><published>2008-10-03T07:21:00.000-07:00</published><updated>2008-10-03T07:22:28.221-07:00</updated><title type='text'>On the road</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Nas incessantes buscas por um estado permanente de felicidade absoluta, as armas e os barões assinalados se foram.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Praias, desertos, pequenos pedaços de gleba, mudas de eucalipto e o terro arado. Naus furiosas, um antigo passado, daqueles remotos tempos de sermões escritos na areia da praia, dessa herança que vem tardia encontrar os destroços daquilo que um dia foi o sonho do paraíso. De toda nudez verdadeira, o castigo foi a castração definitiva. E tudo, todas as idéias inovadores, pelo assassinato do subjetivismo ou mesmo do relativismo moral a que estamos tão acostumados, nada restou. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Incêndios, ventos com a força de um mito, norte, sul, sem bússola ou tecnologia para se saber chegar. Uma incenssante busca pelo eterno, por aquilo que dá o sentimento de duradouro, fora de nós, no outro e naqueles que nos são semelhantes. E dessa busca, todos os resultados esquizofrênios e pelo menos uma vez na vida, tudo parece em completa desordem. Soltar pombas-brancas, libertar animais em extinsão, deixar tigres, leões, onças e até mesmo aquela ave-azul-raríssima, deixar tudo solto. Tudo é uma questão de entender essa nossa herança que nos veio corrompida pelos desejos dos nossos ancestrais. Aqueles que trouxeram nos baús pilhas de roupas sujas, algumas doenças venéreas, dentes podres, um ou dois livros e toda a esperança de um dia ser o sonho. E desse sonho, fizeram sua viagem.&lt;br /&gt;Exatamente como fazemos hoje:&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;do sonho, esperamos ser aquilo que não somos. conduzidos mar afora, sabe lá deus por quem.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas conduzidos por um sonho, talvez, inexistente.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-8612485879338654661?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/8612485879338654661/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=8612485879338654661' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/8612485879338654661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/8612485879338654661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/10/on-road.html' title='On the road'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-6226867905205459338</id><published>2008-09-29T06:02:00.003-07:00</published><updated>2008-09-29T06:18:05.157-07:00</updated><title type='text'>As horas:</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;para tudo, um segundo apenas. As paixões do passado e os pequenos resquícios de uma vida passada. Nem por um minuto, para e pensar no que a reconciliação poderia ser. Pensar sim nos amores passados e naquela felicidade de momentos que por vezes pareciam duradouros. Pensar em como nos transformamos em afastamentos cada vez maiores, largando pelo caminho pedaços daquilo que fomos. Nessa possibilidade, aquilo que somos, que sou e o se desfigurou dali em diante. As marcas apaixonadas, as fomes de olhar e toda aquela parafernalha sentimental que nem ao menos esquecemos de colocar um ponto final. ´&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nada pode marcar mais do que o simples dizer "eu te amo". Correto, Freud nos deu a dica. Os impulsos de desejo. Sim, somos movidos por esse desejo, desejo de coisa, do saber, do sexo e da completude. Essa marca quase ardente, presa à pele, à memória ao sangue do viver, essa marca "eu te amo" não é um simples formar de convívio. Isso que nos torna, talvez, maiores por alguns instantes, também pode ser a cova do espírito, já que é nessa expressão, a mais próxima que encontramos para um estado de magia, que tudo se prende. É como se, ouvindo, estivéssemos enfim descoberto a chave do mundo. Sentir-se amado fora do berço. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E a presa, como animal mesmo, jamais escapa do predador. A presa da rede do "quero mais". Estamos sempre na busca desse cálice nada sagrado. A busca por um "eu te amo'. Talvez seja a busca eterna pelo estado de magia. Sim, pode ser ainda mais por suprir a solidão, a imensa solidão que se instaurou no espírito do homem moderno. Cindidos, fragmentados e desconfigurados, nós, os homens modernos, na busca pelo felicidade e pelo estado pleno de magia, não cansamos de querer mais e mais, daquilo que nos foi o mais próximo da completude. Ali, naqueles instantes, naquelas horas, não estávamos mais sozinhos. O mundo enfim, havia sido descoberto e ali era o momento, talvez, a felicidade. Porque isso também é busca eterna. A busca por entender. E como foi bom, naaquelas horas, ser amado. Por algumas horas, todas somadas, tudo isso que forjou a magia, tudo o que se arquitetou naqueles exatos momentos. Horas e mais horas empilhadas no coração, formando carências, pequeninas alegrias. Sim, a fraqueza em sua real materialidade. Bastar apenas no outro. E nessas horas, se tirarmos um minuto da pilha, tudo desmorona? Por onde andou tamanha desordem? Ordem no caos? Por um segundo apenas, reescrever, pintar, traçar pequenos padrões para o mundo. Ah, mas que alegria poderia ser tudo isso. A constante emoção dos covardes e agora se pode aposentar o espelho, já que o outro se cumpre no papel. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por um segundo, somar tudo, os minutos e todo o resto nessas horas de vida, em que ser amado, bastou. Lá fora, algumas horas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-6226867905205459338?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/6226867905205459338/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=6226867905205459338' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6226867905205459338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6226867905205459338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/09/as-horas.html' title='As horas:'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-5720056027181274685</id><published>2008-09-22T20:01:00.002-07:00</published><updated>2008-09-22T20:13:44.793-07:00</updated><title type='text'>Algo A +</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não é a mesma sensação. Tributo ao desaparecimento, vagaroso, de um outro que não serei eu. Das sensações futuras, aquelas agradáveis de mar e sol. Isso, como um estado emergencial para sentir tudo, ouvir e falar mesmo que não haja motivos paupáveis. Aquele desagradável virtuosismo, marca de uma relação amorosa-forçada, em se prestar perante a moral e a ética desses tempos modernos me pareceu demasiadamente desgastado para continuar. Sim, são muitos traumas iguais a verdadeiros estupros. Ninguém pode contabilizar o mal que podemos fazer um ao outro. As palavras duras querendo ser previsão astrológica, um Nostradamus pífio, mesmo distantes, latejam nas paredes do quarto e pelas artérias quase entupidas de tanta emoção. O som pesado das teclas pretas do piano e um pouco mais de cordas leves servem-me de trilha para um som magnífico. Mas não é mais a mesma sensação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se falar de amores, de paixões ou até mesmo de frustrações, um nome terá que ser dado gratuitamente. Esse é um motivo de reconstruir um outra arquitetura concomitante as mudanças psíquicas e até mesmo, como diriam, patológicas. Pode ser uma simples falta de paciência diante do muro e das lamentações burguesas. Não se pode esquecer as lições no quadro esverdeado. Traçadas com um giz branco, hoje nem mesmo conseguem ser lidas, tamanha a desordem das lições-de-casa. Mais uma música estranha. Lembranças de um outono passado. Fez dois anos. Parece que foi ontem e tanto se passou. Em casa, as coisas mudaram. O registro do banheiro quebrou e a reforma ficou para depois. Não nego. Eu sou um mentiroso compulsivo. Deve ser esse o fator das minhas idas e vindas por ai. Lugares estranhos, noites permissivas e um ato corajoso de estampar na cara, uma cara de pau. Risos e aplausos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é a mesma sensação. Repetir demasiadas vezes que não é a mesma sensação. Pior que isso, é sentir-se fora da ordem. Estar à deriva. Esperando um beijo roubado, uma fome voraz e deixar no lixo aquele antigo virtuosismo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cama? Continua a mesma. Um pouco mais quente, talvez.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-5720056027181274685?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/5720056027181274685/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=5720056027181274685' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/5720056027181274685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/5720056027181274685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/09/algo.html' title='Algo A +'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-2614520766713553177</id><published>2008-09-19T07:40:00.002-07:00</published><updated>2008-09-19T07:45:58.605-07:00</updated><title type='text'>Um pedaço</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Semanas inteiras. A vela queimando e uma pequena falta de inspiração. Tudo desconexo. As noites ainda insones, os livros empilhados novamente na cabeceira da cama. Uma leitura atrasada. As músicas pop e saudade de algo clandestino. É fato. É fato que certos sentimentos acarretam a inspiração. Montanhas e mais montanhas de pensamentos descartáveis e os amigos ali. Uma delícia mesmo. O melhor momento de amizades. Todos eles juntos, sem cobrança, sem o fator do convívio forçado. Ah, assim é bom mesmo. E eu mudando meu estilo de escrever. Fragmentado, talvez.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por enquanto é só mais um final de semana. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-2614520766713553177?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/2614520766713553177/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=2614520766713553177' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2614520766713553177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2614520766713553177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/09/um-pedao.html' title='Um pedaço'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-2512240634106608546</id><published>2008-09-14T14:08:00.000-07:00</published><updated>2008-09-14T14:09:25.260-07:00</updated><title type='text'>Ação de graças.</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Entender alguns dias, uns poucos dias, faça sol ou faça chuva, Esses dias em que o cheiro da carne de panela, vinda do vizinho faz com que tudo pareça um pouco mais diferente. Todas as gritarias, portas batidas, sentimentos avulsos, versões musicadas e algumas peças de teatro, tudo escondido nos armários - no fundo, bem no fundo da gaveta. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uns anseios estranhos. Umas batidas de corda quebrada e aquela volta no quarto. Passar a roupa da semana, arrumar a lixeira da bolsa-andarilha e ainda ter tempo de coar um café amargo e forte. Aí, vem a televisão ligada, um filme tosco me faz chorar. Uma lágrima que vem da cena entre duas irmãs - aquela tal reconciliação típica dos finais. O cheiro forte do feijão cozinhando e as campainhas tocando com as visitas de domingo. Um dia qualquer talvez. Uns anseios, pensamentos avulsos e, por que não, descartáveis. Arrumo a pilha de cds antigos e deixo a Billy Holiday no topo, caso precise. Arrumo os livros da Virginia e deixo-os ao lado do Cortázar. Endireito o quadro do Dali ao lado da cama e removo a foto Dela e coloco-a no criado-mudo. O abajur empoeirado, presente de uma amiga já distante, parece criar um outro ambiente. O telefone toca baixo, não ouço e não atendo. Dias comuns. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo com um toque que inspira uma suposta sonoridade familiar: o cheiro da carne, o feijão, as tarefas domésticas. Mas ainda, por cima disso tudo, aquela ansiedade recente. As mudanças de pensamento. O jogo, a siesta e a música da Billy. Acendo o fogo, coloco a chaleira para esquentar a água e mais um café se vai; quente, amargo e forte: como em qualquer outro domingo...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-2512240634106608546?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/2512240634106608546/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=2512240634106608546' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2512240634106608546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2512240634106608546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/09/ao-de-graas.html' title='Ação de graças.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-3681247567927470228</id><published>2008-09-10T18:34:00.002-07:00</published><updated>2008-09-10T18:46:53.121-07:00</updated><title type='text'>Mala feita.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu vou ser clichê. Isso porque, a vida, uma hora chega perto quase que encostada. E algo começa a mudar. As noites de insônia, o fervor dos pensamentos não mais abstratos, mas realísticos. O sentido da vida. Aquela espera ou mesmo as aflições de algo fora do lugar. Tudo se movimentando de forma rápida, em círculos, um eterno vaivém. Sem pedir, as malas descem do guarda-roupa e se fecham. Postas a porta. É vontade de sentir tudo, tão rápido como começou. Bola da vez? Sem medos, arranhões ou sexos casuais. Um antigo gosto por paixonites estranhas e as flores mortas no vaso. Um retrato dela, a foto da sobrinha alemã, uma corrente do irmão distante e, claro, um beijo do pai ausente. Ali, naqueles lugares típícos dos sonhos, é ali mesmo que irei enterrar os pés. Não, sem antes, resolver as pendengas do mundo atual. E no lugar da última paixão, veio o vazio, o temeroso vazio que me faz esquecer todas as palavras que guardo e aí mal consigo escrever ou concatenar uma idéia sequer. Ouvindo Billy Holyday, fumando o último cigarro do dia e me sentido um pouco mais vulgar. Sim, a vulgaridade típica das vozes de cabarés e bares obscuros de datas remotas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu vou ser clichê. Falar da vida e dos pormenores. Falar de árvores gigantes e poetizar o mar e areia. Vou ser ainda mais clichê. Rasgar tudo, queimar as fotos do passado já diluído em tantas outras paixões e amores. Até mesmo a caixa de recordação joguei na lixeira e o que restou, queimei como rito pagão. O círculo de jóia barata, foi-se num acesso de calmaria. Um grande pandareco tudo. Devo assumir, nada daquilo fez sentido algum. Talvez uma tremenda falta de tempo ou um erro demasiadamente prolongado. Vou ser clichê e arrumar pra mim um felizes para sempre e antes um era uma vez. Não nessa ordem. E tudo assim tão leve e suave. Algo mudou. Reza brava e muita, mas muita paciência com tudo. Caminhar entre mortos, ser alvejado por estranhas concepções, perder um dente, correr o risco de doenças venéreas, excesso de fumo e alcóol. Mas isso tudo, para um dia poder ser um grande clichê.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;E não me canso de repetir.&lt;/strong&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-3681247567927470228?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/3681247567927470228/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=3681247567927470228' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3681247567927470228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3681247567927470228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/09/mala-feita.html' title='Mala feita.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-1683759761596882009</id><published>2008-09-09T07:37:00.002-07:00</published><updated>2008-09-09T09:37:41.251-07:00</updated><title type='text'>mi casa, su casa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Gaston Bachelard foi um dos mais importantes filósofos do século 20. Sua obra revelou uma nova ordem para o pensamento filósofico, já que ela encontra-se em meio a revolução científica promovida pela Teoria da Relatividade de Eisntein. Assim, sua obra percorre o caminho do pensamento carregado pelo fervor das vozes da ciência moderna. No que diz respeito à epistemologia, é fundamental entendê-la como diurna, já que trata-se do caráter filosofico e rigoroso do pensamento. Como se diséssemos à luz da formulação. &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;E foi àlguns anos atrás que me deparei com A Poética do Espaço - La Poétique de l'espace. E naquele exato momento, na primeirá página, algo se tornou pulsão em mim. Tenha sido o pensamento lógico e linear de Bachelard, ou simplesmente o reconhecimento do espírito epistêmico, ali jazia uma parte de mim. De forma resumida, Bachelard assume a posição de filósofo moderno e se utiliza do espaço de uma casa como objeto de estudo. Ali, assumem os cômodos outras funções comparadas à nossa mente e ao nosso espírito. Portanto, para cada cômodo há um elemento epistêmico que o autor se utiliza para explicar as complexidades do pensamento moderno. &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele foi um gênio. Não somente isso, Bachelard trouxe à filosofia uma ciência e uma nova ordem de pensar o mundo. &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um outro ponto importante para a compreensão do que chamamos "metodologia bachelardiana", é a sua noção de "obstáculos epistemológicos", tratado, sobretudo, na obra "A formação do espírito científico", de 1938. Bachelard propõe uma psicanálise do conhecimento, em que o seu progresso é analisado através de suas condições internas, psicológicas. Na sua avaliação histórica da ciência, o filósofo francês se vale do que chama de "via psicológica normal do pensamento científico", ou seja, uma análise que perfaz o caminho "da imagem para a forma geométrica e, depois, da forma geométrica para a forma abstrata". A própria concepção de espírito científico nos remete ao universo psicanalítico.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesse esteio, a minha leitura de Bachelard causou-me uma modificação. Poder enxergar concomitante aos tratados filósificos, um novo fazer da filosofia e mais do que isso, poder fragmentar uma unidade para em seguida assumir uma totalidade outra. Nada mais foi igual. As poéticas do fogo, e todos os tratados. &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Naqueles instantes assumi uma outra postura. Pensar na vida e dar aos pequenos fragmentos do cotidiano um sentido outro. Percorrer rigorosamente os caminhos, dando voltas às peripécias e sentir cada presença do espírito na materialidade do sentidos. Essa ordem, esse pensamento, essa espécie de aurora ou do nascimento. Dar esse sentido; dos fragmentos e sentir a totalidade disso, que chamamos viver.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-1683759761596882009?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/1683759761596882009/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=1683759761596882009' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/1683759761596882009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/1683759761596882009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/09/mi-casa-su-casa.html' title='mi casa, su casa'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-3952294544603309664</id><published>2008-09-05T06:49:00.000-07:00</published><updated>2008-09-05T06:50:05.985-07:00</updated><title type='text'>confissões na pista de dança</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;um cuidado&lt;/strong&gt; de pele. sem acento. sem grafia, morfismos, estética, criação, gramática, lingüística ou semiótica. só um cuidado da pele, dos dedos, fronte e membros. essa espécie de resguardo. e é tão bom quando o passado retorna para mostrar como o futuro ficou melhor sem a efetivação do desejo. mas é atitude despeitada. atitude do peito, do sentidos, tudo posto no império do efêmero. os livros da hilda, as manias de deixar tudo com letra minúscula. sentimentos raivosos e um certo "Q" de quem ainda não entendeu. o doce sabor de cuidar. um cuidado de pele. de desejo. de real. de honesto. so, so true. that´s why my writtings are so odd. misturar tudo. línguas, gostos, meu gosto, your taste, my first taste, tout le monde, all around me, na sala, na pele, no rastro dos meus olhos procurando cada pedaço, cada fragmento de um outro olhar. something switter than this, more than me, you, your hands, my way to do. fucking my thoughts. só um cuidado da pele. do cabelo. da roupa e do cheiro. feel me no cuidado. minha pele. meu passado. no futuro de tantos&lt;strong&gt; presentes&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-3952294544603309664?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/3952294544603309664/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=3952294544603309664' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3952294544603309664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3952294544603309664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/09/confisses-na-pista-de-dana.html' title='confissões na pista de dança'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-4971852461365012503</id><published>2008-09-03T13:20:00.000-07:00</published><updated>2008-09-03T13:22:21.189-07:00</updated><title type='text'>in the arms of sleep</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;E nem sempre se vai assim, caminhando pelas paredes, arranhando e sangrando a ponta dos dedos. Essa idéia vaga de poder flutuar, dançar e escorrer cada centímetro do corpo, como se tudo pudesse ser feito tinta e pincel. É como estar sob efeito de alguma droga constante. Perde-se os sentidos, as roupas ficam diferentes e os sonhos tornam-se repetitivos. Na porta há sempre aquele aviso de entre. E nem sempre se vai assim. Pensando em tudo, revisitando cada lugar, cada olhar, toque e cada desejo que fez a boca salivar. Noites ou dias, o gole seco do pensamento impuro e mal dito. Nas paredes, as mãos presas em desejo masoquistas .Tapas na cara. Arranhões no peito. Mãos algemadas. Chupões no pescoço e nos braços. Tudo com uma leve dor de ontem. Uma leve dor do querer. Uma leve dor de sentir pulsar. A cada respiro, cada som dos meus ouvidos, cada sabor da minha boca, rejeito. Me transformo em algo assim, somente com um sonho por dentro, me fazendo viver, pisar forte e admirar formas infantis em nuvens de chuva. Nem sempre eu vou assim. Eu caminho entre os dias, corro na voz pesada e páro na porta. Mas é caminho de paredes. De lindas loucuras. Viver entre o existir antes e depois do desejo. Viver para ter a chance, para ter o gosto, o gozo, prazer de inundar meus olhos numa cor amarelada de mel. E meu sangue, meu doce sangue, jorra para viver de luz, para ser cor de sentimento. Mas nem sempre se vai assim. Hoje, caminhando. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-4971852461365012503?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/4971852461365012503/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=4971852461365012503' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4971852461365012503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4971852461365012503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/09/in-arms-of-sleep.html' title='in the arms of sleep'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-2573275030083129984</id><published>2008-09-02T06:46:00.003-07:00</published><updated>2008-09-02T06:59:10.199-07:00</updated><title type='text'>Teus armários.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nem sempre é uma possibilidade. Estar sempre diante de alvos, porque somos alvos. Uma flecha, um tiro, um resquício de pólvora. Mas na imagem do espelho, algo se perde. Algo se modifica e uma transfiguração emerge. Seria eu mesmo aquilo tudo? Seria eu uma manifestação quase assustadora; uma miragem, talvez? Quantas pessoas podem caber dentro de uma só? Eu poderia ser apenas uma fotografia estranha, tratada em programas de computador, ou seria só um negativo do antigo filme das máquinas analógicas. Não sei bem. Pensar em si e na imagem de nós mesmos. É como o livro de Pirandello. Aquele que somos para nós mesmos, não é o mesmo que somos para os outros. É um outro além. E ainda perguntam: mas esse sou eu na foto? Estranhamente, os fatos são outros. E quem tem forças para erguer mais um tijolo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu penso em mim. Todos os escritos que me fizeram. É como olhar por uma lente. Um retrato outro. Procuro me achar, acho, distorço, penso em realidades e de como a vida se desfaz com palavras duras. Mas é maré mesmo. Sentir-se boiando, sem porto, sem cais, sem peixes na rede. Aqui, só a assombração do esquecimento. E nem seria tudo assim simples, se realmente não tivesse sido a simplicidade o motivo de tamanha desordem. Eu penso em mim e nos outros. Os olhos alheios. São eles que me interessam quando quero uma imagem fulgás. Por que eu mesmo, e sempre fui, machuco sem querer machucar. Pode até ser uma característica avessa. Ou até mesmo uma vontade de distorcer as imagens que foram se refletindo aos poucos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aí, vem a sensação de inacabado. Tudo na desordem, na imperfeita perfeição de quadros renascentistas. Uma escultura rachada. É como uma obra de arte sem porquê. Sem isso ou aquilo, peças fora do lugar e essa minha fotografia: eu, de chifres, a pele um pouco avermelhada, olhos fumegantes e um macabro apetrecho. Ninguém mais brincando de ser feliz, nem pintando nariz. O real da imagem. Pelos olhos, pela boca ou mãos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ninguém nunca soube, mas todo carnaval tem o seu fim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-2573275030083129984?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/2573275030083129984/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=2573275030083129984' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2573275030083129984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/2573275030083129984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/09/teus-armrios.html' title='Teus armários.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-8904590898399098456</id><published>2008-09-01T11:43:00.003-07:00</published><updated>2008-09-01T11:50:52.582-07:00</updated><title type='text'>Intransitivo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu vivo um silêncio. Como uma bolha, fechado, calado e silenciando as partes de um exterior ambíguo. É como uma lenda, um mito de verdade ora cruéis, ora desejáveis. E tudo movido pelo desejo, pela encarnação daquilo que almejo. Essa é a verdadeira luxúria: querer aquilo que não se tem. Eu vivo pelos impulsos fortes e latejantes do meu coração. Disparo e volta e meia acabo no mesmo lugar. Um silêncio profundo. Eu, de olho. Soslaio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu crio esse silêncio. Abaixo o volume e deixo no meu mundo aquela voz rouca e forte. Ali, crescendo e germinando tudo o que se é possível germinar com um timbre de voz. Estremecendo as paredes do ouvido. Eu sou movido pela voz. Sim, tudo é encenação. Minha boca, meus lábios, meu corpo encostado em não-sei-quem. É tudo circo e pó. Ali, eu estarei sendo ainda um menino com idéias de adulto ainda em formação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu vivo esse silêncio. Eu dou a ele uma voz que não a minha. Um silêncio de estar sendo. Ter sido. Sendo eu, prestes a desabar. Eu, criando bolhas de sabão e vendo-as estourar uma a uma. E tudo crescendo diariamente na cor do mel, no pincel - traço a traço. Nas noites de paredes e nesses sonhos tão acalentados pelo travesseiro. Uma viagem e ali estou sem malas. Eu vou com esse silêncio segurando nas mãos. Guiando pela multidão desconhecida que, sem saber, abre o caminho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse silêncio em que existo. Em que crio. Invento. Vivo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-8904590898399098456?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/8904590898399098456/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=8904590898399098456' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/8904590898399098456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/8904590898399098456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/09/intransitivo.html' title='Intransitivo'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-3424301326017647729</id><published>2008-08-29T05:50:00.002-07:00</published><updated>2008-08-29T06:08:39.960-07:00</updated><title type='text'>Fazia tempo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Estou numas de matar tempo. Sim, deixar que tudo tenha um curso certo. Talvez seja essa uma espécie de fórmular para controlar o espírito, ou simplesmente eu esteja tentando acertar antigas faíscas junto ao fogo. Lembrar de um antigo discurso sobre questões ontológicas e mesmo metafísicas. As antigas formas de pensar em tudo com um certo rigor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou numas de ser rigoroso. Deve ser porque não há mais espaço aqui dentro ou fora para certas disparidades do viver. Mas ainda assim eu guardo especiarias para um dia dar tempero ao rancor e até mesmo ao esquecimento forçado. Nada por acaso, é fácil fazer de um dia simples algo a mais. Dar sentido ao cotidiano pequenino e torná-lo grande, como deve ser. E por que não se deixar levar, flutuar entre estrelas, astros e poeiras cósmicas. Esquecer enfim vestígios de roupas velhas, máscaras usadas e todo aquele palavrão. Murros na parede ou sentimentos avessos. Ou pelo avesso. Estou nessas ultimamente. Deixar de escrever e investir em outras coisas. Porque toda essa pulsão de vida que é escrever pode ser direcionada a outras áreas. Tornar-me-ei um escritor de todas as formas. Ser tudo ao mesmo tempo e sem sentido. Gostar, depois me apaixonar e amar incondicionalmente. Deixar evoluir mesmo o que no começo é tão gostoso e fácil, como um algodão doce. Talvez seja mesmo uma certa análise do discurso, tal como nos ensinou Foucault. Ou então, esquecer de tudo, e deixar que toda aquela pilha de livros seja consumida. As músicas tocadas. A dor, o ódio, o amor, a paixão e até mesmo aqueles sentimentos pequininos, todos eles tenham um sentido diferente. Empacotados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estou numas de deixar de lado. Sim, aquelas vestes estranhas e as amizades em ruínas. Deixar de lado essa parte da cesta. Ou nem é deixar de lado. É não mais fazer parte da vida e da corrente. E as minhas pulsões todas nas mãos, no olhar, no meu travesseiro, nos meus beijos e sonhos. Um texto deveras longo. Amanhã eu encurto tudo. Tornar-me-ei um escritor de muitas capas, fontes e páginas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fazia tempo que certas sensações não me visitavam. Hoje, vieram todas. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-3424301326017647729?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/3424301326017647729/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=3424301326017647729' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3424301326017647729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3424301326017647729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/08/fazia-tempo.html' title='Fazia tempo'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-6424963134220183957</id><published>2008-08-21T07:47:00.002-07:00</published><updated>2008-08-21T07:51:13.454-07:00</updated><title type='text'>Tesouras</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu estou correndo. Por meio de cacos de vidro, pedras brilhantes e uma grama um pouco verde. Estou correndo para alcançar longos caminhos. Correndo contra vestígios perigosos de uma vida regrada. Correndo para saber se o céu é azul ou se tudo isso é mesmo uma das funções da minha retina. Sem saber ao certo em que velocidade tudo deve acontecer, eu acelero, freio em direção ao deserto florido. Porque no fundo as coisas vêm numa outra direção. Não contrária, mas uma direção adversa. E novamente meus textos voltaram a ficar confusos. Sem linha, sem rima, sem pé nem cabeça. Isso é sintoma de esquecimento. O esquecimento da razão. E vivo assim mesmo, numa inconstância de dias, de sabores, de quereres, de tudo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Correndo para chegar perto. Um caminho de perto. Eu fiz esse texto no ônibus. Hoje, pela manhã, esqueci como escrevê-lo. E novamente, tudo parou de fazer sentido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-6424963134220183957?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/6424963134220183957/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=6424963134220183957' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6424963134220183957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6424963134220183957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/08/tesouras.html' title='Tesouras'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-816563294936929006</id><published>2008-08-19T10:31:00.001-07:00</published><updated>2008-08-19T10:33:06.180-07:00</updated><title type='text'>Clockwork</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mesmo que haja uma certa necessidade de sentir e escrever tudo, em qualquer momento. Uma urgência do corpo. E tudo é afetado. As insônias vindas da ansiedade como produto de uma má administração das pulsões e dos batimentos cardíacos. Sermões religiosos e os palavrões circundam uma perspectiva infantil de enganar o mundo com um único olhar. Diante de tudo: da mãe morte, do irmão distante e dos amigos enterrados em fotografias digitalizadas. As dívidas recorrentes de um mau uso das finanças e os travesseiros todos rasgados. Deve ser típico das insônias essa coisa de questionar o mundo quando tudo está adormecido. Reações alérgicas e o despertador atrasado como sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem sempre se pode esperar do dia uma surpresa. Nem sempre uma carta ou recado distante, e-mails impessoais, ligações urgentes. Enfim, o cotidiano em sua forma mais chata, porém, deliciosamente patético. Daqui a pouco tudo se transfigura. Como se faz lá em cima, nuvens cinzas, roxas, pretas e a chuva. E mesmo que haja uma certa necessidade de tudo ser assim tão transparente e que as surpresas sejam fatos e não meros acasos, ainda restará noites mal dormidas, fadigas constantes e um certo ar de leviandade. Esse clarão de idéias, ou mesmo uma póstuma vontade de consumir o irreal. Tudo sem sentido, existindo e como partes de uma explosão. Sentimentos afoitos jogados na privada. A privada entupida. E nada assim tão bom: navegar pelas antigas calmarias da vida. O doce do cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mesmo que haja uma certa urgência em tudo, desligar o telefone, apertar end e sair como passo curto. Sem mais, nem menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só a urgência de ser.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-816563294936929006?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/816563294936929006/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=816563294936929006' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/816563294936929006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/816563294936929006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/08/clockwork.html' title='Clockwork'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-4318620341667864344</id><published>2008-08-18T05:56:00.002-07:00</published><updated>2008-08-18T06:14:59.154-07:00</updated><title type='text'>La revancha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Não se afobe não que nada é pra já", disse o Chico, sábio, sambista e semi-carioca. Também outras analogias e metáforas estranhas surgiram. Falar de sentimento é sempre trabalhoso. Tentam e repetem. Falar de Voltaire, de Rousseau e outros. Tentativas frustradas de falar do mal na sociedade e da fragmentação de todos. Corrompidos, incapazes, desatentos e, claro, covardes. Aquela covardia que nasce pela falta de entender dois mundos. Sim, o medo pelo bom, o medo pelo correto e, digamos, pelo mais forte. Quando se entende de corações, mesmos os partidos, entendemos um pouco do Chico, do Voltaire, do Rousseau e até do Platão. Mas é sabedoria de butequim. Que dirá, daqueles que realmente entendem o próprio sentimento? Certamente, será uma filosofia embriagada, dita em táxis ou para estranhos vagando na madrugada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas entendamos: falar desse assunto, seria, deveras perigoso. É quase como andar em terreno minado ou naqueles pântanos habitados por répteis. Deve-se entender muito de pouco, e pouco de tudo. Porque nem sempre o corajoso é o que fala. Ele pode ser somente a antítese; um fraco que se vê heróico. E mesmo esses fracos merecem mais palmas que o covarde. Aprendemos que coragem não é um sentimento, mas uma ação. Como em todos os casos, a cada atitude, cada pedacinho que se faz com aquela força, já é um bom começo. Eu, por exemplo, me transformo, mesmo que em medidas minúsculas, a cada avanço, a cada quebra de medos e em todas as vezes que mudo um pouco de mim. É diferente ser maior. Talvez, diriam, mais homem do que antes. É instinto de sobrevivência. Mas aí viria o Rousseau para dizer outras verdades. Essa tal corrupção nefasta, mas involuntária. E se já nascemos corrompidos, por que não corremper aquilo que o exterior não conseguiu? Sim, corremper, destruir, roer certos fragmentos da covardia, do insulto moral que foi imposto. Talvez seja essa a espécie de liberdade que tanto procuramos: ser nada, ser corrompido e ser nada, sendo tudo o que se pode ser ao mesmo tempo. Sim, talvez seja essa a chave. Não ser nada e ser tudo. Um algo deleuziano, eu diria. Um produto de filosofia, sem política ou religião. Nada de riponga ou pé-sujo. Ser por si só, e isso bastar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguns diriam que seria uma pura loucura. Outros, apostariam num anarquismo psicológico. Eu digo que não é nem isso e nem aquilo. Ao Rousseau, Platão, Chico e a corja toda, eu diria que seria a revanche. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A revanche de nós, &lt;strong&gt;contra nós mesmos.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-4318620341667864344?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/4318620341667864344/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=4318620341667864344' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4318620341667864344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4318620341667864344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/08/la-revancha.html' title='La revancha'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-3732331168334832398</id><published>2008-08-16T11:10:00.002-07:00</published><updated>2008-08-16T11:18:06.598-07:00</updated><title type='text'>Picnic</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando esqueço, por momentos, tanta coisa que se passou. Memórias do passado, brincadeiras de criança próximo ao rio e até mesmo os primeiros momentos da adolescência. Se fosse uma religião, abdicaria da carne, de deus, das santificadas expressões e, no lugar, daria um clarão de idéias aurívoras. Mas aqui, enquanto o frio não toma o seu lugar, enquanto não para de chover e até mesmo as insônias, eu deixo estar tudo quieto; adormecido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nem mesmo gritas minhas idéias de filosofia, embriagado num táxi, ou explicar a importância do movimento romântico no Brasil. Falar de Alencar e dar a ele sua importância. De nada resolve. Adormeço com os livros ao redor e um certo ar de tranquilidade. No meio da noite, o relógio anunciando 04:26 e eu tentando interromper sonhos e ver pela escuridão um pontinho de luz. Os sonhos do passado e aqueles rastros abençoados. A tudo abdico. Escondo os quadros e quando esqueço, por momentos, a pressa dos dias, volto a dormir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São pequenos cortes. A ressaca matinal, a dor de cabeça e os vultos na memória. Escrever sobre tudo, para tudo e todos. Dedicatórias invisíveis e tudo a borbulhar. Das xícaras solitárias, da família distante próxima ao mar e meu desejo por ondas maiores e água salgada. Nem mesmo os amigos ficaram pra ver os fogos coloridos. O lábio inchado do beijo inesperado. Rimas afugentadas e um certo calor em pleno sábado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por momentos deixo estar tudo. Ponho de lado a mão direita. Tudo quieto. Adormecido. Por momentos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo adormecido.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-3732331168334832398?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/3732331168334832398/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=3732331168334832398' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3732331168334832398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/3732331168334832398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/08/picnic.html' title='Picnic'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-8770971496077093735</id><published>2008-08-14T13:50:00.002-07:00</published><updated>2008-08-14T13:59:18.424-07:00</updated><title type='text'>Se eu contar.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quando criança e um teco da minha adolescência, eu costumava me sentar e observar minha mãe: sentada, com o cigarro acesso até a metade, as pernas sempre cruzadas e com um certo olhar de desdém para a televisão. A cinza comprida quase caindo segurada com firmeza pelo braço apoiado. Talvez essa seja uma das mais fortes imagens que eu tenho dela. Não a composição dos elementos, mas a postura das pernas cruzadas, do cigarro e, principalmente, da forma como ela olhava para as coisas - a forma como ela olhava o mundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com isso eu cresci quase como um molde. Eu fui me fazendo tal como ela. Um certo olhar desdém, o cigarro em uma mão e as pernas cruzadas. Como estou aqui agora. E toda vez que me pego, correndo, pelas chamas ao me redor, me lembro que essa imagem, essa postura está em mim como qualquer outra parte do meu corpo. Tudo o que sou. O meio homem, os fortes impulsos femininos e a pouca razão que devoro em minha mão direita. Esse meu olhar de quem não se interessa pelo mundo, mas que no fundo olha para entender um pouco de si. E até mesmo nos meus dias de embriaguez eu sei que acabo transformando meu rosto no dela. Ninguém foge daquilo que se é. Algo a se aprender, não com os livros, mas com a memória do espírito; essa memória que nos faz, move e nos carrega para uma certa identidade forçada. E não menos importante, isso que nos faz ser o que somos. Esse meu ar de desinteresse. Talvez ele seja um alvo, quase como um destino. Um trilha mesmo. E tudo assim tão claro. Ela sentada, fumando o meio cigarro e as pernas cruzadas. E mesmo o jeito de rir, eu herdei. O gosto por Chopin e a impulsividade típica dos mais quietos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E anos depois, ainda quando tento descobrir em flashbacks um pouco do que eu sou e das minhas metades. acabo me deparando com essa imagem, com a postura. E não obstante, deixo o cigarro em uma mão enquanto levemente cruzo as pernas. Tudo isso, claro,  muito inconsciente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-8770971496077093735?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/8770971496077093735/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=8770971496077093735' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/8770971496077093735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/8770971496077093735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/08/se-eu-contar.html' title='Se eu contar.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-6273138940849405469</id><published>2008-08-11T18:59:00.002-07:00</published><updated>2008-08-11T19:06:50.298-07:00</updated><title type='text'>Sinnerman</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;As corridas estão abertas. Toda a neve derretando como se o sol não fosse só o calor, mas algo além quase como uma luminosidade mágica. Tudo tão cheio de nuvens e numa velocidade incrível eu ajusto a calça e tento pentear o cabelo. Das semanas intensas e dias corridos, aquela selvageria e um estado emergencial. As providências do dia. Uma chatice. Nem cura inventaram. Textos sem nexo ou, se preferir, nem pé nem cabeça. Certos sintomas de esquecimento, sonhos inadiáveis e aquele velho inconsciente alertando com luz vermelha o perigo eminente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ai, eu me perco. Me perco vagando entre tantos mundos, tantas idéia, dentro e fora do meu corpo. Sim, pensar demais é sintoma de carência. Sim, pensar demais é motivo para falta de ação. Não digo dos poemas. Ah, os belos poemas de Hilda, Sophia e até o pobre e esquecido Pessoa. Minhas leituras atrasadas e um quarto semi-arrumado. Livros desorganizados e uma antiga mania de sentir-se deprimido. Seja nas manhãs, seja nas noites, um resgate sensorial de tudo o que se passa. Seja como for, aqui ou ali, é preciso um certo ar de leveza. E nem é preciso muito. Talvez uma bebida, um pão velho, mas que tudo acabe no riso, no sono pesado...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As corridas estão abertas. Nem sempre é o que se esperou. Os desejos de criança mimada e as vontades adolescentes. Aquele romantismo rouco, clareado por idéias literárias. Tudo, mas tudo mesmo colocado num quadro renascentista. Nem mesmo Sartre seria tão niilista para acreditar em túmulos ou romantismos exacerbados. Aqui, preza a paciência e, claro, a tal da leveza. Se as corridas estão abertas, basta trocar a ferradura e trotar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na chegada, é só cortar a faixa. Que nem sempre vem junto de presentes ou datas especiais.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-6273138940849405469?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/6273138940849405469/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=6273138940849405469' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6273138940849405469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6273138940849405469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/08/sinnerman.html' title='Sinnerman'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-7488269084312132944</id><published>2008-08-10T06:41:00.000-07:00</published><updated>2008-08-10T06:42:06.102-07:00</updated><title type='text'>Conto.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Encostou-se na árvore, como se está estivesse erguida para o seu corpo cansado. Esteve por horas andando a esmo. Segurou-se em muitos pensamentos, olhou o rio, notou que os peixes descansavam sob a sombra projetada pela imensa árvore. Devia ser algo secular, pensou. O dia estava quente, demasiadamente sufocante, como tudo aquilo que havia dito na noite anterior. Era como se as palavras pudessem assumir uma forma corpórea e se misturassem ao dia, ao sol, ao calor e aqueles pássaros que sobrevoavam também sem rumo. Segurou as mãos na tentativa de imaginar que fosse outra mão e não a sua própria. E ali, naquele tronco, encostado pensou que poderia resolver todos os seus problemas. Era falta, que na imaginação modificava-se como presente. Todas as recordações lhe vinham como ondas gigantes de cenas, choques, espantos e sonhos irrealizáveis. Com o dia agitado, tendo acordado cedo, sentiu que naquele lugar um mundo estava se formando; a cada lágrima, uma criação e a cada suspiro um desmoronamento. Por que não escrever poesia, interrogou-se já quase deitado na grama. A poesia poderia de certa forma, colorir e preencher algumas formas tão vazias dentro de si. O telefone poderia tocar a qualquer instante com uma notícia vinda de longe e eu poderia mudar-me para o interior, para alguma cidadezinha com poucos habitantes e viver só, do trabalho e do corpo. A realidade era somente aquele momento, que bem poderia ser a felicidade, já que acreditava que a felicidade era apenas um segundo em que o corpo se desprendia da alma. Lá fora, ouvia o barulho ressonante e grave dos carros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os pés doíam. O calor com o atrito do tecido áspero do sapato provocaram bolhas no canto do pé e na sola cansada. Tirou o sapato e quase como um ato religiosamente sagrado, encostou o pé na terra úmida. Era um alívio, como se a terra estivesse lhe retribuindo um favor. Seus pés se misturaram aquilo que lhe afagava o corpo inteiro. Imaginou, já maravilhado com a quietude daquele momento, que enfim chegaria ao céu e encontraria um pedaço de terra com uma árvore de tronco grosso e forte para deitar-se na eternidade, pois aquilo já era um pedaço do sentir-se para sempre. Em verdade, não poderia sentir-se de outra maneira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma voz lhe dizia que o caminho era aquele mesmo. Já nem mais pensava nos carros, no barulho e na fumaça vinda do asfalto quente. Mesmo que houvesse uma passeata política lá fora, jamais tiraria seus pés da terra úmida. Estava misturando-se, aos poucos, àquele lugar. Poderia morar ali. Poderia casar-se, plantar e jamais ter que encontrar outro lugar para descansar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-7488269084312132944?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/7488269084312132944/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=7488269084312132944' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/7488269084312132944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/7488269084312132944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/08/conto.html' title='Conto.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-5384714052774168523</id><published>2008-08-07T05:57:00.003-07:00</published><updated>2008-08-07T06:17:29.246-07:00</updated><title type='text'>Quinta.</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ZiE84rH8Fsw/SJr1sjE3fuI/AAAAAAAAAGI/IdANCLa48_M/s1600-h/Velazquez-Meninas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231764062822956770" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ZiE84rH8Fsw/SJr1sjE3fuI/AAAAAAAAAGI/IdANCLa48_M/s320/Velazquez-Meninas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1656, Diego Velásquez espantou seus admiradores ao apresentar La Família de Felipe IV. O espanto não decorreu somente da iluminação característica ou da introdução de um auto-retrato e sua técnica de quadro dentro do quadro. Havia ali, dentro de toda a perspectiva algo "estranho". Sim, ali mesmo, dentro das belezas iluminadas de um gênio havia um sopra quase irreconhecível: um anão. Em meio as belezas da realiza, o disforme ser aparecia, olhando para o espectador quase como se quisesse se apresentar. Isso, em 1656. Aquele anão, assustador, atravessou os séculos de quadro em quadro, se movimentou pela música e por todas as esferas da chamada arte. Ele tornou-se o espelho. A antítese e o igual. Dele, saímos todos. O horror pelo disforme. Esse mesmo personagem pitoresco, viveu entre nós, se instaurou nas classes dominantes e transformou a cultura do homem contemporâneo. Foi com ele, um simples anão, que aprendemos que o feio pode estar no bonito, mas mascarado, iluminado, quadro a quadro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguns muitos anos depois, ainda nos espantamos com o tal anão. É ele, os travestis, as drag queen, clubers, góticos, emos, roqueiros, metaleiros, afro-descendentes, orientais e, claro, os transexuais. Hoje, esse ano ganhou nome nas manchetes. Ele se chama Thomas Beatie, uma mulher norte-americana que decidiu engravidar depois de uma mudança visual de sexo. Thomas, deu à luz a seu primeiro filho recentemente. Americanos, raivosos, protestaram. Outros elogiaram a atitude e outros resolveram não se pronunciar. Um verdadeiro circo. Um quadro de Velásquez. Mesmo o anão estando na sala a nos fitar, fingimos que ele não está lá. Ora, se permitimos a cirurgia plástica, aos tratamentos pesados contra o envelhecimento, a redução de estômago, por que não aceitar Thomas como uma família? Sim, os desajustes parecem ter crescido desde 1656. As formas contundentes da moral enraizadas na cultura do ocidente. Podemos alterar o nosso nariz, afiná-lo, remover a gordura e tirar linhas de envelhecimento, mas nunca, nunca, podemos assumir o tal anão que existe dentro de nós. Tirá-lo do quadro é uma infamia. Talvez um crime em alguns países. Essa força controladora que nunca nos deixára aceitar o Samson de Kafka ou mesmo o Thomas norte-americano. Sim, Nietszche foi um visionário e Foucault o pai do pensamento moderno. Somos previsíveis. Tirar o nariz sim, homem com barba dar à luz, JAMAIS! &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De 1656 à 2008 algo deveria ter mudado. A perspectiva de uma possível quebra da moral religiosa, ou até mesmo esse anão que nos ultrapassa nas salas cirurgicas. Algo deveria ter mudado. Não somente aos norte-americanos, mas ao pensamento e, por que não, ao espírito humano. Uma linda criança, sortuda talvez de ter uma família com os anões que um dia serão o ponto de fuga de um quadro. Pensam: o que será dessa criança? Não podemos prever, mas podemos afirmar que seu mundo será desenhado fora do quadro, como se o seu mundo pudesse enfim, ser o começo de algo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ZiE84rH8Fsw/SJr1yIoHDgI/AAAAAAAAAGQ/bsVYpGsSHjA/s1600-h/pregnant460_780696c.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231764158802234882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_ZiE84rH8Fsw/SJr1yIoHDgI/AAAAAAAAAGQ/bsVYpGsSHjA/s320/pregnant460_780696c.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma família.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-5384714052774168523?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/5384714052774168523/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=5384714052774168523' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/5384714052774168523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/5384714052774168523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/08/quinta.html' title='Quinta.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ZiE84rH8Fsw/SJr1sjE3fuI/AAAAAAAAAGI/IdANCLa48_M/s72-c/Velazquez-Meninas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-6025487745696189602</id><published>2008-08-06T07:53:00.003-07:00</published><updated>2008-08-06T17:08:23.281-07:00</updated><title type='text'>Quarta.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A saudade quase como uma tristeza, vinda de lugares distantes, nem sempre pretende ser tema nem aresta. Ninguém sabe das melancolias e virtuosidades. Crianças mesmos, brincando de jardins e erguendo as mãos para o céu. Ó, deus Apolo que nos traz para a vida adulta. De pureza em pureza somos, ainda, crianças. Idéias juvenis. Eventos mal consagrados. Solos que enterramos sonhos e sonhos, num repetir quase canônico. Uma soda limonada para o Diabo e aquela quentura, um ferver de sentimentos como se à deus nada pertencesse. Mais um gole de coca-cola. Arco e flecha. &lt;em&gt;Apolo, leve-nos para a vida adulta.&lt;/em&gt; Juntamo-nos a Ártemis num parto de gêmeos. Na ilha de Delos, nós todos, crianças, adultos, Diabos e Deuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saudade como uma tristeza. Uma bola de chiclete masgado, quase sem saber. O olhar doce e escondido por trás de uma lascividade absurda. Nos cantos, nas pequeninas mãos, o doce sabor de soda limonada. Inventores do desentendimento, nem mesmo siameses são capazes de decifrar o pensamento. Juntos na vida, como terra e fruto. A casca da árvore. E ainda jogamos pedra no vidro do vizinho. &lt;em&gt;Apolo! Leve-nos para a vida adulta.&lt;/em&gt; E isso, rogando para os Deuses, tentando soltar as mãos do Diabo. Ele, que nos ferve em calda quente de doces ilusões. A saudade dos tempos de maldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rogamos ao senhor dos ventos. Aos deuses na espreita por nossa vil brincadeira.&lt;/em&gt; Como uma prece, pedimos a Apolo, um sopro de vitalidade. As bolhas de gás da soda explodindo na cara Dele. &lt;em&gt;Solte-nos a mão,&lt;/em&gt; grita a criança. Ártemis vem pela floresta. Nos caça: arco e flecha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma soda, com ou sem limão e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;nos deixe ir, além da maldade.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-6025487745696189602?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/6025487745696189602/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=6025487745696189602' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6025487745696189602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6025487745696189602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/08/quarta.html' title='Quarta.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-8525812276849539740</id><published>2008-08-05T17:57:00.002-07:00</published><updated>2008-08-05T18:20:07.823-07:00</updated><title type='text'>Terça.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Artemis, a mais pura e casta das deusas do Olimpo, calmamente passeando pela floresta deparou-se com a sagaz raposa. Longos e dourados momentos, como se somente existissem dentro de uma certa magia de ser e querer. A magia de rosas vermelhas e túmulos sagrados. Toda forma de reza, ali presente. Cautelosa, Artemis aproximou-se da raposa no intuito de advinhar-lhe suas intenções. "Diga-me o que queres bicho de pêlo vermelho". A raposa, sorriu, e entregou-lhe uma linda caixa dourada. "Trago a vossa deusa um presente dos seres da floresta".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por alguns breves momentos, a janela aberta, o céu negro e pesado. Logo, tudo desabou. Tudo veio abaixo. Pesadas gotas e ali em cima tudo se despedaçando. No breve momento, a mão no bolso e uma vela acessa em cima da mesa. Carência de mortos vivos e esquizofrênia. Artemis, desconfiada, levou a caixa para seu irmão Apolo que a aconselhou se desfazer do presente abrindo-o junto do bicho vermelho. Armada com seu arco e flecha, a deusa lançou-se furiosa na floresta em busca do animal. "Diga-me, raposa-vermelha, que trazes essa caixa?". A raposa, surpresa, sorriu. Artemis, percebendo seu medo, flechou o animal-vermelho na pata. Preso ao chão, a raposa sorria num grito de desespero. E assim mesmo, o quarto trancado, as roupas amontoadas e um vermelho nas costas. O corpo ainda dolorido, a garganta quase seca. Todos os pensamentos de volta ao toque da baiana. Ninguém se separa do mar. Ninguém foge das ondas, do sol e dos longos cabelos pretos de Janaina. Tragam os presentes. Barcos azuis. Rosas brancas e preces desesperadas. Com tudo, a chuva tombou o mundo. Abriu a cova dos fracos e deitou até mesmo os corajosos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diz o mito que Artemis, a mais casta e pura das deusas do Olimpo, transformou a raposa em pó vermelho e a jogou dentro da caixa dourada. Morados e selvagens da florestas ainda ouvem suas risadas tortas e cínicas. Vigilante, Artemis caminha pela floresta penetrando seu olhar por entre folhas e pedaços de pau. A caixa, escondida entre suas vestes. Ali, no canto mais obscuro, no fundo dos olhos, a imagem do guerreiro que um dia fui. Das sóbrias noites que passei escrevendo e sem nenhuma resposta, abandonei o gosto pela leitura diária. Troquei até mesmo os anéis e queimei as fotos. A família distante crescendo e aos poucos se esquecendo que sou tio ou irmão. Dos outros laços me desfiz, como o temporal. Ninguém se separa do mar. Do pó vieste e ao pó voltarás. Diz o mito: ninguém se separa do mar nem das vontades Dela. Minhas imagens tão lúcidas, meu quarto organizado por livros, recordações e novas montarias. Minha cama feita, lençóis lavados, travesseiros com restos de alguém. O passado, morto. Como se tudo pudesse um dia ter um recomeço com sal e água morna do oceano. Perfumado com alecrim e jasmim. Minha pequena coroa de santos e divindades. Eu, louco que sou, desfaço aqueles nós e jogo-os no mar. Pra Ela. Minha cor, minha força e minha fraqueza. O buraco na alma. Ninguém foge do mar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diz o mito que Artemis guarda por debaixo das vestes a pequena caixa dourada. Dentro, um pó vermelho, semelhante ao urucum. Os pêlos da raposa que um dia tentou enganá-la. Ali, dentro da caixa. A cova daqueles que adentraram na floresta. Artemis. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diz o mito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-8525812276849539740?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/8525812276849539740/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=8525812276849539740' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/8525812276849539740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/8525812276849539740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/08/tera.html' title='Terça.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-4805294720049987128</id><published>2008-08-04T07:14:00.002-07:00</published><updated>2008-08-04T07:28:25.883-07:00</updated><title type='text'>Segunda.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Diz o mito que Artemis, deusa da caça e da serena luz, é a mais pura e casta das deusas. Diz o mito que seu pai Zeus a presenteou com um arco e flechas de prata. Diz o mito. Todos os recomeços. De segunda até outra data marcada no calendário. Ela, a deusa da caça, as florestas e seu exército indomável. O mesmo diriam de Iemanjá. Dos santos, dos mitos, dessa força que vem da natureza, do humano e até mesmo do sangue. O meu sangue. Composto de tudo o que vivo. Daquilo que me faz e desfaz. Dos minutos próximos, de tudo que vi. Das flechas que erram o alvo. Eu vou, aos poucos, juntando o exército. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como a luz prateada da lua, Artémis percorre todos os recantos dos prados, montes e vales, sendo representada como uma infatigável caçadora. De flechas, vaidosa como é. No seu recanto tão saboroso, ela recruta. Todas as indas e vindas. As falsas intenções e mesmo o cinismo pouco mascarado. Ninguém pode com o mar. Nem mesmo as ondas ou a orla da praia. Ali mesmo, tudo que se joga, volta. Tudo o que se apronta, Ela vê. Nos barquinhos festeiros, garrafas, cartas mal intencionadas. Ela retorna. Com força de natureza e com a maldade dos céus. Elas, em mim, como se eu fosse construído como um mito único, como a soma de todos os medos, todas as forças. Na minha pequena floresta. Nas minhas flechas  e mesmo no meu entendimento, onde tudo e todos passam, deixam vestígios. Nada que me cerca. E ainda não sabem que vejo, sem abrir os olhos. Assim, como idiota ou qualquer coisa que valha. Me cercam os cinismos e as más intenções.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela, a senhora da caça, a mais casta das deusas. Ela que matou Orion e pediu ao pai que o transformasse em constelação. Ela. Eu aqui, rindo dos pequenos soldados soltos. Animais, que circundam a floresta sem saber de nada. Que navegam pelo mar a procura de si mesmos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Flechas e arcos. Diz a lenda que nunca traia o mar. Traicoeiro, ele retorna. Nunca duvide de Artémis como fez Apolo. Sofra o escorpião na eternidade da galáxia. A mais casta das deusas do Olimpo. Também a mais mortal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-4805294720049987128?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/4805294720049987128/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=4805294720049987128' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4805294720049987128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4805294720049987128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/08/segunda.html' title='Segunda.'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-6162865716117208668</id><published>2008-08-01T20:39:00.002-07:00</published><updated>2008-08-01T20:49:05.213-07:00</updated><title type='text'>You dont get summer for nothing</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A gente sempre acaba voltando. Seja para casa ou para essa antiga tela. A gente sempre acaba voltando. Volta e meia. Pulos aqui e ali. Nunca paramos para olhar o relógio distante na parede. Os minutos correndo. Um pouco além da conta. As estrelas do céu, uma a uma, se apagaram e o relógio despertou.  Num segundo. Tudo virou uma pedra. Talvez rocha, E deixar registrada a lembrança. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No quarto velho e ainda pouco alimentado por sabores diferentes. Aqui, jaz o equilíbrio eterno. Sem mais, nem menos. Entender o efêmero e as questões ontológicas e metafísicas. Tudo isso junto num grande pacote, embrulhado num papel vermelho e um laço mal amarrado. Mais um cerveja e o corpo dormente. Querendo cama. Querendo o sossego, dentro do desassosego. As grafias incorretas e pouca, mas muito pouca matemática. Sem tempo e sem ajustes de ponteiro. You dont get summer for nothing. Assim, como mito, como pedra. A semana rápida. Sem licença. Eu deixando pra trás hábitos, manias e unhas roídas. Rosto lavado e creme para as mãos. It´s a fire. Os sonhos molhados, dores de um passado mal construído. Leves pontadas na´lma. Aqui, jaz o eterno. O feliz e infeliz. Tudo junto. Um grande embrulho em papel reciclado. Volta e meia e sempre voltamos para a origem. Seja p útero ressacado ou um simple soluçar, volta e meia, voltamos. O eterno retorno. Sempre. Passos largos e um vontade incontrolável de deitar e dormir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A gente sempre acaba voltando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-6162865716117208668?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/6162865716117208668/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=6162865716117208668' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6162865716117208668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/6162865716117208668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/08/you-dont-get-summer-for-nothing.html' title='You dont get summer for nothing'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35935425.post-4908617666807807216</id><published>2008-07-22T18:43:00.003-07:00</published><updated>2008-07-22T19:41:30.367-07:00</updated><title type='text'>37822:43</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tem sim. Um fio longo, talvez dourado, um pouco achatado, mas fino, bem fino. Tem sim. Uma tesoura, uma faca e mesmo um maçarico. Tem sim. Tem como cortar, sem muito esforço, só de encostar. Tudo tem uma certa motivação. O calor motiva a chuva, a fumaça a tosse, a mentira o desastre. E é tão curto. O momento, a razão. E eu poderia falar disso horas a fio. Mas, pra que precisamos tanto falar de verdades se, no fundo, o que importa mesmo é dormir bem?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tem sim. Esse mesmo fio longo, meio dourado, um pouco achatado. Ninguém nunca soube como utilizá-lo. Ele poderia tecer uma bela malha, ou quem sabe costurar uma roupa velha e até mesmo poderia ser utilizado para fazer ligações telêfonicas. Sim, ele tem muitas utilidades. Ninguém nunca soube usá-lo. Mas, como todas as coisas do mundo, ele tem o antagonista. Já falei das tesouras. Um pouco mais afiadas, elas passam e levam embora todas as fibras. É questão de loucura. Esquizofrenia acelerada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sim, uma boa noite de sono. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E até para isso serviria o fio: tecer, ainda que quebrado, uma boa noite de sono.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35935425-4908617666807807216?l=markonthewall.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://markonthewall.blogspot.com/feeds/4908617666807807216/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35935425&amp;postID=4908617666807807216' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4908617666807807216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35935425/posts/default/4908617666807807216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://markonthewall.blogspot.com/2008/07/3782243.html' title='37822:43'/><author><name>Vitor L. Richner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07163414041191671277</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
